Notas Econômicas: 3 a 7 de janeiro de 2022

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Coleta de informações semanais feita pelo Economista Paulo Roberto Bretas

Com apenas um feriado nacional prolongado neste ano, o brasileiro começou 2022 sem folga para as notícias sobre a pandemia. As filas em unidades de atendimento de saúde voltaram a crescer. As farmácias tiveram uma explosão de demanda dos testes rápidos. E a evolução da Ômicron provoca mudanças na programação de eventos. O Carnaval mais uma vez pode ser cancelado em cidades brasileiras. Mas há boas notícias no horizonte. Primeiro, a Fiocruz anuncia que vai produzir vacinas contra a Covid-19, 100% nacionais, a partir de fevereiro. E o governo finalmente será obrigado a interromper o boicote à vacinação de crianças. (Radar do Futuro)

notas econômicas: foto Agência Pública
aglomeração de pessoas em farmácia para exames de gripe. Em destaque, um cartaz anuncia faça aqui os seus exames
Foto: Rovena Rosa – Agência Brasil

Em 2022, o Brasil Comemora 200 anos de independência

BRASIL 200 ANOS DE INDEPENDÊNCIA – A partir desta edição divulgaremos alguns fragmentos tirados de textos, de vários autores, para que possamos pensar nossa situação atual de país independente.

Roberto Amaral:

“A independência, como se deu, foi um movimento conservador pois com a instauração da monarquia afastava o espectro da república, o ”mau precedente” das antigas colônias espanholas tornadas independentes que atormentava com pesadelos o sono das oligarquias.

Optaram nossas já velhas elites por preservar o centralismo e não tocar na base da economia e da política que vinha da Colônia, o latifúndio associado ao escravismo. Em face das franquias doadas pela chegada da Corte, o Brasil simplesmente trocava um rei por um imperador, um vice-reinado por um Estado formalmente independente, pois de independência limitada e condicionada pela preeminência inglesa.

A população continuaria dividida entre homens livres (brancos e proprietários) e escravos; entre uns e outros tentavam sobreviver, à margem da ordem econômica, o liberto, o caboclo e o cafuzo, o índio desenraizado e o branco pobre, a “ralé”, perambulando pelas cidades, sem eira nem beira.”

Roberto Amaral é cientista político, ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PSB. Autor de “Socialismo, Morte e Ressurreição” (Editora Vozes), em artigo na Revista Carta Capital de 06-01-2022.


Economia e Finanças

Economia Brasileira Comendo Poeira: A economia brasileira está comendo poeira há muito tempo. Em 1980, nosso PIB per capita era 15 vezes maior que o chinês e 1,6 vez superior ao sul-coreano; em 2020 equivalia, respectivamente, a apenas 79% e 26% do observado nestes países. (Folha) (Meio)

Balança Comercial: Com superávit comercial recorde de US$ 61 bilhões, maior valor histórico em exportações e em corrente de comércio – que ficou pouco abaixo dos US$ 500 bilhões -, a balança comercial contribuiu de forma positiva para o setor externo em 2021. O desempenho, porém, avaliam especialistas, resultou principalmente de fatores conjunturais que não devem contribuir com a mesma força em 2022. (Valor)

Inflação do IPC-S: A desaceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), para, informou o 0,57% no encerramento de dezembro, vindo de 0,83% na medição imediatamente anterior, a terceira do mês, foi verificada nas sete capitais pesquisadas Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) em relatório. (Valor)

Desoneração da Folha: O presidente Jair Bolsonaro sancionou sem vetos a lei que prorroga até 31 de dezembro de 2023 a desoneração da folha de pagamento dos 17 setores que mais empregam na economia. A medida expiraria dia 31, mas sua extensão foi acertada entre o presidente e representantes do setor produtivo depois de articulações com o Congresso Nacional. (Valor)

Crescem os Voos Domésticos: As companhias aéreas nacionais registraram, em dezembro, média de 2.036 decolagens diárias, ou 84,7% da malha doméstica operada no início de março de 2020, quando a média diária era de 2,4 mil partidas. Na época, a pandemia ainda não havia afetado o setor. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), com base nas informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). (Valor)

Boletim Focus PIB: No boletim Focus divulgado dia 02-01-2022, o Banco Central (BC) informou que a mediana das expectativas do mercado para a variação do PIB em 2022 caiu para 0,36% – foi a 12ª semana consecutiva de queda dessa projeção, o que indica até a possibilidade de o Brasil entrar em recessão pelo segundo ano seguido. Para 2021, o ponto-médio das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) também foi reduzido, de 4,51% para 4,50%. Para 2023, permaneceu em 1,80% de avanço. Para 2024, manteve-se em 2% de expansão. (Valor)

Boletim Focus Selic: No caso da taxa básica de juros (Selic), o ponto-médio das expectativas ficou em 11,50% em 2022, 8% em 2023 e 7% em 2024. (Valor)

Boletim Focus Câmbio: A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano foi mantida em R$ 5,60, segundo o relatório do BC. Para 2023, o ponto-médio das projeções para a moeda americana também ficou parado, em R$ 5,40. Para 2024, permaneceu em R$ 5,30. (Valor)

