japao osaka homem atressando rua movimentada e repleta de letreiros eletronicos foto pixabay
Não podemos ser negócios de um único funil. 100% físico? Esqueça. 100% digital? Esqueça também. Precisamos estar prontos para qualquer cenário.

Matheus Jacob *

Quais serão os bons negócios nos próximos anos? Essa é sempre a pergunta de milhões de reais – literalmente falamos. Afinal, quando falamos em empreendedorismo ou até mesmo de investimentos em startups ou em ações, estamos justamente falando dessa questão. A verdade é que não existe verdade. Mas existem tendências (bastante possíveis de sofrerem alterações) e são exatamente nelas onde colocamos as nossas fichas.

De qualquer forma, alguns movimentos já vinham acontecendo e o cenário de isolamento e COVID-19 reforçam a força destes movimentos. De forma geral, acho que algumas tendências valem destacarmos aqui, tanto de crescimento quanto de declínio:

A transformação digital é para todos nós

Uma transformação relativamente antiga já. Porém, catalisada pelos processos causados pelo COVID 19. A transformação digital é para todos – e para alguns ela já é inclusive um processo de sobrevivência ou extermínio. Espertos aqueles que se encaixam nesta mudança ou possibilitam que outros se encaixem, fornecendo serviços para estes caminhos. Tudo que hoje é físico e pode ser digitalizado, representa uma mudança. Não posso substituir o medicamento, mas posso desenvolver aplicativos para forças de vendas ou treiná-las para carisma digital, como fazemos na Conte. Não deixaremos de ter diversas burocracias (muitas inclusive fundamentais) no processo empresarial. Mas podemos criar soluções digitais para estes caminhos. Isso vale para todos os segmentos de serviços e também produtos. A vida será onlife. Você precisa estar nisso.

Não deixaremos de ser humanos por isso

Digitais sim, humanos sempre. Não importa o serviço que você oferece, a dor que você soluciona, o impulso que você alimenta. As pessoas querem experiência. Aliás, para muitos, já saímos da era da experiência. Vivemos a era da intimidade. Produtos customizáveis, experiências customizadas. Personalização e individualização serão as diferenciações do futuro. Me diferencio pela qualidade do que ofereço? Sem dúvida. Mas me diferencio por ser capaz de entregar isso no exato formato que meu cliente precisa. Por isso, na Conte, por exemplo, só atuamos com treinamentos customizados. Por isso que os wearables (dispositivos vestíveis) serão tão fortes. É o ápice da tecnologia personificada.

Não existe mais negócios de um funil

O mundo não está VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), como muitos dizem. O mundo é assim em sua essência. Especialização é fundamental para nos diferenciarmos. Porém, não podemos ser negócios de um único funil. 100% físico? Esqueça. 100% digital? Esqueça também. Precisamos estar prontos para qualquer cenário. Mesmo em grandes indústrias de universos físicos, de extração, perfuração, por exemplo, precisamos ser híbridos nos funis e canais de vendas. Webinários para trazer clientes. Colaboradores conectados. Sistemas em nuvem. Tudo agora é plural, para ser adaptável.

Foi-se o tempo de habilidades fixas. O futuro agora é uma adaptação contínua.


  • Matheus Jacob é formado em Economia pelo Insper, mestre em Filosofia pela PUC-SP, com educação executiva em Liderança e Comunicação pela Chicago Booth Business School e em Retórica e Persuasão pela Harvard University.

Participe das conversas sobre o futuro. Deixe a sua opinião

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.