Projeto prevê novas tecnologias para jovens e crianças

O Tempo

Aulas com transmissão ao vivo que podem ser acompanhadas de casa se o aluno teve um problema e precisou faltar. Provas online que já dão o resultado em tempo real. Lições que ensinam, brincando, crianças de 6 anos a fazer pequenos circuitos elétricos. A escola do futuro já é realidade em algumas cidades no Brasil. Ontem, o projeto SmartLab, plataforma que oferece tecnologias para a educação, foi apresentado para representantes de diversas unidades de ensino da capital.

O diretor do projeto, Robson Lisboa, afirma que a ferramenta é um passo adiante do que já é praticado nas escolas, principalmente as da rede privada, que oferecem aulas e exercícios em computadores e tablets. Agora, a proposta permite que os alunos assistam às atividades até do celular. Além disso, a apresentação é mais envolvente.

“Existe uma discussão de como apoiar o aluno moderno, que metodologia e tecnologia usar”, disse Lisboa. A proposta é de uma revolução em toda a escola, envolvendo desde a direção até os estudantes que, em alguns casos, podem ser tutores dos próprios mestres os ajudando a utilizar as ferramentas. Os programas são voltados para salas do ensino fundamental ao médio. 

 

Os conteúdos das matérias, como matemática, geografia, português e robótica são passados em formato de jogos. Segundo Lisboa, o objetivo não é substituir os livros. “O professor tem relatórios informatizados com o desempenho dos alunos. Assim, pode enxergar individualmente as dificuldades de cada um”. O pacote inclui a formação dos professores.

Érica de Macedo, coordenadora do ensino médio de um colégio particular da capital, acompanhou a apresentação do produto e reconhece o desafio da escola diante de um aluno que já é conectado, mas ainda não utiliza essa tecnologia de forma adequada para produzir conhecimento.

“A questão é trazer a atenção desse aluno nativo digital para fazer com que ele entenda que a tecnologia tem que ser usada a favor dele, não só como lazer, mas também no conhecimento”, afirmou. Érica disse que as escolas hoje, em meio à crise, têm que propor mudanças que permitam cortes de custos, como impressão de papel, para conseguir implementar novidades como essa.

O SmartLab foi comprado por duas escolas particulares, em São Paulo e Brasília, e outras duas públicas, que não tiveram os nomes revelados. A escola paga uma mensalidade fixa de R$ 49,90 por aluno.