Volta à Renda Fixa: O ano foi da renda fixa na indústria de fundos de investimentos. Depois de um ano de 2020, negativo, com saídas de R$ 38,6 bilhões, 2021 registrou recorde de captação, com R$ 291,5 bilhões até o dia 29 de dezembro, segundo os dados da Anbima, entidade que representa o mercado de capitais e de investimentos. O fluxo acompanhou o ciclo de alta de juros, com a Selic saindo de 2%, em janeiro do ano passado, para 9,25% ao ano no fim de 2021. (Valor)

Renegociação de Empréstimos 1: A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou dia 05-01-2022 que as instituições financeiras já renegociaram, desde o início da pandemia, 18,7 milhões de contratos de empréstimos, com um volume total de R$ 1,1 trilhão. Só em novembro, com a realização do Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira, 1,7 milhão de contratos foram repactuados. (Valor)

Renegociação de Empréstimos 2: As renegociações trazem alívio financeiro imediato para empresas e consumidores e os acordos contribuem para o controle da inadimplência do sistema bancário, que segue em um patamar historicamente baixo, atualmente em 2,2%, abaixo das taxas registradas nos meses anteriores à crise, quando superavam os 3%. (Valor)

Arrecadação com Pré-Sal: A União arrecadou no ano passado R$ 1,22 bilhão com a comercialização da parcela de petróleo e gás natural que cabe a ela nos contratos de partilha de produção, informou a Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA). O montante e representa um crescimento de 74% em relação aos R$ 704 milhões levantados em 2020. O valor nominal mais alto até então havia sido registrado em 2018: R$ 1,1 bilhão. (Valor)

Ganho Cambial: A quantia decorrente de ganhos cambiais que o Banco Central (BC) pode transferir ao Tesouro Nacional fechou 2021 em R$ 176,7 bilhões, conforme divulgado pela autoridade monetária. Quando o câmbio se desvaloriza, o BC tem ganhos contábeis com as reservas internacionais, já que o mesmo montante de ativos (em sua maioria, títulos do Tesouro dos Estados Unidos) passa a valer mais se for medido em reais. (Valor)

Retrato da Atividade Industrial 1: Entre quatro grandes categorias do setor industrial pesquisadas pelo IBGE, a de bens de capital experimentou queda, bens intermediários e bens semiduráveis e não duráveis registraram estabilidade, e somente bens duráveis tiveram alta na atividade em novembro ante outubro, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF). (Valor)

Retrato da Atividade Industrial 2: Na comparação com novembro de 2021, somente bens de capital tiveram aumento e as demais registraram quedas em novembro desse ano. Na indústria geral, houve queda de 0,2% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. (Valor)

Caderneta de Poupança: O saque líquido em caderneta de poupança ficou em R$ 35,496 bilhões em 2021, conforme divulgado pelo Banco Central (BC). Em dezembro, por sua vez, as novas captações superaram os saques em R$ 7,660 bilhões. (Valor)

Concentração de Capitais: A notícia sobre o fim do serviço de entrega de refeições do Uber Eats no Brasil dá a dimensão do poder (e do tamanho) do iFood no país. O aplicativo vermelhinho é líder de mercado com 80% dos restaurantes que trabalham com esse modelo, segundo levantamento de setembro da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Entre os motivos para o avanço do iFood, estão os contratos de exclusividade que a companhia fechou com restaurantes ao longo dos anos. Esse fator fez com que o Rappi entrasse com pedido de investigação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em setembro de 2020. Em março do ano passado, a Superintendência-Geral proibiu o iFood de fazer novos contratos nesse estilo, enquanto a investigação é concluída. (Valor)

Honrando a Dívida dos Estados: O governo federal pagou R$ 1,31 bilhão em dezembro de 2021 em garantias de empréstimos contratados por Estados, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional. Foram honradas operações de crédito tomadas por cinco Estados: Rio de Janeiro (R$ 604,58 milhões), Minas Gerais (R$ 530,78 milhões), Goiás (R$ 76,95 milhões), Rio Grande do Norte (R$ 46,92 milhões) e Amapá (R$ 16,04 milhões). Com o resultado de dezembro, o governo federal pagou ao todo R$ 8,96 bilhões em garantias de Estados e municípios em 2021. Três Estados responderam por 96,1% do valor honrado: Rio de Janeiro (R$ 4,18 bilhões, o equivalente a 46,63% do total), Minas Gerais (R$ 3,13 bilhões, ou 34,91%) e Goiás (R$ 1,3 bilhão, ou 16,01%). (Valor)

Exportação de Veículos: A indústria automobilística registrou uma significativa alta nas exportações de 2021 na comparação com o ano anterior. No ano passado, foram embarcados 376,4 mil unidades, um incremento de 16% em relação a 2020. O volume está, no entanto, abaixo do período anterior à pandemia. Em 2018, por exemplo, o Brasil exportou 629 mil veículos. O resultado mais modesto em 2021 reflete, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), os efeitos da pandemia nos mercados atendidos pelo Brasil e também a falta de competitividade do país. (Valor)

Criptomoedas em Atividades Ilícitas: Criminosos usaram uma quantia recorde de criptomoedas para fins ilícitos em 2021, mas o crescimento dos mercados de ativos digitais como um todo superou o aumento do número de golpes. A quantidade de criptomoedas enviadas para endereços que têm ligações conhecidas com grupos criminosos disparou para um recorde de US$ 14 bilhões no ano passado, mais do que o dobro em relação a 2020, de acordo com uma pesquisa da empresa de dados Chainalysis. (Valor)

