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Energia solar pode gerar mais de 120 mil empregos no Brasil em 2020

Projeções da ABSOLAR, revelam a expectativa de aceleração dos investimentos no setor.
Projeções da ABSOLAR, revelam a expectativa de aceleração dos investimentos no setor.

Energia solar rompe novos recordes no brasil

solar energia 4 foto pixabayAté 2024, 15% da matriz energética utilizada no Brasil terá fontes solares

Energias renováveis ajudam no combate à desigualdade social no Brasil

O Brasil ainda precisa lidar com um de seus principais entraves nas questões ambientais: entender que um meio ambiente preservado é um direito de todo cidadão

País está em curso de reduzir a dependência de energia hidrelétrica. Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Engenharia de energia: segmento de crescentes oportunidades

A redução de preços e os avanços das tecnologias vão assegurar boas oportunidades para os profissionais. Foto: Pixabay
A redução de preços e os avanços das tecnologias vão assegurar boas oportunidades para os profissionais. Foto: Pixabay

Carlos Teixeira
Radar do Futuro

Já nos primeiros anos da próxima década, fazendas em cantos isolados do Brasil serão capazes de produzir a própria energia e garantir o funcionamento de todo o processo de produção sem a necessidade de comprar a eletricidade de concessionárias. Das residências do proprietário e dos trabalhadores, passando pelas máquinas de moagem ou embalagem, e pelo abastecimento de tratores e colheitadeiras, a autossuficiência no abastecimento tende a ser regra graças à integração de diferentes fontes. Da energia solar, com uso de baterias altamente potentes, até o aproveitamento de biomassa.

No cenário desse futuro de curto prazo, a engenharia de energia, um campo relativamente recente entre as profissões das ciências exatas, tende a ser especialmente beneficiada pelo cenário de busca por fontes alternativas e pela expansão da demanda interna. Exemplo da força da atividade, de 2018 a 2020, a produção de microgeradoras crescerá três vezes. E até 2024 o crescimento será de cerca cinco vezes, alcançando 900 mil unidades independentes de geração, segundo projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Mercado atual

No cenário favorável ao engenheiro de energia, o Brasil ocupa o segundo lugar entre os países que mais empregam trabalhadores em segmentos de produtores de energia renovável. Enquanto a China, líder no ranking, tem 4,1 milhões de empregados, o mercado brasileiro contabiliza 1,1 milhão de trabalhadores. É o resultado de investimentos e do uso crescente das novas fontes de energia, entre elas eólica, solar, de biomassa e das ondas do mar.

O mercado de trabalho vive o momento de transição em que o desenvolvimento de tecnologias de produção, armazenamento e distribuição de eletricidade possibilitam a empresas e à população reduzir a dependência ou deixar de ser atendida exclusivamente por alguns poucos fornecedores, como as concessionárias estaduais. A matriz energética já ganha, hoje, um perfil variado, com o desenvolvimento das fontes renováveis, como hídrica, solar, eólica ou biomassa.

Perspectivas

A engenharia de energia tende a ter mais oportunidades de trabalho do que a maior parte das áreas tradicionais do setor. Entre as forças que jogam à favor da especialidade na próxima década, a evolução das matrizes energéticas limpas merece destaque, as fontes renováveis, em substituição ou complementação às tradicionais. Até mesmo a crise climática conspira a favor do processo de substituição de fontes fósseis.

Juntos, biomassa, eólica e solar devem reunir 28% do parque gerador brasileiro em 2025. De acordo com o relatório anual da empresa de pesquisa Bloomberg New Energy Finance (BNEF), o New Energy Outlook 2019 (Panorama da Nova Energia 2019), em 30 anos, as fontes limpas de energia serão as líderes do mix elétrico mundial. Segundo o estudo, as energias solar e eólica continuarão como líderes das novas capacidades instaladas, até responderem por 48% da geração mundial em 2050.

A tendência, diz o estudo, é consequência da contínua queda dos custos dessas tecnologias, que já são mais baratas em dois terços do mundo. A BNEF estima que as renováveis respondam por 77% dos US$ 13,3 trilhões de investimentos feitos em geração elétrica no mundo até 2050, os quais elevarão a capacidade mundial em 12 Terawatts (TW).

Até lá, as fontes intermitentes serão sustentadas pelas baterias de armazenamento, substituindo os combustíveis fósseis, como o carvão, que perderá maior participação mundial. Segundo o estudo, esse combustível passará dos atuais 37% para apenas 12% até 2050.

A ascensão dos carros elétricos nos próximos anos deve demandar 2.700 TWh de nova capacidade de energia ou 8% de toda a demanda em 2040, empurrando os custos da baterias para uma queda de 76% até 2040. Essa necessidade de energia para suprir o aumento de uma frota mundial mais limpa deverá ser compensada, em parte, pelo aumento da eficiência no uso de energia nos próximos anos, segundo estudo do BNEF.

