Vendas na internet tiveram crescimento de 16% no primeiro semestre

Redação

Radar do Futuro

Enquanto o comércio tradicional, em ruas e shoppings, segue com a contabilidade de resultados decepcionantes neste ano, e sem perspectivas de reversão de curto prazo, as vendas no ambiente da internet caminham em ritmo favorável. E vão continuar crescendo, atraindo, inclusive, novos empresários, dispostos até mesmo a desativar lojas físicas para, com marcas consolidadas, transferir atividades para o comércio eletrônico.

Segundo a consultoria e-Bit, o faturamento do segmento no Brasil, em 2015, deve alcançar R$ 43 bilhões. No primeiro semestre deste ano, o comércio eletrônico brasileiro teve faturamento de 18,6 bilhões de reais, com crescimento nominal de 16% em relação ao mesmo período de 2014. A projeção é de que o faturamento deste ano some 41,2 bilhões de reais, 15% a mais do que o ano passado.

Segundo o levantamento feito pela empresa E-bit, de vendas online, a alta foi impulsionada pelo aumento de 13% do tíquete médio, que alcançou valor médio de R$ 377. Ao considerar o número de pedidos, no primeiro semestre foram 49,4 milhões de compras por internet, aumento de 2,5% na comparação anual. O total de pedidos, na estimativa da pesquisa, pode chegar a 108,2 milhões este ano, aumento de 5% na comparação anual.

Moda e Acessórios manteve a liderança em vendas por categoria, com 15% do volume de pedidos. Na sequência, aparecem Eletrodomésticos (13%), telefonia/celulares (11%), cosméticos e perfumaria/saúde (11%) e assinaturas e revistas/livros (9%).

Por faturamento, eletrodomésticos está no topo, com 25% de participação, seguida por telefonia/celulares (18%) e eletrônicos (12%).

A base de usuários em expansão explica, pelo menos em parte, a tendência. A cada segundo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), registra 1,8 novo pedido para acionar linha de internet. São 180 milhões de conexões ativas no mercado brasileiro.

O Brasil deverá ultrapassar este ano o Japão e se tornar o 4º país com o maior número de acessos à rede. Serão 107,7 milhões de usuários, conforme projeções da consultoria eMarketer, número que deve chegar a 126 milhões em 2018.

Diante deste novo cenário, o número de lojas virtuais entrantes no mercado cresceu 42% neste primeiro semestre, um total de 55 mil novos ambientes de compra.

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