Inflação

Boletim Focus Inflação: A mediana das projeções dos economistas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 saiu de 10,02% para 10,01% de aumento, segundo o Focus. Para 2022, a estimativa manteve-se em 5,03%. Para 2023, a projeção saiu de 3,38% para 3,41%. Para 2024, permaneceu em 3%. (Valor)

Inflação da Indústria: A chamada inflação de “porta de fábrica”, sem impostos e fretes, teve alta de 1,31% em novembro, frente a outubro segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP), calculado pelo IBGE. Em outubro, os preços tinham subido 2,26% frente ao mês anterior, dado revisado a partir de variação inicial de 2,16%, após alta de 0,25% em setembro. O acumulado do ano para o IPP chegou a 28,36%. No resultado de 12 meses até novembro, a alta foi de 28,86%, contra 28,95% até outubro de 2021. (Valor)

 Inflação do IPP 1: As atividades de refino de petróleo e produtos de álcool viram os preços subirem 6,63% em novembro ante outubro de 2021, a maior inflação do Índice de Preços ao Produtor (IPP) naquele mês, que ficou em 1,31%. A alta fez dessas atividades as mais influentes no resultado final do indicador, com uma participação de 0,71 pontos percentuais (p.p.). (Valor)

Inflação do IPP 2: No acumulado no ano, a variação dos preços do refino de petróleo e dos produtos de álcool chegou a 71,04% em novembro, ante 60,40% em outubro. Já no acumulado em doze meses, houve um aumento de 8,09 p.p. entre a taxa de outubro (72,04%) e a de novembro (80,13%). O resultado anual de novembro é o terceiro maior da série, perdendo para os observados em abril de 2021 (91,25%) e maio de 2021 (106,57%). (Valor)

Inflação da Indústria Química: A indústria química acumulou variação de 60,03% no ano e de 60,69% nos últimos 12 meses, principalmente devido à variação dos preços internacionais de diversas matérias-primas importadas ou não, como a nafta. O IBGE também informou que a categoria “outros produtos químicos” experimentou a segunda maior variação positiva de preços do IPP de novembro, 4,90%. (Valor)

Governo e Ambiente Político

Pesquisa PoderData 1: O presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou em 2022 no mesmo patamar de avaliação dos meses anteriores. Pesquisa PoderData realizada nesta semana (2 a 4 de janeiro) mostra que 24% do eleitorado brasileiro acha o trabalho do presidente “bom” ou “ótimo” e 57% o considera “ruim” ou “péssimo”. (Poder 360)

Pesquisa PoderData 2: Os números mostram estabilidade. A taxa ruim/péssimo” é a mesma registrada 15 dias antes. A bom/ótimo” oscilou 1 ponto para cima, variação dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais da pesquisa. (Poder 360)

Pesquisa PoderData 3: Na nova pesquisa o Governo é aprovado por 31% e reprovado por 61%. A reprovação à gestão Bolsonaro oscilou 2 pontos para baixo em duas semanas; a aprovação foi 1 para cima. As duas variações estão na margem de erro. (Poder 360)

Pesquisa PoderData 4: A Pesquisa Poderdata mostra que 36% dos que votaram em Bolsonaro no 2º turno das eleições de 2018 agora consideram que o presidente faz um trabalho ruim” ou péssimo” frente ao Planalto. Os que hoje o avaliam como ótimo” ou bom” são menos da metade: 44%. (Poder 360)

Ministro do Turismo Negacionista: Na contramão da Anvisa e dos cientistas, o ministro do Turismo, Gilson Machado, defendeu o afrouxamento de regras para permitir a retomada dos cruzeiros. Para ele, as autoridades sanitárias deveriam levar em consideração as indicações de que a variante ômicron, responsável pela atual onda da covid-19, causa sintomas mais brandos. (Folha) (Meio)

Pedidos de Exoneração no Banco Central: Incluído a pedido do Executivo no Orçamento da União, o aumento salarial apenas para policiais e agentes penitenciários federais é a cada dia uma dor de cabeça maior para o governo. A exemplo do que aconteceu na Receita Federal, funcionários em cargos de chefia no Banco Central começaram a pedir exoneração, e a categoria aderiu a uma paralização no dia 18 e uma greve em fevereiro, convocadas pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonocate). Para ter uma ideia do tamanho do problema, as “carreiras típicas de Estado” incluem também diplomatas, procuradores e defensores públicos da União e o Judiciário, onde também não é pequena a insatisfação com o aumento somente para a base de Jair Bolsonaro. (Folha) (Meio)

Problemas da Ministra Flávia Arruda: Embora tenha sido colocada na Secretaria de Governo como representante do Centrão, a deputada pelo PL do DF, a ministra Flávia Arruda vem enfrentando um descontentamento crescente da base do governo no Congresso, como conta Malu Gaspar. Parlamentares reclamam que ela não cumpre os acordos firmados e querem sua cabeça imediatamente. Arruda está entre os ministros que devem deixar o governo em abril para concorrer nas eleições de outubro. (Globo) (Meio)

Diretrizes do Comando da PM Paulista: A diretriz baixada pelo comando da PM paulista proibindo a tropa de publicar em redes sociais, conteúdo político-partidário, exibição de armas e notícias falsas, atinge em cheio a estratégia do bolsonarismo para as eleições do ano que vem. Aliados do presidente pretendiam usar a capilaridade das redes de 130 mil PMs da ativa e da reserva para fazer campanha. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) protestou nas mesmas redes sociais, dizendo que a diretriz fere a liberdade de expressão dos policiais. (Estadão) (Meio)

