O que vem por aí: não conte com os políticos. E mais
O veganismo, a proposta de eliminação total de alimentos de origem animal, se tornou uma indústria bilionária. Segundo a consultoria americana Allied Market Research, o mercado global de substitutos para a carne deve chegar a valer US$ 7,5 bilhões em 2025 se continuar crescendo quase 8% ao ano, como faz desde 2018.
Não conte com os políticos
Entidades empresariais e investidores privados serão essenciais para a viabilização de avanços significativos de projetos de inteligência artificial no Brasil. Nos próximos anos, a tendência é de ausência de políticas públicas efetivas, tanto por parte do governo federal quanto da maioria dos estados. Programas de fomento com recursos e apoio governamentais serão raros, ou até inexistentes. De nada adiantarão as procissões de lideranças setoriais reivindicando atenção em palácios de governo ou ambientes parlamentares.
Entender a realidade adiante será uma necessidade para a comunidade da tecnologia, de pesquisadores a candidatos a empreendedores. O presidente da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria), Jhonata Emerick, reconhece, em entrevista publicada pelo site Época Negócios, que apesar da grande oportunidade representada pela tecnologia, o empreendedor vê o Brasil ficar para trás.
Mão na massa
Ele avalia que o desenvolvimento da tecnologia e de novos negócios requer impulsos de todo o sistema que envolve o tema. “Eu não vejo o governo falar de inteligência artificial. É preciso entender que a gente está ficando para trás. Se não tiver política pública ou minimamente um apoio sistêmico nessa discussão, vamos entrar numa guerra que já começa perdida”, reclama. É melhor colocar a mão na massa.
A preocupação dele sobre o papel do Brasil no cenário de IA é justa. Especialmente ao analisar a situação dos atuais líderes da área, China e Estados Unidos, onde os governos têm, por sinal, papel proeminente no apoio ao desenvolvimento de novas iniciativas. “Não temos dinheiro para competir. Vamos ser o campo de testes.” Para as startups brasileiras, portanto, é se mexer ou morrer. Ou melhor, se unir. “Se não tiver política pública, é preciso um espaço para os empreendedores se reunirem com um fim comum.” A proposta da ABRIA é preencher esse espaço. “Não há ninguém olhando o grande cenário de IA no Brasil”, diz.
A alternativa, para ele, é criar comitês de temas específicos, como inteligência artificial e ética, criação de proposta de valor nas startups e até auxílio na seleção e contratação de serviços de IA. “A proposta é trazer as empresas e a sociedade para a discussão.”
NÚMEROS
Apple: diversificação do poder
A Apple pode se tornar uma dez maiores emissoras de cartão de crédito nos Estados Unidos até 2024. O Apple Card, desenvolvido em parceria com o Goldman Sachs, tem potencial para gerar receita de US$ 1,5 bilhão no período, segundo estimativas da própria empresa, que se beneficia dos 146 milhões de proprietários adultos de Iphones.
Força do consumidor
A experiência do consumidor será totalmente impactada pela Realidade Aumentada (RA) e pela Realidade Virtual (RV). Até 2020, cerca de 100 milhões de consumidores efetuarão compras por meio de tecnologias de AR em lojas físicas ou online, estima o Gartner.
INOVAÇÕES
Madeira transparente
Um novo material translúcido desenvolvido por pesquisadores do Instituto Real de Tecnologia (KTH), na Suécia, pode substituí-lo com vantagens: a madeira transparente. Segundo seus criadores, ela é mais resistente e isola melhor o calor do que o vidro. Os cientistas suecos desenvolveram um processo que remove a lignina, molécula que estrutura a parede celular das células da madeira – e também absorve a luz. Isso já resultou numa madeira transparente.
Comércio: canais integrados
“Omincanalidade”. A expressão que define a integração do comércio eletrônico com as lojas físicas de uma mesma marca, tende a ganhar destaque efetivo a partir deste ano. Como reconhecem especialistas, o conceito é amplamente citado por consultores. A prática, porém, ainda é limitada. Agora, dadas as condições tecnológicas, econômicas e sociais favoráveis aos conceitos, é possível prever a aceleração de projetos.
Avanços e recuos
Os sistemas de energia do mundo tornaram-se menos acessíveis e não são ambientalmente mais sustentáveis do que há cinco anos. Embora o acesso à energia tenha melhorado substancialmente, com menos de um bilhão de pessoas vivendo sem acesso à eletricidade, as preocupações quanto à acessibilidade e à equidade da transição energética estão aumentando. Estas são as conclusões da última edição do relatório Fostering Effective Energy Transition do World Economic Forum , que foi publicado hoje.
