Coleta de informações semanais feita pelo Economista Paulo Roberto Bretas

Vivemos um momento muitas emoções na história da humanidade. Os brasileiros mais que outros povos na trajetória dos desalentos em série. Agora, há uma tempestade perfeita se arma no horizonte global do futuro. No hemisfério norte, as perspectivas são cinzas diante da redução da oferta de energia. Segundo a Forbes, da tigelas de carne em Tóquio ao frango frito em Londres, os consumidores estão começando a sentir o impacto do aumento de custos que se dissemina pela economia global .A retomada da atividade econômica na esteira das restrições do coronavírus expõe a escassez na cadeia de suprimento, e empresas correm para encontrar empregados, navios e até combustível para impulsionar fábricas, o que ameaça a recuperação. No capitalismo das crises, o maior produtor de frangos do Reino Unido alertou que a farra de 20 anos de comida barata está chegando ao fim e que a inflação dos preços de alimentos pode atingir dois dígitos.

No ambiente interno, de miséria crescente e inflação em alta, teremos mais uma semana de turbulência. A CPI da Pandemia deve apresentar o seu relatório, com pedido de indiciamento de Bolsonaro por 11 crimes. O documento deve ser votado no dia 20 de outubro. (Radar do Futuro)

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Covid-19 e Economia 2: A pandemia pode resultar em cenários duradouros como excedente de poupança das famílias, menor investimento por parte das empresas e rearranjo das cadeias produtivas, na busca por menor dependência da China. (Valor)

Covid-19 e Economia 1: A pandemia deixou marcas na economia brasileira que devem se estender pelos próximos anos e levar a desdobramentos que pesarão sobre o produto potencial do país. Mais do que aprofundar a crise pela qual o Brasil passava antes da covid-19, a pandemia pode ter prejudicado em caráter mais duradouro a alocação de recursos, a produtividade e a capacidade de crescimento. (Valor)

Déficit Primário 1: A mediana das estimativas do déficit primário do governo central passou de um resultado negativo de R$ 135,114 bilhões para R$ 129,000 bilhões entre as edições de setembro e outubro do relatório Prisma Fiscal, divulgado dia 14-10-2021, pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia. Para 2022, a projeção de déficit ficou em R$ 83,100 bilhões, contra R$ 90,000 bilhões na edição anterior, que traz as projeções das áreas de pesquisa de instituições financeiras e de consultorias econômicas para os principais indicadores fiscais do governo. (Valor)

Déficit Primário 2: Em 2021, o governo trabalha com uma meta de déficit de até R$ 247,118 bilhões, mas a estimativa mais recente, de setembro, é de déficit de R$ 139,435 bilhões no ano. Já para 2022, a meta incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado no final de agosto ao Congresso, é de um resultado negativo em R$ 49,6 bilhões. (Valor)

Projeção da Dívida Bruta: Para a dívida bruta do governo geral em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa para 2021 caiu de 81,69% em setembro para 81,39% em outubro. Para 2022, a projeção foi de 83,00% para 82,80%. Os dados foram coletados até o quinto dia útil de outubro pelo relatório Prisma Fiscal. (Valor)

Endividamento das Famílias 1: O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer alcançou 74% em setembro, alta de 1,1 ponto percentual em relação a agosto, e de 6,8 pontos ante setembro de 2020, o maior incremento anual da série histórica.  De acordo com a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores), realizada mensalmente pela CNC desde 2010, o endividamento das famílias com até 10 salários mínimos de renda mensal é ainda mais expressivo, chegando a 75,3%.(Poder 360)

Endividamento das Famílias 2: Segundo o Banco Central, o endividamento dos consumidores com o sistema financeiro chegou ao recorde em junho, com 60% de famílias com compromissos financeiros a vencer com bancos e financeiras. Desconsiderando o crédito imobiliário, a parcela de endividados é igualmente a maior da história, alcança 37% dos lares brasileiros. As estatísticas do BC mostram que o saldo das transações, ou o estoque de crédito aos consumidores está crescendo de maneira contínua e forte, assim como os desembolsos de crédito novo. (Poder 360)

Inadimplência: A parcela de famílias com até 10 salários mínimos com contas ou dívidas em atraso caiu em agosto e setembro, atingindo 28% do total de lares, 2 pontos abaixo do mesmo período do ano passado. A repactuação de dívidas explica a melhora na inadimplência em relação ao ano passado, bem como a evolução relativamente positiva da parcela média da renda comprometida com dívida. (Poder 360)

Investimento dos Estados: Os investimentos dos governos estaduais aceleraram no segundo quadrimestre e caminham em ritmo parecido ao das receitas. De janeiro a agosto deste ano os investimentos no agregado dos 26 Estados e Distrito Federal (DF) somaram R$ 18,6 bilhões, com alta de 28,8% nominais em relação a iguais meses do ano passado. A arrecadação própria cresceu 25% na mesma comparação. (Valor)