Governo Próximo do Fim: O governo Bolsonaro tal como o conhecemos acaba em pouco mais de três meses. Não, as eleições não foram antecipadas nem haverá qualquer ruptura institucional. Acontece que, no início de abril, pelo menos 11 ministros devem deixar o governo para concorrer aos mais variados cargos nas eleições de outubro. O movimento é normal em anos eleitorais, mas a debandada deve ser maior que nos governos anteriores e já desperta brigas. Os partidos do Centrão, como sempre, querem aumentar sua influência no governo, enquanto futuros ex-ministros ligados diretamente a Bolsonaro, como Anderson Torres (Justiça) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), preferem deixar auxiliares na cadeira, de forma a manterem alguma ingerência nas pastas. (Globo) (Meio)

Sem Paciência com Aras: Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) parecem ter perdido a paciência com as investigações preliminares da Procuradoria-Geral da República. Desde que assumiu o cargo, o procurador-geral Augusto Aras abriu 412 inquéritos desse tipo, sendo 25 contra o presidente Bolsonaro. Esse é o argumento que o PGR tem usado para negar as acusações de leniência com o Executivo. Acontece que as investigações preliminares são procedimentos internos da procuradoria-geral, sem a supervisão do STF, e podem ser arquivadas por Aras. Pelo menos dois ministros do Supremo, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes, já tomaram decisões contra a estratégia de Aras. Rosa Weber também já enquadrou a PGR, e a expectativa é que mais ministros aumentem a pressão sobre Aras, que fica no cargo até 2023. (Folha) (Meio)

Pandemia e as Forças Armadas: As Forças Armadas estão descoladas do Brasil. Enquanto o país se aproxima de 70% da população completamente vacinada, no Exército e na Aeronáutica esse percentual está em 56,3% e 54,9%, respectivamente. Mais grave, 36 mil militares das duas Armas se recusaram a receber as doses – 15% do efetivo do Exército e 6,6% da FAB. O Ministério da Defesa não informou se faz campanhas de incentivo à imunização, e a Marinha disse não ter dados sobre vacinação de seus militares. (Metrópoles) (Meio)

Horário Eleitoral: O presidente Bolsonaro sancionou a lei que prevê a volta da propaganda partidária no rádio e na televisão. O texto aprovado pelo Congresso em dezembro, porém, teve vetado pelo presidente um trecho prevendo que emissoras teriam direito a compensação fiscal pela cessão do horário. (Valor)

General Pazzuelo Contra a Parede: O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello é um dos alvos de 12 inquéritos abertos pelo Ministério Público Federal do DF a partir de denúncias da CPI da Pandemia, revela Gerson Camarotti. O general, que não tem mais foro privilegiado, é suspeito de omissão no combate à pandemia. As investigações do MPF envolvem também o caso da Prevent Senior e a tentativa de compra da vacina indiana Covaxin, entre outros. São temas que não dependem da Procuradoria-Geral da República, onde Augusto Aras adotou a estratégia de abrir “investigações preliminares” sem a supervisão do STF. (g1) (Meio)

Perseguição dos Negacionistas: Dados pessoais de médicos que defenderam a vacinação de crianças na audiência pública do Ministério da Saúde foram vazados nas redes sociais por bolsonaristas, entre eles a deputada Bia Kicis (PSL-DF), presidente da CCJ da Câmara, revela Malu Gaspar. (Globo) (Meio)

Mão Pesada do Governo: A mão pesada do governo se fez sentir no Arquivo Nacional. O diretor-geral do órgão, Ricardo Borda D’Água, exonerou três funcionários de cargos de chefia que criticaram em reunião um decreto presidencial permitindo que órgãos públicos destruam documentos sem autorização prévia do arquivo. Nomeado em dezembro, Borda D’Água é ex-subsecretário de Segurança do DF e “colaborador emérito” do Exército, o que levanta temores dentro da instituição em relação a projetos de memória sobre a ditadura militar. (Globo) (Meio)

Mais Desembarques à Vista: No Planalto, a avaliação é que os ataques a Ministra Flávia Arruda por parte de setores do Centrão são um, pretexto que deputados nordestinos buscam para se afastar do governo, conta Gerson Camarotti. O líder do Republicanos, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a pedir a demissão dela. O próprio Bolsonaro saiu em defesa da ministra ontem. “Agora, onde a Flávia Arruda está errando? Desconheço”, disse o presidente. (g1) (Meio)

Ataques à Anvisa: Um dia depois de o Ministério da Saúde ter incluído as crianças de cinco a 11 anos no Programa Nacional de Imunização (PNI) contra covid-19, o presidente Bolsonaro voltou a atacar de forma virulenta tanto a vacina infantil quanto a Anvisa, que a liberou o dia 16 de novembro. Em sua live semanal, ele reafirmou que não vai vacinar a filha Laura, de 11 anos, citando efeitos colaterais raros e previstos na bula. Ele acusou a Anvisa de ser “dona da verdade”. “Anvisa agora virou… Não vou comparar com um Poder aqui no Brasil, mas virou outro Poder”, disse. (UOL) (Meio)

Vai Ficar Mais Nervoso: Documentos enviados pelo Ministério da Saúde ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que o contrato com a Pfizer prevê a compra de vacinas para crianças de zero a quatro tão logo a imunização dessa faixa etária seja liberada pela Anvisa. O laboratório americano já informou que pretende pedir a autorização da agência. (Folha) (Meio)

