Estudantes que iniciam cursos em 2019 serão testemunhas e protagonistas de grandes mudanças no ensino
Estudantes que iniciam cursos em 2019 serão testemunhas e protagonistas de grandes mudanças no ensino

Carlos Teixeira
Jornalista I Futurista – Editor do Radar do Futuro

Mais de 235 mil vagas de cursos, distribuídas em 129 universidades públicas de todo o País, começam a ser preenchidas em 2019 a partir da divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Formado majoritariamente por integrantes da geração digital, nascida no século atual, o grupão dos novos universitários certamente não têm consciência, hoje, do momento histórico que estarão vivendo nos próximos anos, até a formatura em 2022 ou adiante.

Serão tempos de grandes emoções. Por assim dizer, as velhas universidades estão morrendo. E as novas instituições de ensino superior ainda não nasceram. Os estudantes serão protagonistas da história. Deveriam já começar os preparativos para assumir seus lugares no foguete do futuro para enfrentar as transformações exponenciais colocadas pela frente.

A tecnologia está no comando do processo. Mas não é só ela. Os ambientes econômico, político, social, ambiental, cultural e educacional estão sob o ataque de novos modelos de funcionamento. Só para começar a entender o que vem por aí, mesmo com todo atraso do cenário geral do Brasil, a internet será 100 vezes mais veloz, no mínimo.

Ligou, funcionou. O cenário será da internet em todas as coisas. A digitalização ubíqua. Onipresente. Inteligência artificial, realidade virtual, educação a distância, automação e robotização. A relação entre máquinas e pessoas por meio de comandos de voz.

Complete o quadro com novas relações de trabalho, o emprego incerto e instável, com regras flexíveis. O futuro inclui trabalho em equipes sem vínculos permanentes. Uma crise política profunda e multidões buscando alternativas de estilos de vida, compatíveis com um cenário de aquecimento global. Vale a pena ter atenção para participar da construção do ensino superior do século 21.

Em 2023, uma combinação de implantes de memória e drogas viabilizará o tratamento da demência precoce e da perda de memória. A sociedade caminha para criar condições de restauração de memórias perdidas.

Momento da “internet das coisas”

A maior feira de eletrônicos do planeta, a CES 2019 demonstrou que a internet das coisas deixa de ser uma tendência para se consolidar como fato concreto na vida das pessoas. Ainda não é o instante em que o consumidor pensa em alguma providência a tomar e a máquina realiza o que ele deseja. Mas é algo cada vez mais próximo da magia ficcional, desde que a voz seja utilizada, por meio de algum assistente.

A indústria de eletrônicos investe muito em tecnologias para ter produtos que conversam com as pessoas de um modo mais preciso e funcional. E com uma voz serena e humana, como a de quem está ali para ajudar. De acordo com projeções do mercado, mais de 20 mil dispositivos são compatíveis com tecnologias de assistentes de voz, como Alexa, da Amazon. São recursos compatíveis com televisores, carros, máquinas de lavar, geladeiras e fogões, entre outros.

O evento emite os sinais de que as casas estarão cada vez mais conectadas, em especial no exterior. Os limites técnicos e financeiros que impediam a disseminação das inovações estão sendo superados.

Vencedores levam tudo

A Amazon vai ser a maior seguradora de saúde do mundo. A previsão é de Scott Galloway, professor da Escola de Negócios Stern, da Universidade de Nova York, durante o encontro NRF 2019, principal evento do varejo global. Segundo textos publicados na internet, ele é conhecido por fazer previsões (e acertar!) sobre grandes tendências de mercado. Entre elas, previu que a Amazon compraria a Wholefoods e se tornaria um player extremamente relevante em mídia.

Ainda no segmento de saúde, Galloway acredita que uma forte tendência é a “varejização” da saúde, um movimento crescente no Brasil com empresas que promovem consultas médicas rápidas a um preço acessível.

Galloway é um defensor de maior controle sobre empresas como Google e Facebook, que, em sua visão, possuem um monopólio nocivo para a economia e o consumidor. Algo como o que foi feito com a Microsoft em 1998, que sofreu uma ação do governo por supostamente dificultar a instalação do Netscape em detrimento do seu próprio browser, o Internet Explorer. Para o consultor, se esse tipo de punição não tivesse sido tomada, companhias como o Google, por exemplo, não chegariam a existir.