Arrecadação em Minas Gerais: De janeiro a agosto de 2020, a arrecadação em Minas chegou a R$ 41,3 bilhões, em queda de 4,1%. Nos oito primeiros meses deste ano, a arrecadação somou R$ 54,4 bilhões, 31,6% acima da alcançada no mesmo período do ano passado e 25% acima do esperado. A receita tributária do Estado cresceu puxada pelo ICMS, que avançou 32,1%. A arrecadação em Minas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os royalties da mineração, aumentou 148%, somando R$ 3 bilhões, sempre de janeiro a agosto. (Valor)

Recursos Empoçados 1: O volume de recursos liberados para os ministérios neste ano até agosto, mas não gastos, ficou em R$ 27,3 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional. O chamado “empoçamento” é um fenômeno recorrente, que ocorre com mais ou menos intensidade, e que reflete uma combinação de fatores, desde problemas de competência gerencial, trâmites burocráticos até as amarras legais, por causa, por exemplo, das vinculações de algumas receitas. (Valor)

Recursos Empoçados 2: Nos dois anos anteriores à pandemia, o grau de “empoçamento” foi bem menor: R$ 10,7 bilhões em 2019 e R$ 12,8 bilhões em 2018. Vale lembrar que, quando o recurso fica disponível, mas não é gasto, o resultado primário melhora. Em igual período do ano passado, a diferença entre o autorizado e o efetivamente pago pelas diversas áreas do Executivo federal foi de R$ 33,2 bilhões. (Valor)

Relatório Focus – Selic: Para a taxa básica de juros (Selic), o ponto-médio das expectativas do mercado foi mantido em 8,25% no fim de 2021 e avançou de 8,50% para 8,75% em 2022. A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. (Valor)

Relatório Focus – PIB: A mediana das projeções para o crescimento da economia brasileira em 2021 foi mantida pela quarta semana consecutiva em 5,04%. Para 2022, o ponto-médio das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzido de 1,57% para 1,54%. (Valor)

Relatório Focus – Dólar: O mercado elevou a mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano de R$ 5,20 para R$ 5,25. Para 2022, o ponto-médio das projeções foi mantido em R$ 5,25 entre uma semana e outra. (Valor)

Calamidade Pública: Em meio às indefinições sobre os projetos para viabilizar o sucessor do Bolsa Família e as pressões políticas para prorrogação do auxílio emergencial, integrantes do governo começam a cogitar a possibilidade de acionamento da cláusula de calamidade pública. O dispositivo foi criado na chamada PEC Emergencial (que se tornou a emenda constitucional 109) e permitiria a renovação do atual benefício criado durante a pandemia sem as amarras das regras fiscais. (Valor)

Usiminas Saúde: A Fundação São Francisco Xavier (FSFX), braço da Usiminas nos setores de saúde e educação, vai competir no mercado de saúde de Belo Horizonte com hospital próprio e planos de saúde. A instituição investe R$ 280 milhões em recursos próprios no seu primeiro hospital na capital mineira, com previsão de inauguração em março de 2022. Os planos da Usisaúde custam a partir de R$ 90, faixa de preço da Unimed-BH e outras operadoras. (Valor)

Planos de Saúde em Minas: Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 27,09% da população mineira possui plano de saúde. A taxa de cobertura no Brasil é de 24,98%. A pandemia acelerou as buscas por planos de saúde em Minas Gerais. (Valor)

Exportação de Calçados 1: As exportações de calçados em setembro chegaram a 11 milhões de pares e geraram US$ 77 milhões, avanços de 35,7% e de 46%, respectivamente, ante os números do mesmo mês do ano passado. Os dados foram consolidados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Na comparação com 2019, os números representam ganho de 10% em volume, mas com recuo de 8% em receita. (Valor)

Exportação de Calçados 2: Entre janeiro e setembro de 2021, foram embarcados 86,2 milhões de pares, que geraram US$ 618,45 milhões, incrementos de 33,7% em volume e de 26,3% em receita na relação com o mesmo período do ano passado. Já comparando com os níveis pré-pandemia, em 2019, os resultados são 1% superiores em pares e 15,7% inferiores em receita. (Valor)

Exportações de Commodities: A alta de preços resultante dos vários choques da pandemia contribuiu para o enorme avanço das commodities nos embarques brasileiros. De janeiro a setembro deste ano, elas chegaram a uma marca histórica para o período, de 69,7% do valor total exportado. Em iguais meses de 2020, foram 67,5%. O nível deste ano está quase dez pontos percentuais acima do de 2019, de 60,6%, patamar em torno do qual a fatia orbitou por praticamente dez anos, sempre considerando os mesmos nove meses. (Valor)