E Mais Nervoso, Ainda: Outro dissabor para quem defende o negacionismo foi a divulgação das diretrizes do Exército para o combate à pandemia nos quartéis. O documento, assinado pelo comandante da Arma, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, traz 52 determinações, incluindo a necessidade de vacinação para o retorno ao trabalho presencial, uso de máscaras e proibição de militares divulgarem notícias falsas sobre a covid-19. (g1) (Meio)

Vacina Nacional: A Fiocruz recebeu parecer favorável da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para alteração no registro da vacina contra covid-19, que solicitou a inclusão da Fundação também como produtora do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). Após a transferência de tecnologia da AstraZeneca e com o deferimento da Anvisa, a Fundação passa a ser a primeira instituição do país capacitada a produzir e distribuir uma vacina contra covid-19 100% nacional ao Ministério da Saúde. (Valor)

Ambiente Social, Emprego e Renda

Geração de Empregos Perde Fôlego 1: Diante de uma crise que fez o número de desempregados no país ultrapassar as 15 milhões de pessoas e a taxa de desemprego encostar nos 15% (14,9%), o mercado de trabalho vem dando sinais de recuperação. Há geração de vagas, embora com rendimento menor e puxada especialmente pelos informais. Mas mesmo essa melhora quantitativa deve desacelerar seu ritmo nos próximos meses, colocando em xeque o cenário para os trabalhadores este ano. (Valor)

Geração de Empregos Perde Fôlego 2: A taxa de desemprego deve se aproximar do nível pré-pandemia – era de 11,8% no trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2020 – a curto prazo, mas tende a voltar a crescer até o fim de 2022, sem ter mais a influência positiva do aumento da mobilidade (de a pessoa deixar de estar desempregada). (Valor)

Geração de Empregos Perde Fôlego 3: Há uma expectativa de aumento da população ocupada, mas os riscos existentes com inflação, eleições e a própria pandemia, com a variante ômicron, comprometem o cenário como um todo. Uma melhora mais expressiva do mercado, que permita, por exemplo, que o país volte a ter uma taxa de desemprego de um dígito (o que não se vê desde 2016) – está distante, apontam especialistas. (Valor)

Mercado de Trabalho: Depois de quase recuperar os empregos perdidos durante o primeiro ano da pandemia, o mercado de trabalho deve encolher nos próximos meses, em decorrência de dois fatores: a incerteza política provocada pela eleição, que reduz o ímpeto das empresas em investir, e a alta da taxa de juros promovida pelo Banco Central (BC) para combater a inflação. (Valor)

Falta de Mão de Obra em TI: De um lado, a falta de profissionais qualificados para trabalhar na área de tecnologia da informação (TI). Do outro, uma série de trabalhadores com maturidade e experiência à procura de oportunidades – em tecnologia ou não. Atualmente, esses profissionais são buscados por conta da experiência, enquanto escolas lançam cursos de tecnologia para 40+ apoiados por grandes empresas que desejam aprimorar talentos. (Estadão) (Meio)

Intenção de Consumo das Famílias 1: O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu 9,9% em 2021, ante o ano anterior, para uma média de 71,6 pontos, o menor patamar da série histórica iniciada em 2010. Em 2020, o indicador já havia registrado queda de 15,9%. (Valor)

Intenção de Consumo das Famílias 2: O aumento da inflação e a queda da renda afetaram a intenção de consumo das famílias em 2021, diz a CNC. Na pesquisa, 40,6% dos consumidores pesquisados relataram recuo nos rendimentos no ano passado, o maior percentual na série histórica do levantamento. (Valor)

Finanças Pessoas: A pesquisa da dunnhumby aponta que o pessimismo com a economia brasileira é alto. Na média, entre os países avaliados, 63% dos consumidores acham que a economia de seu país está fraca e 47% dizem que as finanças pessoais não vão bem. Já no Brasil estes números são de 83% e 75%, respectivamente. Para Rocha, este sentimento pode impactar as compras atuais e principalmente as de final de ano. (Mercado & Consumo)

Estratégias de Compra: As estratégias de compra mais comuns dos brasileiros são pesquisar online (57%), comprar em lojas com preços mais baixos (53%) e comprar apenas o que está na lista (51%). O país tem um dos níveis mais altos no que se refere à priorização de preço e está abaixo se comparado a média global com relação à busca por qualidade. Neste quesito, 43% dos consumidores brasileiros compram em lojas com melhor qualidade e 34% consomem produtos orgânicos e naturais. (Mercado & Consumo)

Preocupação Central dos Consumidores: A pesquisa da dunnhumby conclui que, com o arrefecimento da pandemia em 2021, ainda que não tenha chegado ao fim, a preocupação central dos consumidores se volta à economia e à gestão de suas finanças pessoais. A perda de poder de consumo cresce enquanto fator determinante para a tomada de decisões, independentemente do canal de compra utilizado. Em um cenário em que a inflação volta a crescer, alinhada à alta do dólar e dos combustíveis, a preocupação da população com o futuro do país e de suas contas indica um cenário de maior cautela e consequente redução do consumo. (Mercado & Consumo)

Auxílio Brasil: O governo de Jair Bolsonaro (PL) entra em ano eleitoral pagando o Auxílio Brasil de R$ 400 a 17,2 milhões de famílias, cerca de 52 milhões de pessoas. O número é 23% menor do que o registrado no auge do auxílio emergencial (68 milhões de pessoas). (Poder 360)