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marketing de influência
    Imagem: Pixabay

    Entenda o comportamento do “novo” consumidor

    A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil apresenta os resultados do estudo “Consumidores e empresas – 5ª edição: tendências e comportamento no mercado nacional”, realizado em maio deste ano com o apoio da consultoria H2R Pesquisas Avançadas. Um dos objetivos do estudo é mostrar como o código de barras proporciona e pode proporcionar ainda mais inovação e eficiência para empresas, além de influenciar o comportamento do consumidor.

    Não é novidade que o alto grau de conectividade transformou significativamente o comportamento do consumidor e, por consequência, como a indústria e as empresas de varejo tiveram que se adaptar e criar novas estratégias de vendas para gerar experiências diferenciadas. Neste contexto, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil se dedica a compreender como a busca por informações de produtos vem impactando a experiência do consumidor nas lojas online e nas lojas físicas. “A diversidade e integração dos pontos de venda e de comunicação influenciam os hábitos de um consumidor que hoje valoriza a marca, e quer facilidades como opções de pagamento, promoções e variedade em uma só compra; ou seja, deseja cada vez mais satisfação”, comenta João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

    Com abrangência nacional, o estudo “Consumidores e empresas – 5ª edição: tendências e comportamento no mercado nacional” entrevistou 400 pessoas maiores de 18 anos com acesso a smartphones e 550 empresas com produtos para o consumidor final dos setores de alimentos, saúde e indústria de transformação. Uma das primeiras constatações é alto grau nível de conectividade simultânea durante a busca por informações de produtos que são o desejo do consumidor. A experiência começa pela Internet, onde 84% das pessoas afirmam procurar informações detalhadas dos produtos. Mas a pesquisa demonstra que este é o principal meio no início da sua jornada, mas não o único; ele vai à loja, busca em seu celular e pede referências aos seus amigos.

    A dinâmica da experiência do consumidor continua quando chega o momento de decidir pela compra. A força da marca é a influência mais forte, causando impacto em 63% dos entrevistados. Além disto, uma quantidade expressiva de entrevistados, 55%, afirmam que os detalhes das informações também influenciam sua decisão. Diferentes opções de pagamento (53%), promoções (52%) e variedade de opções (47%) completam a decisão de compra.

    Embora a conectividade tenha forte influência durante a busca de informações por produtos, o consumidor gosta de ir à loja física. Por exemplo, produtos de cuidados pessoais, medicamentos, artigos para saúde, alimentos e bebidas são adquiridos pela maioria nas lojas físicas. Já celulares, eletroeletrônicos e computadores estão tendo cada vez maior adesão na compra online – quase 25% dos entrevistados. Mas, 34% deles dizem ir à loja para aperfeiçoar sua experiência, tocar e conhecer melhor esses produtos.

    A indústria e o varejo, portanto, buscam formas de atrair a atenção do consumidor com novas estratégias e experiências. Cada vez mais, a informação sobre a qualidade, as especificações, os programas de fidelidade, as promoções e opções de entrega ganham valor. E os canais para propagar as estratégias seguem o caminho da conectividade: web site, e-mail marketing, aplicativos para smartphones e vendedores são os canais, seguindo essa ordem de importância, demonstrando a necessidade de integração do fluxo de informações online e presenciais.

    As empresas buscam construir experiências inovadoras e os consumidores as percebem e valorizam: 67% dos entrevistados afirmaram que a possibilidade de efetuar o pagamento pelo smartphone proporcionou a sensação da inovação e influenciou a decisão de comprar.

    Após a compra, os principais argumentos apontados pelos consumidores para participarem de programas de fidelidade das lojas foram os clubes de descontos (81%), as promoções que combinam com suas preferências (54%) e as milhas para viagens (53%).

    Código de barras

    O uso do código de barras é percebido como um grande benefício pelos consumidores e pelas empresas. A consulta de preços é a aplicação escolhida por 82% dos consumidores consultados como também 83% deles usam o código para pagamentos e 77% para realizar compras nas lojas e supermercados. Fica claro que o código de barras assumirá outras aplicações no futuro. Os entrevistados pretendem usá-lo para ler rótulos de produtos (79%), rastrear o que consome (77%) e obter informações sobre os produtos (76%).

    Quando se trata de alimentos, 85% quer usar o código de barras para saber a validade e 79% para ler o rótulo. Na área da saúde, 79% vai querer acesso às informações dos medicamentos por meio do código. 76% acreditam que o código pode os auxiliar nas consultas de resultados dos exames médicos.

    O estudo traz algumas tendências e aponta que o smartphone será uma das principais ferramentas para leitura do código de barras, seja aquele mais usado nos checkouts seja o de grafismo bidimensional. Vale lembrar que 86,9% dos produtos vendidos no Brasil são identificados com código de barras. Ele proporciona 81,63% do faturamento do varejo do país.

    Qualidade da informação

    A importância de acompanhamento e rastreamento das informações dos produtos assume uma proporção sem limites para as empresas. Um conjunto de soluções de automação e de padrões de identificação gera mais eficiência para que apresentação, variedade, disponibilidade e rastreabilidade dos produtos nas lojas atendam às expectativas do consumidor. Das empresas entrevistadas, 82% entendem que usar as informações dos produtos evitam falsificações, além de 78% afirmarem que a reposição contínua de itens e a liberação de novos produtos estão ligadas à qualidade da informação.