Primarização das Exportações Brasileiras: Dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), levantados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), mostram que, no decorrer das últimas duas décadas, houve concentração da exportação em cada vez menos produtos e um processo de primarização no qual bens destinados ao exterior têm cada vez menor valor agregado, mesmo entre commodities. A pandemia acelerou o fenômeno, evidenciando a necessidade de debater mudanças estruturais, apontam analistas, a despeito dos atuais superávits comerciais robustos que ajudam a tranquilizar as contas do setor externo. (Valor)

Queda nas Exportações de Industrializados: A participação de produtos da indústria de transformação na exportação de commodities caiu de 36,9% de janeiro a setembro de 2020 para 32,8% em iguais meses deste ano. Há primarização da pauta exportadora como um todo, com avanço dos básicos, também dentro das commodities. O fenômeno também é visível ao longo dos últimos 20 anos. Em 2017, a fatia era de 40,9%. Em 2008, de 51,1% e, em 2001, de 60,4%, sempre de janeiro a setembro. (Valor)

Minério de Ferro, Soja e Petróleo: A concentração na exportação de poucos bens é clara quando se analisa os dados de minério de ferro, soja e petróleo, os principais itens embarcados pelo Brasil. As três commodities subiram sua participação de 38,3% para 43,7% da exportação total do país de 2020 para 2021, atingindo um nível recorde para o período de janeiro a setembro. Em 2013 esses bens correspondiam a 30,7% da pauta exportadora. Em 2001, a 11,9%, mantendo a comparação nos mesmos nove meses. (Valor)

População Brasileira Irá Diminuir: A população brasileira será em 2100 menor que 180 milhões de pessoas, bem abaixo dos 213,3 milhões de pessoas estimadas para a população brasileira em 2021 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e também dos 194,9 milhões do Censo Demográfico de 2010. Esta é a realidade prevista em todos os três cenários projetados em estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para o crescimento da população até 2100, considerando diferentes tendências para fecundidade e mortalidade. (Valor)

Envelhecimento Inevitável: O trabalho também aponta para um envelhecimento etário “inevitável” e já esperado da população, independentemente do cenário considerado. A parcela dos brasileiros com 65 anos ou mais, que era de 9,8% em 2020, deve ficar entre 29,4% e 40,3%, de acordo com cada cenário analisado. O cenário mais preocupante é o chamado de “choque populacional”, em que a parcela da população acima dos 65 anos ultrapassa um terço da população e atinge 40,3%, colocando um peso maior na situação da Previdência. (Valor)

Relatório Monitor Fiscal – FMI 1: O diagnóstico do FMI é que, enquanto economias avançadas continuam com um espaço fiscal mais folgado para seguir apoiando a retomada econômica, países em desenvolvimento e de baixa renda podem ter que lidar com desafios relacionados ao endividamento no curto prazo. Além disso, a entidade prevê que os efeitos da crise serão mais duradouros nessas regiões, afetando as receitas dos governos nos próximos anos. As economias emergentes e em desenvolvimento também estão mais vulneráveis às mudanças nas taxas de juros globais. Assim, o custo do endividamento pode subir mais rápido do que o esperado quando os bancos centrais começarem a retirar o apoio monetário implementado durante a pandemia. (Valor)

Relatório Monitor Fiscal – FMI 2: O FMI recomenda que as políticas fiscais dos países sejam orientadas por três princípios: sustentabilidade, simplicidade e estabilização. É preciso que os governos adotem metas que sejam críveis do ponto de vista tanto econômico como político, de fácil entendimento para a população e que equilibrem as contas públicas após os gastos excessivos durante a pandemia. (Valor)

Relatório Monitor Fiscal – FMI 3: A estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) é que o PIB brasileiro cresça 2,4% no acumulado de 2020 a 2022. O resultado é 0,5 ponto percentual menor que o de julho, quando o Fundo havia elevado em 0,9 ponto percentual as projeções para a economia nacional no período, que envolve desde o início da pandemia no país até o ano que vem, quando se espera que a doença esteja mais controlada. A maior parte da perda de otimismo do FMI em relação ao Brasil está direcionada para o ano que vem. A entidade prevê agora que o PIB nacional vai crescer 1,5% em 2022, e não mais 1,9% como estimara em julho. Para este ano, o corte na projeção, na mesma comparação, foi de 0,1 ponto percentual, para 5,2%. (Valor)

Relatório Monitor Fiscal – FMI 4: O FMI baixou a estimativa do endividamento bruto em 2021 para 90,6% do PIB – no documento de abril, a previsão era de 98,4% do PIB. No relatório anual da instituição sobre a economia brasileira, que veio a público no mês passado, a estimativa já tinha recuado, mas para 91,6% do PIB. (Valor)