Indicador Antecedente de Emprego: O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), caiu 1,2 ponto em dezembro, para 81,8 pontos, segundo mês consecutivo de queda. Em médias móveis trimestrais, o IAEmp recuou 1,7 ponto, para 84,0 pontos. (Valor)

Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre: “Em dezembro, a piora do IAEmp leva o indicador ao menor nível desde abril e encerra o ano confirmando a tendência negativa iniciada nos últimos meses. A desaceleração da economia no final de 2021, observada nos principais setores, parece ser o principal fator para esse resultado já que a pandemia, neste momento, parece controlada. Para os primeiros meses de 2022, é difícil vislumbrar um cenário muito favorável para o mercado de trabalho considerando o frágil ambiente macroeconômico que deve persistir no curto prazo.” (Valor)

Revogação das Leis Trabalhistas: As principais centrais sindicais do país aproveitaram o aceno do ex-presidente Lula (PT) para dar força ao discurso contra a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em 2017. As entidades emitiram uma nota em que elogiam a “contrarreforma” trabalhista que foi acordada entre governo, empresários e sindicatos de trabalhadores na Espanha para alterar a reforma realizada em 2012, impondo restrições a contratos temporários e regras mais rígidas para terceirizações. (Valor)

Conversa Mole do Governo Temer 1: O governo Michel Temer chegou a divulgar durante a tramitação da proposta de reforma trabalhista que era estimada a geração de 6 milhões de empregos em até uma década com a aprovação – 2 milhões apenas nos dois primeiros anos. (Valor)

Conversa Mole do Governo Temer 2: A Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE mostra uma história diferente: a taxa de desocupação trimestral, que chegou a ficar entre 6% e 7% em 2014, subiu para 8,7% em agosto de 2015, considerando-se trabalhadores formais, informais, por conta própria, entre outros. (Valor)

Meio Ambiente e Energia

Desmatamento do Cerrado: Enquanto todos os olhos se voltam para a Amazônia, o desmatamento no cerrado está deixando os cientistas alarmados. A perda de vegetação nativa na chamada “floresta invertida” cresceu 8% nos 12 meses até julho do ano passado, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A destruição desse bioma é uma das maiores fontes de gases do efeito estufa no país. (UOL) (Meio)

Brenda Brito, pesquisadora-associada do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon): “Os políticos eleitos, não só no plano federal, mas também no estadual, são as pessoas que terão a responsabilidade de nos colocar na rota adequada para que possamos cumprir os objetivos climáticos ou nos descontrolar totalmente. Se tivermos governos trágicos do ponto de vista ambiental sendo eleitos novamente, com mandatos que vão de 2023 a 2026, não dará mais tempo depois de se querer retomar uma rota de baixo carbono para 2030.” (Valor)

Projetos de Lei Críticos para o Meio Ambiente: Há alguns projetos de lei críticos, apontam os ambientalistas, na rota de votação do Congresso – o do licenciamento ambiental, da regularização fundiária e os que ameaçam os direitos de demarcação de terras indígenas e querem abrir os territórios ao garimpo. (Valor)

Desmatamento em Terras Indígenas: Entre 2019 e 2020 o desmatamento na terra indígena yanomami, a maior reserva de povos originários do país, cresceu 516% em relação aos dois anos anteriores, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Um dos vetores da destruição é o garimpo ilegal, de envolve de 3,5 mil, a estimativa do governo, a 20 mil garimpeiros, segundo ONGs que atuam na região. Mas o crime não é feito só de gente. Uma ampla infraestrutura, que envolve centenas de pistas de pouso clandestinas, desvio de combustíveis e armas e monitoramento por rádio e satélites. (BBC Brasil) (Meio)

Mercado Voluntário de Crédito de Carbono: O mercado voluntário de créditos de carbono movimenta mais de US$ 1 bilhão e é dominado por empresas que buscam compensar as emissões de gases de efeito estufa, resultantes das respectivas operações. Mas cresce a demanda de consumidores que desejam compensar as próprias emissões. Em todo o mundo, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos, se multiplicam políticas e mecanismos financeiros “verdes” voltados à pessoa física. No Brasil, as primeiras experiências desse tipo começam a ganhar corpo e envolvem não só a comercialização de créditos. Há também o financiamento direto de projetos ambientais ou a comercialização de produtos que nascem sob a lógica da neutralidade em carbono. (Valor)

Povos Nativos Desprotegidos: A Funai não pode mais atuar em defesa de povos indígenas nos casos de conflitos em reservas ainda não homologadas, revela Lauro Jardim. A decisão, que enfraquece ainda mais a proteção dos povos nativos, consta de um ofício do coordenador-geral de Monitoramento Territorial do Ministério da Justiça, Alcir Teixeira. Casos como invasões e crimes ambientais serão tratados somente pela polícia e por órgãos como o Ibama. (Globo) (Meio)

Desmatamento do Cerrado: O Brasil está a meses de perder a capacidade de acompanhar o desmatamento em um de seus biomas mais importantes, o Cerrado. Por falta de verba, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desmobilizou as equipes de pesquisadores que monitoram esse ecossistema, e os dados só poderão ser medidos até abril. Daí em diante, o país ficará às cegas em relação à “floresta invertida”. Em setembro o Inpe já havia alertado que os recursos para esse monitoramento estavam acabando. Para se ter uma ideia, o Cerrado concentra oito nascentes das 12 bacias hidrográficas relevantes para a geração de energia e consumo humano no país. Segundo os últimos dados do Inpe, divulgados em dezembro, o bioma perdeu 8.531,44 km² de vegetação nativa entre agosto de 2020 e julho de 2021, um aumento de 7,9% em relação ao período anterior. (g1) (Meio)