    Evitar perdas e furtos e facilitar a negociação foram apontados por 72% das empresas como elementos importantes advindos da identificação e da qualidade das informações dos produtos. 71% alegam que os alertas de falta no estoque e o monitoramento de páletes estão ligados ao fluxo de informações. Otimizar regras de preços (63%) e agilizar promoções (60%) vêm na sequência, como benefícios da utilização de um sistema padronizado de identificação de produtos como os da GS1.

    Ter um cadastro de produtos organizado e com informações corretas é de fundamental importância para toda a cadeia, um erro de informação pode gerar prejuízos às empresas. Nas entrevistas, 38% revelaram que já fizeram uma entrega de produtos que o varejo não havia pedido. 21% afirmam que o varejo recusou o produto devido a informações erradas na nota fiscal. Problemas de cadastro já geraram perdas nas vendas em 19% dos varejistas. “Os dados dos produtos são substancialmente importantes para aumentar o fluxo eficiente de mercadorias e melhorar os níveis de resposta dos consumidores. Por isso, trabalhamos por uma padronização global de informações”, destaca Marina Pereira, Gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da GS1 Brasil.

    O papel preponderante da informação no apoio estratégico das empresas faz com que 93% delas tenham predisposição a investir em inovação e tecnologia no próximo ano. Dessas, 25% pretendem investir até 3% de seu faturamento. 73% consideram que os padrões da GS1 Brasil podem contribuir para inovação.

     

     

    Entenda o que são fazendas verticais e o por quê da sua fama

    Criada pensando nos grandes centros urbanos, fazendas verticais são consideradas o futuro da agricultura das próximas gerações

    Foto: Divulgação

    Entenda por que as tecnologias ditarão o futuro da educação

    Imagem de cherylt23 por Pixabay

    *Por Samir Iasbéck

    Não é mistério para ninguém o quanto a pandemia de covid-19 afetou todos os setores da economia. Toda a cadeia precisou passar por ajustes rápidos para conseguirem se adaptar à nova realidade e minimizar os seus prejuízos. Na área educacional não foi diferente. Mesmo aqueles que ainda eram relutantes ao ensino online precisaram buscar ferramentas para seguirem com as aulas.

    Segundo um estudo realizado pela Educa Insights, empresa pioneira no desenvolvimento de soluções inovadoras para o mercado de Educação, 80% das instituições e empresas de ensino realizaram o processo de migração para o ambiente digital em cerca de 40 dias.

    É possível dizer ainda que o uso de tecnologias neste segmento já era uma tendência, a pandemia só acelerou o processo de transformação digital. Várias instituições já utilizavam tablets, sistemas híbridos de ensino, aulas de robótica, entre diversas atividades que, não necessariamente, estavam dentro do cronograma de todas as escolas, mas já incentivava alunos de todo país.

    Outro grande exemplo dessas implementações é a gamificação. Baseada na utilização de elementos de jogos digitais para ensinar, ela proporciona maior interação social, estudantes mais engajados e motivados, estímulo na resolução de problemas, melhoria de resultados e desempenho e desenvolvimento socioemocionais.

    Mas lembre-se: a educação do futuro não precisa depender de projetos caros e muito menos migrará a sala de aula definitivamente para o virtual. Ela funciona como uma alavanca para repensar a forma de ensinar e como as instituições preparam essas pessoas para as profissões do futuro, que muito provavelmente, serão mais tecnológicas.

    Apostar em práticas mais modernas, incentivar a flexibilização de aulas engessadas, inserir aplicativos de perguntas e respostas, utilizar a internet para pesquisas e apresentações criativas, com certeza proporcionará uma experiência diferenciada e fará com o que o aluno queira aprender.

    Diante disso, concluo e entendo que mesmo com o início da vacinação e a volta às aulas presenciais, acredito que as soluções digitais continuarão fazendo parte do dia a dia das instituições. Muitas delas, antes mesmo da crise de saúde pública, já tentavam se aproximar dessa nova geração que vive conectada.

    Aulas maçantes, com pouca interação entre os alunos não despertam mais interesse como antes. É hora de buscarmos o novo e a tecnologia pode ser uma peça-chave para essa revolução. Pense nisso.

    *Samir Iásbeck é CEO e fundador do Qranio, plataforma mobile de aprendizagem que usa a gamificação para estimular os usuários a se envolverem com conteúdos educacionais em todos os momentos

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    Dejetos são transformados em energia. Foto: Pixabay.
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    Envelhecimento insere gerontologia entre as profissões do futuro

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casal de idosos sorridentes - Conheça mais sobre a gerontologia, profissão do futuro que aborda o processo de crescente envelhecimento das populações
    Photo by Tristan Le on Pexels.com

    Conheça mais sobre a gerontologia, profissão do futuro que aborda o processo de crescente envelhecimento das populações