Em alguns anos, uma parcela representativa da energia gerada no país deverá ser oriunda do Nordeste. Foto por Flickr em Pexels.com
Em alguns anos, uma parcela representativa da energia gerada no país deverá ser oriunda do Nordeste. Foto por Flickr em Pexels.com

*Por Marcelo Gonçalves

Com grande parte da matriz energética brasileira baseada na produção hidrelétrica, a falta de água tem sido um problema para a geração de energia no mundo e tem sido bastante criticada em algumas regiões do Brasil. Pelas características geográficas favoráveis como ventos constantes e muita luz, o Nordeste virou sinônimo de oportunidade para o cenário brasileiro de energia.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a participação da fonte solar somada ao segmento da eólica, biomassa e das Pequenas Centrais Hidrelétricas deve corresponder 28% na matriz de capacidade instalada de energia elétrica em 2024. A distribuição de energia pode ser considerada o principal desafio para o segmento que está enfrentando dificuldades como a falta de infraestrutura de linhas de transmissão que escoe a demanda prevista.

Além disso, os investidores do setor precisam estar atentos às compensações exigidas para a liberação do licenciamento ambiental. Os impactos à fauna e à flora precisam ser reparados e é preciso ainda conter exigências de investimentos socioambientais e as compensações obrigatórias.

Outro gargalo, considerado o mais importante, diz respeito à entrada da tecnologia no segmento, já que a energia é um dos setores da economia que está passando por transformações disruptivas. O avanço tecnológico tornou a geração solar mais competitiva. A inovação é a característica que mais terá impacto nas empresas de geração daqui para frente, já que altera a lógica de funcionamento de toda a cadeia energética.

De certo, sabemos que as renováveis serão, nos próximos anos, uma grande oportunidade de crescimento para o Nordeste, região que concentra grande potencial eólico. É salutar dizendo que a solução para uma energia mais limpa e sustentável passa necessariamente por essa região. Em alguns anos, uma parcela representativa da energia gerada no país deverá ser oriunda do Nordeste.

*Marcelo Gonçalves é sócio da KPMG responsável pelos escritórios nas regiões Norte e Nordeste.

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