Geração Própria de Energia: O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a lei nº 14.300/22, que institui o marco legal da geração própria de energia, microgeração e minigeração distribuída. O novo marco prevê mudanças graduais nas regras para a geração distribuída. Pela nova lei, os consumidores que produzem a própria energia renovável passarão, a partir de um modelo de transição gradual, a pagar tarifa sobre a distribuição dessa energia: a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, ou TUSD Fio B. (Valor)

Ambiente Empresarial e Tecnológico

A Valiosa Apple: A Apple começou o ano com recorde já na primeira semana de 2022. Ontem a empresa tornou-se a primeira de capital aberto a atingir a marca dos US$ 3 trilhões em valor de mercado, avaliação que mantém a companhia como a mais valiosa do mundo. As ações da empresa atingiram um recorde de US$ 182,88 no intradiário da primeira sessão de 2022. Em 2018, a big tech havia quebrado o recorde de US$ 1 trilhão, e dos US$ 2 trilhões, em agosto de 2020. Os resultados acontecem apesar da escassez global de chips, que permanece como um problema para a Apple e tem prejudicado a entrega de novos modelos de iPhone. (Estadão) (Meio)

Salto no Setor de Tecnologia: Em 2021, a Apple também foi destaque no nicho de tecnologia, que encerrou o ano com ganhos positivos em capitalização. Entre as empresas que tiveram um bom desempenho fiscal no ano passado estão a Alphabet, dona do Google, a Amazon e a Meta. Somando os ganhos de todas as empresas, o setor teve um salto anual de US$ 2,45 trilhões (quase R$ 14 trilhões). (Olhar Digital) (Meio)

Ano Desastroso para o Ensino Privado: O ano que terminou foi desastroso para o ensino superior privado brasileiro. Segundo levantamento do Instituto Semesp, as faculdades privadas perderam 36,6% dos alunos. E a evasão só não foi pior que a de 2020, 37,2%. A culpa mais uma vez é da pandemia e da crise econômica, e os mais atingidos são justamente os alunos mais pobres, que tem mais dificuldade com aulas online e não raro precisam conciliar estudo e trabalho. (g1) (Meio)

Estratégia de Crescimento da Intel: Em um ano difícil para as vendas de computadores pessoais no Brasil, com a primeira projeção de queda nas vendas desde 2016, a fabricante americana de microprocessadores Intel define rotas alternativas de crescimento nos setores de educação, jogos eletrônicos e automóveis conectados. (Valor)

Compras On Line 1: Os consumidores brasileiros estão retomando os hábitos pré-pandemia e retornando gradualmente às lojas físicas. É o que revela estudo recém-divulgado pela empresa global de ciência de dados dunnhumby. De acordo com a 7ª edição da pesquisa Consumer Pulse, as visitas às lojas físicas voltaram a crescer e hoje predominam com 60% contra 40% do online. (Mercado & Consumo)

Compras On Line 2: No entanto, dois terços dos brasileiros realizam tanto compras online quanto offline (adotaram o conceito omnichannel), o que indica que a aceleração do e-commerce ao longo de 2020 e 2021 entrou na rotina da população do País. Apesar de as compras presenciais serem predominantes, o Brasil permanece como o 5º país que mais utiliza o e-commerce. (Mercado & Consumo)

Carro Elétrico da Sony: Com o objetivo de entrar de vez no mercado de carros elétricos, a Sony apresentou seu novo protótipo, o SUV Vision-S, com lugar para 7 pessoas. O modelo foi exibido na Consumer Electronics Show (CES) 2022, maior feira de tecnologia do mundo que teve início nesta semana. O carro usa a mesma plataforma de veículo elétrico do Vision-S 01, outro carro da companhia lançado durante a CES do ano passado. A companhia também anunciou sua própria unidade para o mercado de carros elétricos, a Sony Mobility. (g1) (Meio)tecnologia aperfeiçoada. Recentemente, a companhia também decidiu aumentar sua equipe de RA e está desenvolvendo um sistema operacional de realidade aumentada. (The New York Times) (Meio)

Venda de Veículos 1: Como reflexo da falta de componentes, sobretudo de semicondutores, o mercado de veículos não recuperou o crescimento em 2021 esperado pelo setor. As vendas ficaram ligeiramente acima de 2020, com 2,1 milhões de unidades, o que representou um incremento de 2,98% na comparação com o ano anterior. Os números englobam as vendas de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. (Valor)

Venda de Veículos 2: A expansão nas vendas foi possível graças, principalmente, ao excelente desempenho de vendas de caminhões, que registaram um avanço de 42,82%, com 127,3 mil unidades. O crescimento de vendas de automóveis e comerciais leves ficou em 1,21%. (Valor)

Cobrança na Remarcação de Passagens: Com a perda de validade das leis que flexibilizaram as regras de remarcação de passagens aéreas em 31 de dezembro, companhias têm autorização para voltar a cobrar taxas para alteração de voos e passam a ter no máximo sete dias para reembolsar o consumidor caso a própria empresa cancele a viagem. (Valor)