Relatório Monitor Fiscal – FMI 5: O FMI também melhorou a estimativa para o resultado primário, que mostra a diferença entre receitas e despesas, não incluindo os gastos com juros. Em abril, esperava um déficit de 3,7% do PIB; agora, projeta um rombo de 1,6% do PIB. (Valor)

Menos Oferta de Petróleo 1: Os produtores de petróleo de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) fornecerão menos petróleo do que o esperado, apesar da crise no fornecimento de combustíveis fósseis que provocou aumentos acentuados de preços na cesta de energia, disse a organização em seu relatório mensal. A Opep reduziu sua previsão para a quantidade de petróleo que os produtores não aliados entregarão neste ano em 300 mil barris por dia, para 700 mil barris por dia. O cartel citou a redução da produção do Golfo do México após o furacão Ida, bem como outras interrupções no Canadá, México e na região do Cáspio. O cartel também reduziu sua previsão de demanda global de petróleo para este ano, embora em um valor menor, de 5,96 milhões de barris por dia para 5,8 milhões. (Valor)

Menos Oferta de Petróleo 2: As previsões da Opep+ surgem durante uma crise de energia, com estoques relativamente baixos de gás natural para essa época do ano e baixos níveis de vento na Europa, coincidindo com a recuperação econômica pós-pandêmica, a escassez de carvão na China e a perspectiva de um inverno rigoroso no hemisfério norte. Esses fatores enviam os preços dos combustíveis fósseis às alturas. Os preços do petróleo bruto Brent subiram cerca de 60% este ano, enquanto os preços de referência europeus do gás subiram 158% em relação ao nível de três meses atrás. (Valor)

Hiato do Produto: Apesar das projeções elevadas para os índices de preços no Brasil, o entendimento de que ainda se tratam mais de pressões pelo lado da oferta do que da demanda e de que o Banco Central vai impor um freio à atividade para tentar trazer a inflação de 2022 para a meta fez analistas postergar a perspectiva de fechamento do hiato do produto, uma importante medida de ociosidade da economia. O hiato do produto refere-se à diferença entre o PIB efetivo e o potencial – aquele que seria alcançado usando de forma plena todos os fatores de produção, como mão de obra e capital. Se o PIB potencial está muito acima do efetivo, nem todos os recursos são empregados de maneira eficiente, e o hiato é negativo. Quando essa ociosidade dos fatores da economia é ocupada, diz-se que o hiato fechou. (Valor)

Tarifas e Energia: As distribuidoras de energia elétrica têm levado ao Ministério de Minas e Energia (MME) preocupações a respeito do déficit entre os custos de energia e os preços das bandeiras tarifárias. As companhias têm alegado que a bandeira de escassez hídrica, com a cobrança adicional de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, não é suficiente para cobrir os custos atuais do sistema depois do aumento dos preços internacionais do gás natural nas últimas semanas. O Brasil vive a pior seca em 91 anos e, com o aumento dos preços das commodities, o custo do acionamento das térmicas abastecidas por gás também subiu. (Valor)

Lei do Mercado no Uber: A empresa Uber lançou uma nova modalidade de transporte para os passageiros, chamada “Prioridade”. A nova categoria tem o objetivo de reduzir o tempo de espera até o embarque, que vem sendo alvo de críticas dos usuários da plataforma. No entanto, as viagens nesta modalidade custarão mais caro, superando os preços da opção “UberX”. Para o lado do motorista, a novidade deve aumentar os ganhos, mas a Uber não informou como funcionarão os repasses nas viagens “Prioridade”. Só não vai ter solução quando todos os usuários quiserem a corrida “Prioridade”. (UOL) (Meio)

Avaliação de Paulo Guedes: A avaliação do ministro Paulo Guedes piorou entre os que dizem conhecê-lo, mostra pesquisa PoderData realizada na semana de 11 a 13 de outubro de 2021. Hoje, 35% deste grupo avaliam o trabalho de Guedes à frente do Ministério da Economia como “ruim” ou “péssimo”, uma alta de 9 pontos percentuais em comparação a fevereiro de 2021, quando a divisão de pesquisas do Poder360 fez a pergunta pela última vez. A taxa de avaliação do trabalho do ministro como “bom” ou “ótimo” caiu de 28% para 25% no mesmo período. Não teve variação significativa, considerando-se a margem de erro de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. A alta no percentual de “ruim/péssimo” se deu especialmente sobre o grupo que antes avaliava o trabalho de Paulo Guedes como “regular”. Este despencou 10 pontos, de 41% para 31%. (Poder 360)

