Projeto da UFMG antecipa cenários das ciências e tecnologias em 2040

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Com foco em 2040, projeto “Cenários das Ciências e Tecnologias no Brasil”, da UFMG, utiliza estratégias para visualizar perspectivas das áreas de inovações

ilustracao de usuário de computador interagindo com redes - imagem: Pixabay
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Carlos Plácido Teixeira
Jornalista – Radar do Futuro

Identificar cenários possíveis em 2040, que possibilitem antecipar, dentro do possível, os desafios do futuro para a ciência e a tecnologia. Este é o objetivo que reúne forças criativa e analíticas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do seu Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (IEAT) e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) no lançamento do projeto Cenários das Ciências e Tecnologias no Brasil. Um dos aspectos centrais do projeto envolve o levantamento de percepções das pessoas sobre as tendências, reconhecendo os limites das certezas e incertezas dos próximos 20 anos.

A iniciativa foi apresentada à comunidade no dia 14 de dezembro, em uma . Em parceria com a sociedade, serão construídos quatro cenários plausíveis para as ciências e tecnologias em 2040. “Estamos falando de futuro, e não existe futuro sem ciência e tecnologia de ponta”, avalia a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, para quem o projeto representa um grande desafio para a comunidade científica brasileira. Responsáveis pela principal produção científica e tecnológica no Brasil e com relevância crescente no cenário internacional, as universidades precisam incorporar a visão prospectiva como recurso essencial no momento em que são ameaçadas nos últimos anos com cortes orçamentários.

Ao colocar o futuro em pauta, o projeto Cenários também inclui a ciência no centro da agenda de desenvolvimento do país. “Precisamos delinear horizontes para essa área, e isso envolve questões como financiamento, inserção internacional, formação de recursos humanos, entre outras”, propõe a reitora’. Mas há também a oportunidade de reforçar o pensamento crítico dentro e fora da academia. As pessoas serão estimuladas a pensar, por exemplo, sobre a complexidade dos impactos das variáveis sociais, econômicas e políticas que impactar os cenários.

A ampliação do horizonte das capacidades de análise, com o pensamento prospectivo, é um resultado a ser destacado. O professor Martín Ravetti, diretor da Fundep, ressalta a intenção de provocar reflexões “que desafiem nossos paradigmas e transcendam o senso atual de realidade”. À medida que levantamos perspectivas plurais, criamos um ambiente favorável àquilo que queremos construir”, diz. De fato, o processo de construção de cenários amplia a capacidade de percepção sobre os ambientes onde estamos inseridos. Além de estimular as competências de imaginação e de apresentação de histórias.

Autor de livros sobre antecipação de tendências, o futurista Daniel Burrus desmistifica a crença sobre a impossibilidade de prever os acontecimentos adiante. Ele defende a tese de que a antecipação de tendências passa pela eliminação daquilo que não dominamos. “Você consegue prever o futuro com precisão; Basta deixar de lado as partes sobre as quais poderia estar errado”, diz o especialista. Assim, é possível levar em conta que, em 2040, quando alguém nascido no início da pandemia estiver fazendo 20 anos, a biotecnologia e a nanotecnologia terão avançado enormemente como áreas científicas, capazes de reduzir os estragos muito prováveis da crise ambiental iniciada nos tempos de hoje. E de gerar novos campos de intervenção humana.

Metodologia

Para chegar à construção dos futuros possíveis para as ciências e tecnologias em 2040, a metodologia formulada prevê a escuta dos interessados em participar da discussão por meio de um formulário próprio. A ideia é coletar histórias sobre futuros imaginados, apreender como as pessoas narram esses futuros e compreender quais são os elementos principais. No caso, as estratégias de metodologias de cenários que, na prática, reforçam o foco sobre as incertezas que podem ser determinantes para a compreensão dos acontecimentos que serão imaginados.

Na etapa seguinte, serão realizados dois workshops para convidados que trabalharão as incertezas e as essências das narrativas levantadas no formulário. Ao final, toda a trajetória e resultados do projeto darão forma a quatro cenários das ciências e tecnologias no Brasil. “Nossa intenção é compartilhar e provocar uma reflexão com toda a sociedade sobre esses quatro possíveis cenários para a construção de um futuro mais integrado que passe por ciências e tecnologias que façam sentido”, assinala o diretor da Fundep, Martin Ravetti.

Conheça o projeto: https://bit.ly/futurosciencias2040

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