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Evolução tecnológica impacta o setor de construção civil

Mesmo quando os indicadores são pouco otimistas, ainda há quem nade contra a maré, buscando soluções e abertura para crescer. Foto por Pixabay em Pexels.com
Para engenheiro, uma eventual recuperação da economia será acompanhada pela inovação e adoção de novos métodos em processos de construção. Foto: Pixabay

Radar do Futuro

A expectativa de desenvolvimento da construção, com uma eventual expansão da economia brasileira, assinala a necessidade de adequação a um novo ambiente de negócios. Novos equipamentos, materiais e processos que tornem as obras e reformas mais ágeis, práticas e seguras, são essenciais, inclusive, naturalmente, com a incorporação de tecnologias.

“Assim como em diversos outros campos de trabalho, inovações tecnológicas também estão bastante presentes na construção civil”, avalia o diretor comercial da Ecogranito, empresa de revestimentos sustentáveis Renato Las Casas, apara quem a aplicação de inovações tecnológicas no setor se deve ao surgimento do conceito de indústria 4.0.

“Essa possível quarta revolução industrial é a responsável por implementar na rotina de trabalho equipamentos como os drones, cobots, sensores, impressora 3D e dentre outros. Entre as principais características deste novo momento estão a automação de tarefas, o armazenamento de dados e informações, e a simplificação de procedimentos industriais”, ressalta.

Expectativas

Dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o setor de construção civil contabilizou, no terceiro trimestre de 2019, um crescimento de 4,4% frente ao resultado de 2018. Foi a melhor performance da área desde o primeiro trimestre de 2014, em comparação com o mesmo período do ano anterior. É para a continuidade desse cenário que as empresas devem se preparar.

Segundo Renato Las Casas, o uso de novas tecnologias na construção civil pode proporcionar grandes vantagens, que contribuem para o aprimoramento do tempo e qualidade de uma edificação. “Um bom exemplo deste tipo de modernização é o nosso produto, que por meio de uma técnica japonesa, reaproveita os resíduos gerados pela exploração de jazidas de granito e mármore, e oferece uma infinidade de possibilidades de aplicações. Com uma aparência bastante semelhante ao granito, o Ecogranito consiste em uma massa acrílica que pode ser personalizada com a cor de desejo do consumidor e possui somente um quarto do custo e 7% do peso da rocha ornamental”, aponta.

Estas inovações permitem a prevenção e diminuição do risco de ocorrência de falhas humanas ao longo de uma obra, garantem um maior controle sobre o andamento da mesma e proporcionam um cálculo mais preciso de gastos e tempo empregado. Isso gera uma redução de custos, pois a prevenção de erros é contínua, e além disso, apenas materiais e outros aportes necessários serão adquiridos durante esse período”, destaca.

De acordo com Renato, ao promover a utilização de maquinários adequados, a modernização industrial possibilita um aumento significativo da produtividade e aceleração de várias práticas. “É fácil entender como isso acontece. Todo o trabalho realizado manualmente agora acontece por meio de uma máquina, ou com o auxílio de uma, permitindo a elevação da capacidade laboral dos funcionários em outras áreas”, comenta.

Outro benefício oferecido pelos tempos de evolução tecnológica no setor de construção civil é a ampliação do potencial de armazenamento de informações sobre uma obra por meio da utilização de softwares especializados. “É possível ter acesso diário a estes tipos de dados de forma mais segura e fácil. Estes programas ajudarão a compreender em qual pé está a obra e quanto falta para o seu término. E ainda podem auxiliar no monitoramento de atividades, segurança dos trabalhadores e redução no risco de acidentes”, salienta.

Las Casas lembra que é essencial que as empresas capacitem seus funcionários para que trabalhem lado a lado com a tecnologia. “A questão não é substituir o trabalho manual, mas sim adaptá-lo para que ocorra a diminuição de custos e o aumento de produtividade”, assinala.

 

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