José Paulo Kupfer: “Os preços dos combustíveis subiram, nos últimos tempos, em paralelo a 3 eventos combinados. Primeiro, a elevação dos preços do petróleo no mercado internacional. Depois, a alta do dólar ante o real, que impactam os preços do petróleo quando convertidos para a moeda local. E, juntando essas duas pontas, a política de preços da Petrobras, que atrela os preços domésticos às cotações internacionais, independentemente dos custos de produção local. Mirar no ICMS estadual e não enfrentar um dos reais motivos das altas –a política de preços da Petrobras– é uma óbvia tentativa de fugir do real problema e de soluções impossíveis de contentar a todos”. (Poder 360)

Combustíveis Fósseis Não Devem Ser Incentivados: Tentativas de reduzir o preço de combustíveis fósseis e poluentes vão na contramão das modernas políticas de preservação do meio ambiente. No futuro não muito distante os veículos movidos a derivados de petróleo estão com os dias contados. (Poder 360)

IBC-BR em Queda: O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,15% em agosto, na comparação dessazonalizada com julho, conforme divulgado pela autoridade monetária. Em julho, o indicador teve alta de 0,23% (dado revisado de alta de 0,6%). No acumulado de 12 meses até agosto o IBC-Br subiu 3,99%. Devido às constantes revisões, o indicador acumulado em 12 meses é mais estável do que a medição mensal. (Valor)

Risco de Desabastecimento: As distribuidoras de combustíveis têm relatado cortes unilaterais por parte da Petrobras, na entrega de produtos pedidos para novembro, segundo a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom). A entidade representa as distribuidoras regionais e alerta para riscos de um potencial desabastecimento. As empresas reclamam que os preços praticados pela Petrobras vêm afastando importadores. Ao mesmo tempo, a estatal brasileira não tem dado conta de atender a demanda das distribuidoras. (Valor)

Importação de Produtos Químicos: Enquanto as importações brasileiras de produtos químicos somaram o maior valor mensal já registrado, de US$ 6,2 bilhões, o déficit comercial acumulado em 12 meses até setembro chegou à inédita marca de US$ 40,3 bilhões, uma vez que as exportações têm se mantido estáveis em torno de US$ 1,2 bilhão mensais. Em setembro, na comparação anual, o preço médio dos produtos químicos importados pelo país saltou 39,6%, enquanto a inflação das exportações ficou em 21,5%. (Valor)

A Força dos Serviços: O setor de serviços deve continuar puxando a atividade econômica nos próximos meses, afirma Marina Garrido, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre). Ela argumenta que os serviços às famílias serão os principais motores da economia até o fim do ano, enquanto produção industrial deve puxar a atividade para baixo e vendas no varejo devem anular as perdas até aqui. (Valor)

Consumo de Gás: O consumo de energia elétrica gerada por gás natural no Brasil registrou uma forte alta em 2021, em consequência da seca que tem afetado a produção hidrelétrica, contribuindo para a escassez global de energia. Apenas em julho, a geração de eletricidade por meio de gás mais que triplicou, enquanto a produção hidroelétrica caiu 26%, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA). (Valor)

Inflação

Relatório Focus – Inflação: A mediana das projeções dos economistas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 subiu de 8,51% para 8,59%, segundo o Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado dia 11-10-202,  com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2022, subiu de 4,14% para 4,17%. (Valor)

Inflação dos Mais Pobres: A inflação acelerou em setembro e voltou a atingir com maior força os mais pobres, aponta estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em setembro, a inflação para as famílias com renda considerada muito baixa chegou a 1,30%, o maior avanço entre as faixas pesquisadas. O grupo é formado por brasileiros cujo rendimento domiciliar fica abaixo de R$ 1.808,79 por mês. Com o resultado de setembro, a inflação para os mais pobres chegou a 10,98% no acumulado de 12 meses. Também é a maior alta entre os seis grupos investigados. 

Inflação dos Mais Ricos: A inflação para as famílias com renda considerada alta (acima de R$ 17.764,49) foi de 1,09% em setembro. No acumulado de 12 meses, a variação dos preços atingiu 8,91% para os mais ricos. (Valor)

Governo e Ambiente Político

Pesquisa PoderData 1: Pesquisa PoderData realizada nesta semana (11-13.out.2021) mostra leve melhora para o governo do presidente Jair Bolsonaro na opinião pública nos últimos 15 dias. A taxa de reprovação à gestão federal hoje está em 58%, uma queda de 5 pontos percentuais em comparação à pesquisa anterior. A aprovação ao governo marca 33%. Oscilou para cima dentro da margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais. (Poder 360)