Ameaças de bactérias resistentes
Em 2050, mais de 10 milhões de pessoas podem morrer por problemas relacionados a bactérias resistentes, segundo um estudo do governo britânico coordenado por especialistas da área e divulgado em 2014. As “superbactérias” também custariam até 3,8% do PIB global, segundo o Banco Mundial. Os principais afetados serão regiões mais pobres e com menos acesso a hospitais de qualidade e saneamento básico, sobretudo na África e na Ásia.
ZEITGEIST
Os vencedores levam tudo
Sem contar com a China, 86% do mercado de publicidade digital global são investidos nas multinacionais Google e Facebook. Globalmente, as plataformas concentram 40,9% do mercado de publicidade, segundo dados do site português Dinheiro Vivo. Os números confirmam a tendência apontada por Eric Brynjolfsson e Andrew McAfee, no livro “A segura era das máquinas”, de que, nos próximos anos, os vencedores levam tudo na disputa por mercados.
PROSPECTORES
“Diz-se que as pessoas superestimam o que pode ser realizado a curto prazo e subestimam as mudanças que ocorrerão a longo prazo.” —Ray Kurzweil, A Era das Máquinas Espirituais.
Este relatório sobre tendências foi produzido pelo Radar do Futuro.
Se você deseja receber informações, envie um email para carlos@radardofuturo.com.br
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Até o dia 10 de cada mês, análises especiais sobre acontecimentos de relevância e o vem por aí, no futuro


CARLOS PLÁCIDO TEIXEIRA
Jornalista Responsável | Radar do Futuro
O segundo semestre de 2022 será um período de oportunidades de grande aprendizado para os especialistas das áreas de ciências sociais e de humanas, atentos aos acontecimentos do planeta. Não necessariamente para ganhar dinheiro. Mas pela abundância de acontecimentos prováveis, capazes de gerar novos estudos sobre o comportamento da civilização. Sem saídas de curto prazo para as crises econômica, política, social e sanitária, o mundo tende ao conflito crescente. No Brasil, há eleições em contraste com inflação e aumento da pobreza. Pratos cheios para sociólogos, cientistas políticos, especialistas em direito, historiadores e psicólogos, entre outros expostos às ações humanas.
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Heraldo Leite
Depois de tomar satisfações com o empresário Talys Gomes (aquele que não emprega “esquerdistas” e abomina “mulheres CEO”), a empresária Luiza Trajano ganha as mídias novamente.
Durante o LATAM Retail Show, Luiza Trajano, co-fundadora do Magazine Luiza, destacou a transformação significativa que a inteligência artificial (IA) está promovendo no setor varejista, especialmente na parte operacional. “Toda a parte operacional vai ser engolida pela inteligência artificial“, afirmou Trajano, enfatizando que as mudanças são inevitáveis e que o varejo deve se adaptar rapidamente a essa nova realidade.
“A burocracia vai ser engolida pela Inteligência Artificial. Mas a parte estratégica, não”, disparou Luiza
Ela ressaltou que a IA não apenas otimiza processos, mas também redefine como as empresas interagem com os clientes e gerenciam suas operações diárias. “A tecnologia vai fazer com que as pessoas trabalhem de forma diferente“, completou, indicando que a integração da IA permitirá uma maior eficiência e personalização nos serviços oferecidos.

Luiza Trajano (foto) também mencionou que as empresas precisam estar preparadas para essa revolução tecnológica, investindo em capacitação e em novas ferramentas que possam integrar a IA em suas operações. A mensagem central de sua fala foi clara: a adaptação à inteligência artificial é uma questão de sobrevivência no competitivo mercado varejista atual.
Competitividade e Preços Melhores: A Perspectiva do Consumidor
Sob a ótica do consumidor, a adoção da inteligência artificial é vista como um fator decisivo para aumentar a competitividade no varejo e proporcionar preços melhores. Pesquisas indicam que os consumidores acreditam que a IA pode levar a uma redução nos custos operacionais das empresas, refletindo em preços mais acessíveis para os produtos e serviços.
Além disso, os consumidores estão cada vez mais exigentes e esperam experiências de compra personalizadas. A capacidade da IA de analisar dados e prever tendências permite que as empresas atendam melhor às expectativas dos clientes, o que pode resultar em uma maior satisfação e fidelização. Essa dinâmica entre eficiência operacional e benefícios diretos para o consumidor destaca a importância da tecnologia no futuro do varejo.
Texto com base no portal Mercado & Consumo – Leia mais aqui
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