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Futuro da engenharia elétrica: cinco principais tendências

Professor especialista da FEI comenta as principais demandas para os profissionais da engenharia elétrica do futuro

torres de distribuição de energia elétrica - foto pixabay
matéria sobre o futuro da engenharia elétrica
Foto: Pixabay

AEngenharia Elétrica é uma área do conhecimento muito versátil, que está presente em diversas atividades do dia a dia de todos. Temas relacionados aos avanços tecnológicos, assim como a crescente preocupação com a mobilidade e questões ambientais são alguns dos tópicos debatidos pela sociedade e que contarão com a atuação do engenheiro eletricista.

Renato Giacomini, coordenador do curso de graduação em engenharia elétrica da FEI, elenca as cinco tendências em Engenharia Elétrica para os próximos anos:

1. Gestão Energética

É cada vez mais amplo o debate em torno da crise energética e adoção de fontes de energia renováveis, uma vez que a principal matriz de geração de energia no Brasil é hidroelétrica, e já se encontra no limite de sua capacidade instalada. Por isso, é função do engenheiro eletricista promover uma gestão eficiente da energia. É importante acompanhar a transição energética no Brasil, que deve priorizar a energia solar, principalmente, já que ela pode ser gerada localmente, reduzindo os custos de transmissão e distribuição.

2. Veículos Elétricos

A preocupação ambiental tende a acelerar a mobilidade elétrica em todo o mundo nos próximos anos. O desenvolvimento de baterias mais duráveis e com investimento menor é outro ponto que favorece o aumento de produção de veículos elétricos no Brasil. O veículo elétrico é mais simples e exige menos manutenção, assim, ele se apresenta como uma alternativa mais sustentável e economicamente mais viável.

3. Telecomunicações

As necessidades de interconexão de objetos do cotidiano com o ambiente digital (IoT) e a chegada do 5G devem expandir a demanda por desenvolvimento de hardwares de computadores e dispositivos mais potentes e complexos, além de exigir mais sistemas de controle e supervisão eletrônicos.

4. Micro e Nanoeletrônica

É crescente, também, a demanda por aparelhos eletrônicos com baterias mais duráveis e que consumam menos energia. E estamos acompanhando uma evolução da eletrônica para que os equipamentos tenham um menor consumo de energia a ponto de não ser mais necessário carregá-los na tomada. E em um futuro mais distante os aparelhos eletrônicos deverão se alimentar da energia do ambiente, promovendo a ‘libertação’ dos fios e tomadas.

5. Integração com a Bioengenharia

Há um interesse latente por mais integração entre o mundo real e mundo virtual. Por isso, prevemos mais investimento em pesquisas para implantes eletrônicos em humanos, biochips, que facilitem variadas possibilidades de conexão entre pessoas e dispositivos por aproximação, sem a necessidade de biometria ou reconhecimento facial.

As transformações tecnológicas, econômicas e sociais têm gerado impacto na formação e atuação dos profissionais da área. E é fundamental que o engenheiro eletricista tenha conhecimentos pluridisciplinares, se mantenha atento às tendências da profissão e aos temas de relevância para a sociedade.


Sobre o Centro Universitário FEI

Com 80 anos de tradição, o Centro Universitário FEI é referência entre as instituições de Ensino Superior no Brasil nas áreas de Administração, Ciência da Computação e Engenharia. Sendo referência em gestão, inovação e tecnologia, a FEI já formou mais de 60 mil profissionais e tem como propósito proporcionar conhecimento aos seus alunos por todos os meios necessários, visando à construção de uma sociedade desenvolvida, humana e justa.

Mantido pela Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros, o Centro Universitário FEI integra a Rede Jesuíta de Educação e oferece os cursos de Administração, Ciência da Computação e Engenharia – habilitações em Engenharia Civil; Engenharia de Automação e Controle; Engenharia de Materiais; Engenharia de Produção; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica e Engenharia Mecânica com ênfase Automobilística; Engenharia Química e a primeira graduação em Engenharia de Robôs do País.

Acompanhando as megatendências mundiais para o futuro, a FEI participou da formulação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Engenharia e Administração, propondo conceitos de interdisciplinaridade e empreendedorismo, que fazem com que os alunos tenham uma formação mais ampla e alinhada com as transformações tecnológicas.

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