Pesquisa PoderData 2: O PoderData também questiona os entrevistados a respeito de como avaliam o trabalho pessoal de Bolsonaro. Hoje, 53% classificam o presidente como “ruim” ou “péssimo”, uma queda de 5 pontos em comparação a duas semanas antes. Já o grupo que considera o trabalho do presidente “bom” ou “ótimo” foi de 25% a 29%. Variou para cima no limite da margem de erro (2 p.p. para mais ou para menos). O grupo do “regular” é onde os eleitores costumam fazer um “pit stop” antes de mudarem de opinião. Hoje está em 18%. Vem crescendo pouco a pouco desde agosto. (Poder 360)

Pedidos de Indiciamentos da CPI: Dois dos filhos do presidente, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), devem ter o indiciamento pedido no relatório final da CPI da Pandemia, segundo informação do Painel. Com base em depoimentos encaminhados pela Polícia Federal, o Zero Dois deve ser apontado como articulador da rede de notícias falsas, o chamado “gabinete do ódio”, que também espalhou desinformação sobre a covid-19, enquanto o Zero Três seria a ponte entre a rede e supostos financiadores. Autoridades que espalharam notícias falsas sobre a pandemia, mas apagaram as postagens no início das investigações, como as deputadas Bia Kicis (PSL-DF) e Karla Zambelli (PSL-SP), também devem entrar como passíveis de indiciamento no relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Além do próprio Jair Bolsonaro, como já foi anunciado pelo relator. (Folha) (Meio)

Veto aos Absorventes: O presidente Bolsonaro defendeu seu veto à lei que prevê distribuição gratuita de absorvente a mulheres muito pobres. Segundo ele, o projeto da deputada Marília Arraes (PT-PE) não previa origem dos recursos. “Se o Congresso derrubar o veto do absorvente, vou tirar dinheiro da saúde e da educação. Tem que tirar de algum lugar”, disse, embora o texto faça referência ao custeio. Na sexta-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco disse que o veto é “candidatíssimo a cair”. (UOL) (Meio)

Reclamação do Ministro: O ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes usou o Twitter para reclamar do corte de R$ 600 milhões do orçamento do fundo de pesquisa de sua pasta, quase 90% do previsto. Pontes escreveu que o corte foi “uma falta de consideração” e acrescentou: “Isso precisa ser corrigido urgentemente.” O corte, que atinge em especial o pagamento de bolsas de pesquisa e o Edital Universal do CNPq, foi aprovado pelo Congresso a pedido do Ministério da Economia, que pretende redistribuir o dinheiro em outras áreas. Entidades ligadas à pesquisa científica criticaram duramente o corte. (g1) (Meio)

Ajuda de Toffoli: O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar dois pedidos apresentados para que a Corte solicitasse à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de uma investigação sobre as offshores ligadas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. (Valor)

Estratégia de Bolsonaro: Com a popularidade em baixa, mas estável, o que indica manutenção de seu eleitorado de extrema-direita, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem buscado estreitar seus laços com o agronegócio e com evangélicos. A avaliação é que esses grupos têm capacidade de mobilização e controle de suas bases e vêm sendo alvo de aproximação por parte do ex-presidente Lula (PT). A indicação de André Mendonça para uma vaga no STF, ora emperrada no Senado, busca sacramentar esse laço com os líderes neopentecostais. Já os ruralistas vem sendo afagados com o afrouxamento das regras e da fiscalização ambientais. (Folha) 

Candidatura de Sérgio Moro: As conversas do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro com a cúpula do Podemos sobre uma possível candidatura presidencial estão avançadas e ele deve filiar-se ao partido em novembro. A janela para Moro romper amigavelmente o contrato com a consultoria norte-americana Alvarez & Marsal, onde trabalha, abre em 31 de outubro. Até lá, mesmo que já tenha uma decisão, não vai torná-la pública. Mas, o martelo, afinal, ainda não foi batido. (Poder 360)

Lira Defende Privatização da Petrobras: O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), questionou se “não seria o caso de privatizar a Petrobras”. Em entrevista à CNN Rádio, ele afirmou que a estatal hoje atua num limbo entre o público e o privado, criticou o “monopólio absurdo” no mercado de gás e defendeu que a política de preços da empresa para os combustíveis não seja alterada. Na opinião de Lira, falta à empresa uma política de investimento energético. (CNN Rádio) (Valor)

PEC dos Precatórios: O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios sofreu adaptações por sugestão do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), para que os precatórios tenham um limite de pagamento enquanto durar o teto de gastos (que proíbe o crescimento das despesas do governo acima da inflação). Pela proposta, o pagamento dos precatórios será congelado no valor corrente de 2016 e o que superar esse valor terá três hipóteses de quitação antecipada, como encontro de contas. Se não houver como fazer a quitação por essas alternativas, a dívida judicial entrará numa fila e o credor terá de aceitar um desconto ou parcelamento em dez anos para receber antes. (Valor)