Mudando a Cor do Carro: A montadora alemã BMW apresentou na Consumer Electronics Show (CES) 2022 um novo recurso que permite mudar a cor do veículo com o apertar de um botão. O efeito é obtido graças a um envoltório adaptado aos contornos do BMW iX e no futuro deve estar presente em todos os veículos da empresa, com o objetivo de permitir uma personalização mais detalhada do exterior e até do interior dos carros. A tecnologia, aliás, é a E ink, mesma usada nas telas do Kindle. (Motor Show) (Meio)

Interoperabilidade: A palavra de ordem é “interoperabilidade”, quem vem a ser a capacidade de diversos componentes – inclusive de diferentes fabricantes – atuarem em conjunto dentro de um sistema, no caso uma casa inteligente de fato. Produtos como lâmpadas com câmeras, sistemas de alarmes, cortinas de abertura automática de acordo com a luminosidade e, claro, os cada vez mais populares robôs que aspiram pó e passam pano (sem piadas, por favor) vão “conversar” entre si para tornar mais eficiente o funcionamento doméstico. (The Verge) (Meio)

Veto ao Novo Refis: Em uma reviravolta, o presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei que estabeleceria um novo Refis para as pequenas empresas que tiveram queda no faturamento durante a pandemia. A decisão, publicada no “Diário Oficial da União”, seguiu a recomendação da equipe econômica, mas deve enfrentar reações no Congresso Nacional. Aprovada em dezembro pelo Congresso, a proposta prevê a reabertura do programa que possibilita a renegociação de até R$ 50 bilhões em dívidas com o Fisco. (Valor)

Mercado de Salgadinhos: O mercado de snacks, salgadinhos prontos e para consumo rápido, não para de crescer. Somente em 2021, a projeção da consultoria Euromonitor é de que a categoria tenha movimentado R$ 80 bilhões, 11% acima do que faturava há cinco anos. Nos próximos cinco anos, até 2026, a estimativa é de que as vendas cheguem a R$ 89,3 bilhões, um novo salto de 11,6%. (Valor)

Ambiente Internacional

Óculos de Realidade Aumentada: O Google está desenvolvendo um novo óculos de realidade aumentada. A companhia vai usar a startup canadense recém-adquirida North, especializada nesse tipo de tecnologia. Após o Google Glass – óculos inteligentes lançados pela big tech e que não tiveram uma recepção positiva do mercado de tecnologia – a empresa embarcou em um novo projeto para aproveitar as oportunidades do metaverso. Mas, desta vez, por meio da startup North, a ideia é que o Google ressuscite o Glass com. (Meio)

Atividade Global: A atividade industrial global se manteve forte em dezembro, apesar da disseminação da variante ômicron entre funcionários de fábricas de todo o mundo. Ainda assim, os problemas persistentes nas cadeias de suprimentos e a própria disseminação da cepa ainda representam riscos para algumas economias. (Valor)

Índice de Gerentes de Compras da China: O índice gerente de compras (PMI) Caixin da China subiu de 49,9 novembro para 50,9 em dezembro, segundo dados divulgados pelo grupo de mídia Caixin e pela empresa de pesquisas IHS Markit. O resultado apontou na mesma direção do indicador oficial, divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas. (Valor)

Zona do Euro: Na zona do euro, o índice gerente de compras (PMI) caiu para 58 em dezembro, ante 58,4 em novembro, em linha com a previsão de economistas. Ainda assim, como a leitura segue acima de 50, o resultado indica expansão da atividade manufatureira no período. (Valor)

Subida de Juros nos EUA: Depois de uma aceleração da retirada dos estímulos à economia americana pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro e com o mercado de trabalho continuando a dar sinais de recuperação, cresceu o número de apostas em um primeiro aumento das taxas de juros nos Estados Unidos já em março. (Valor)

Vendas de Automóveis nos EUA: A Toyota Motor ultrapassou a General Motors (GM) para ser o primeiro lugar nas vendas de automóveis dos Estados Unidos pela primeira vez, de acordo com os números de 2021 divulgados dia 04-01-2022. (Valor)

Economia dos Games: Em 2021, a indústria global de games movimentou US$ 175,8 bilhões, segundo a consultoria Newzoo. O montante representa uma ligeira queda de -1,1% em relação a 2020. Entretanto, um dos principais segmentos do entretenimento deve continuar promissor nos próximos anos. A expectativa é de que o mundo dos games movimente mais de US$ 200 bilhões até 2023. (Forbes) (Meio)

Política Monetária Flexível na China: De acordo com o “China Securities Journal”, a autoridade monetária chinesa deve aumentar a oferta de dinheiro por meio de operações de mercado aberto no sistema bancário a partir da segunda metade deste mês. Segundo o jornal, a atuação do PBoC visa justamente atender à crescente demanda por dinheiro de empresas e famílias antes do feriado do Ano Novo Lunar, que tem duração de uma semana. No fim de 2021, o governo chinês afirmou que o BC manterá sua política monetária flexível em 2022, à medida que busca estabilizar o crescimento e reduzir os custos de financiamento para empresas, em meio a crescentes ventos adversos econômicos. (Valor)


Notas Econômicas: Fontes

Jornal Valor, Globo, Folha, Estadão, Canal Meio Newsletter, Carta Capital, Poder 360, Mercado & Consumo, CNN Brasil, Metrópoles, UOL, BBC Brasil, The Verge, The New York Times, Motor Show, Forbes, dunnhumby e g1.

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