O que vem por aí: ética, o futuro e poder exponencial

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O processo envolvendo o Facebook é importante para colocar em debate a ética das empresas de tecnologias - imagem_ Pixabay
O processo envolvendo o Facebook é importante para colocar em debate a ética das empresas de tecnologias

Carlos Teixeira Editor I Radar do Futuro
Carlos Teixeira
Editor I Radar do Futuro

O maior mérito das polêmicas recentes envolvendo o Facebook, no caso do fornecimento de dados sobre usuários da mídia social para a consultoria de política Cambridge Analytica, é a explicitação do risco que envolve o poder excessivo das mega corporações tecnológicas. Empresas como a do bilionário Mark Zuckerberg não são apenas enormes.

São grupos concentradores de poder, dominantes, em tempos da tendência dos “vencedores que levam tudo” em seus segmentos de mercado. Como também é o caso do Google, proprietário de bancos de dados e poderes maiores ainda. E também envolvida em desconfianças sobre o que pode e o que faz com informações de bilhões de pessoas.

O que está acontecendo é uma oportunidade da sociedade compreender a força dos grandes e começar a debater os efeitos do domínio sobre questões éticas e sobre os rumos da sociedade. O efeito “Cambridge Analytica” revela novos casos de invasão de privacidade e manipulação de informações, inclusive no Brasil.

Casos semelhantes tendem a afetar a imagem do Facebook e reduzir o poder da empresa. Mas serão necessárias outras histórias para que se amplie o debate. Que não ficará restrito à questão da privacidade. Mais algum tempo, o debate sobre ética também tornará forma em torno da tentativa de entender a influência das tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e a internet em todas as coisas.

Massacre dos Dilberts

Para quem não conhece, Dilbert é um personagem de história em quadrinhos empresarial, que representa um um engenheiro de tecnologia, funcionário típico de escritório. Pois é, o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, afirmou em uma palestra que o mundo está caminhando em direção a um “massacre dos Dilberts”.  O comentário foi feito na mesma semana em que a consultora EY alertou, em relatório, que 330 mil empregos estariam sob risco em Londres por conta da automação.

OCDE questiona o pessimismo

E seguem as apostas e previsões sobre os impactos das tecnologias no mercado de trabalho. Agora, a Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que representa os países da parte de cima do planeta, projeta perdas menores no número de empregos do que o projetado por outras instituições.

Para a OCDE, “somente” 14% dos empregos nos países vinculados a ela são altamente automatizáveis. Os cortes serão de 66 milhões, um número realmente melhor, quando se compara com a expectativa de um estudo de Oxford, que projeta 800 milhões de empregos afetados globalmente.

RH acelera uso de inteligência artificial

Será que o Linkedin e agências de recrutamento de profissionais vão finalmente acertar os interesses de empregados e empregadores ao fazer as suas indicações? Com auxílio dos avanços da inteligência artificial, a expectativa é de que o processo ganhe maior nível de acertos no curtíssimo prazo. Para as agências, a aplicação da tecnologia cognitiva deverá aumentar a assertividade da seleção para evitar erros comuns nas indicações.

Sinais sobre o futuro

Avanço no tratamento do câncer

Um medicamento que utiliza o próprio sistema imunológico para combater o câncer, o pembrolizumabe, dobrou a expectativa de vida de pacientes com um tipo específico de câncer de pulmão: o NSNSCLC. Esse tipo de tumor não apresenta alterações genéticas no gene EGFR ou ALK e responde por cerca de 55% dos cânceres de pulmão.

No direito, aplicativo contra burocracia

Haroldo é um bot do Facebook Messenger. Se você tiver um problema em uma relação comercial com uma empresa, você pode não ter tempo ou disposição para acionar a Justiça e acabar deixando o processo para lá. Fundada em 2017, a Hurst é a dona do Haroldo, robô que viabiliza todos os procedimentos burocráticos inerentes a uma ação judicial para que você receba seus direitos sem dor de cabeça. A melhor parte? Se você perder, não é preciso pagar nada.

Música gerada com auxilio da tecnologia

Músico utiliza inteligência artificial para compor trilhas personalizadas. Utilizando recursos de inteligência artificial, o músico e cientista da computação Pierre Barreau cria trilhar sonoras personalizadas, que traduzem histórias pessoais ou de personalidades.

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