Bloqueio à André Mendonça: Ex-presidente do Senado e no comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP) viu reforçada sua posição para “bloquear” a indicação de André Mendonça a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo um aliado e integrante da CCJ, Alcolumbre pouco comenta a respeito, mas se encontra “tranquilo” e avalia que está “respaldado juridicamente”. Isso porque, do ponto de vista legal e do regimento do Senado, a prerrogativa de dar seguimento ao processo pertence a ele e ninguém mais. (Valor)

Meio Ambiente

Emissão de Metano: Mais 24 países aderiram a um pacto global para reduzir as emissões de metano, um potente gás causador do efeito estufa, anunciaram nesta segunda-feira (11) os EUA e a União Europeia (UE). O anúncio ocorre antes das negociações climáticas críticas da CoP 26 em Glasgow, na Escócia. Os países se comprometem a apoiar uma meta coletiva de redução das emissões de metano em pelo menos 30% dos níveis de 2020 até o fim da década. (Valor)

Mercado de Créditos de Carbono: A regulamentação do artigo 6 do Acordo de Paris, que trata dos instrumentos para a criação de um mercado global de carbono, pode gerar um comércio de US$ 167 bilhões ao ano em 2030 e de US$ 347 bilhões ao ano em 2050. O Brasil é um dos países com maior potencial de venda de créditos de carbono e pode gerar receitas líquidas de US$ 16 bilhões a US$ 72 bilhões até 2030. (Valor)

Alterações no Código Florestal: O Senado aprovou o projeto que flexibiliza regras para a construção em Áreas de Preservação Permanente (APP), alterando o Código Florestal para regulamentar edificações às margens de rios em áreas urbanas. A proposta atribui aos municípios o dever de regulamentar as faixas de restrição à beira de rios, córregos, lagos e lagoas nos seus limites urbanos. Além disso, abre caminho para regularizar construções que já existam nessas áreas. (Valor) Consumo de Gás: O consumo de energia elétrica gerada por gás natural no Brasil registrou uma forte alta em 2021, em consequência da seca que tem afetado a produção hidrelétrica, contribuindo para a escassez global de energia. Apenas em julho, a geração de eletricidade por meio de gás mais que triplicou, enquanto a produção hidroelétrica caiu 26%, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA). (Valor)

Ambiente Social, Emprego e Renda

Redução da Pobreza Menstrual: Especialistas defendem iniciativas públicas para minimizar o problema da pobreza menstrual, conceito que engloba principalmente a falta de acesso a produtos adequados para o cuidado da higiene menstrual, mas também questões ligadas à saúde no período menstrual como banheiros sem condições de uso, com falta de pias ou lavatórios, sabão e papel higiênico. Desoneração de impostos, distribuição gratuita de produtos de higiene menstrual e campanhas de conscientização são caminhos adotados em outros países e apontados por especialistas como alternativas de políticas públicas que podem ajudar a reduzir a chamada pobreza menstrual no Brasil. O tema ganhou força após o veto presidencial ao projeto que prevê distribuição gratuita de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade ou de rua e alunas de baixa renda de escolas públicas, que já tinha sido aprovado pela Câmara e pelo Senado. (Valor)

Piora no Estilo de Vida: Maior tempo de tela e menos atividade física: o estilo de vida do brasileiro piorou durante a pandemia, mostra pesquisa de universidades federais mineiras. O estudo foi iniciado cinco meses após o início das medidas de distanciamento social. A pesquisa foi realizada em conjunto pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelas universidades federais de Lavras (Ufla), Ouro Preto (Ufop) e Viçosa (UFV). (Valor)

População Passa Fome: Mais que um tema da campanha eleitoral de 2022, o aumento da pobreza é um problema real e imediato. Segundo levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), 20 milhões de brasileiros passam um dia ou mais sem ter o que comer. Além disso, o número de favelas no país mais que dobrou em dez anos. (Folha) (Meio)

Classe Média Endividada: O endividamento das famílias de classe média atingiu um nível recorde. Com os juros de bancos em níveis extorsivos — eles nunca de fato diminuíram apesar de o BC ter reduzido os seus —, em média as dívidas que as famílias pagam correspondem a 59,9% de suas rendas anuais. Quase 60%. Em agosto, de acordo com o Banco Central, em média a renda das famílias cruzou os 30% de comprometimento para pagar parcelas de empréstimos, cartões de crédito e o que for. A inflação nos alimentos e na energia ajuda a aumentar a pressão sobre o orçamento familiar e aponta para uma crise econômica. Mesmo que o PIB torne a crescer, as possibilidades de um brasileiro tornar às lojas aquecendo o consumo são pequenas. (Globo) (Meio)

Regras do Auxílio Emergencial: A regras do Auxílio Brasil, programa assistencial visto como trunfo eleitoral do governo Bolsonaro, congelam ou mesmo reduzem o benefício de 5,4 milhões de famílias que hoje recebem o Bolsa Família. São 37% dos atuais beneficiários. (Estadão) (Meio)

Taxa de Participação no Mercado de Trabalho 1: Apesar de estar em trajetória de alta, a taxa de participação no mercado de trabalho brasileiro ainda está distante do nível pré-pandemia. Na avaliação de fontes do governo e especialistas, o indicador, que mostra o tamanho da força de trabalho ativa ou procurando emprego, deve continuar subindo, impulsionado pelo setor de serviços e pela reabertura da economia, mas não há previsão de quando voltará à normalidade. (Valor)

Taxa de Participação no Mercado de Trabalho 2: O indicador mais recente do IBGE, relativo ao trimestre de maio a julho, ficou em 58,2%, subindo pelo quarto mês consecutivo e distanciando-se do ponto mais baixo da série, atingido exatamente há um ano: 54,7%. Antes da pandemia e da paralisação/redução que ela gerou em muitas atividades, a média histórica estava em torno de 61,5%. (Valor)

Fome no Brasil: Após ter saído do Mapa Mundial da Fome em 2014, o Brasil tem hoje quase 20 milhões de brasileiros que passam 24 h ou mais sem ter o que comer em alguns dias. Outros 24,5 milhões não têm certeza de como se alimentarão no dia a dia e já reduziram quantidade e qualidade do que comem, enquanto 74 milhões vivem a insegurança de que também podem acabar passando por isso. (Rede de Pesquisa em Soberania Alimentar – 9)

Políticas Sociais do Governo: A equipe econômica e a base do governo no Congresso ainda não acharam uma solução para executar suas políticas sociais, diante de um eventual insucesso da reforma do Imposto de Renda (IR), que enfrenta dificuldades no Senado e é apontada como fonte de financiamento do Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família. Caso a reforma fracasse, a solução alternativa é o reajuste do benefício do Bolsa Família com base na inflação e a criação de um auxílio temporário” (não mais emergencial), como forma de driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal. (Valor) 

Auxílio Temporário: O auxílio temporário é uma dos instrumentos encontrados pelos técnicos do governo para evitar justamente a abertura de crédito extraordinário. A modalidade temporária permitiria que tudo fosse organizado sem uma compensação fiscal. Apesar disso, tanto o reajuste do Bolsa Família, como a criação do auxílio temporário exigem, necessariamente, um espaço no teto de gastos, o que só será possível com a aprovação da PEC dos Precatórios. (Valor)

Ambiente Tecnológico

Táxi Aéreo: Imagine um mundo onde um táxi percorre os céus e pousa no topo de um prédio para recarregar. Parece ficção científica, mas esta ideia pode se tornar realidade ainda nesta década, segundo Stephen Fitzpatrick, fundador da Vertical Aerospace. A companhia deve iniciar em 2022 os voos de teste da VA-X4, aeronave com zero emissão de carbono e capaz de transportar quase que silenciosamente quatro passageiros por até 200 quilômetros. Fitzpatrick teve a ideia em 2015, quando ficou horas preso no trânsito de São Paulo. (Época Negócios) (Meio)

Proteção Contra Assédio: O Facebook vai atualizar a política de proteção contra assédio a figuras públicas nas suas plataformas. O objetivo é remover publicações com conteúdo ofensivo contra personalidades que se tornaram famosas involuntariamente, como defensores dos direitos humanos e jornalistas. Até agora, eram permitidos comentários mais críticos a celebridades do que a pessoas comuns. (Veja)

Falhas de Segurança: Uma falha de segurança em uma plataforma brasileira que integra marketplaces expôs mais de 1,7 bilhão de dados de lojistas cadastrados em sites de comércio eletrônico. São 610 GB de informações vazadas, segundo o Safety Detectives, um laboratório de cibersegurança. Detalhes de compras, dados pessoais e detalhes de faturamento estão entre os dados vazados no ciberataque. (TecMundo) (Meio)

Ambiente Internacional

Congelamento de Preços na Argentina: O governo argentino anunciou dia 13-10-2021 que congelará por 90 dias os preços de itens da cesta básica. A medida é uma tentativa de conter a alta da inflação no país, que já supera 50% em 12 meses. (Valor)

Inflação na China 1: O índice de preços ao produtor (PPI) na China subiu 10,7% em setembro em relação ao mesmo mês do ano anterior, acelerando em relação ao aumento de 9,5% em agosto, impulsionado pela alta nos preços das matérias primas, informou o Escritório Nacional de Estatísticas. (Valor) 

Inflação na China 2: O departamento de estatísticas disse que o aumento nos preços ao produtor foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços do carvão e produtos em indústrias de alto consumo de energia. (Valor)

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