Notas Econômicas: 7 a 11 de fevereiro de 2022

194

Coleta de informações semanais feita pelo Economista Paulo Roberto Bretas

Em 2022, o Brasil comemora 200 anos da Independência

imagem ilustrativa, reprodução de cartaz sobre a semana de arte moderna de 1922
matéria sobre notas econômicas

A Semana de Arte Moderna completa 100 anos em fevereiro de 2022

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/semana-de-arte-moderna-completa-100-anos-em-2022-entenda-a-sua-importancia/

Em 1922, os mais importantes e inovadores pintores, arquitetos, músicos e poetas brasileiros da época se reuniram para mudar a arte, e eles marcaram não apenas aquela época, com a influência deles sendo sentida até os dias de hoje. Esse encontro ficou conhecido como a Semana de Arte Moderna.

O evento, como o nome sugere, foi inspirado nas ideias do Modernismo, um movimento artístico do início do século XX que buscava romper com o tradicionalismo por meio da liberdade estética, da experimentação constante e, principalmente, pela independência cultural do país.

A Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, também festejou o centenário da independência do Brasil. Ela acabou se tornando um marco simbólico modernista, mas várias manifestações de arte moderna ocorreram antes e depois dela.

Na primeira fase do Modernismo brasileiro, os principais nomes foram Anita Malfatti, Mário de Andrade, Lasar Segall, Di Cavalcanti, Heitor Villa-Lobos, Cândido Portinari, Menotti Del Picchia, Victor Brecheret, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral.“Eles eram muito inteligentes, cultos, mas sem elitizar, eles queriam uma popularização da arte”, afirma Tarsilinha, curadora do legado da pintora Tarsila do Amaral. 

A Semana de Arte Moderna, na verdade, durou três dias – 13, 15 e 17 de fevereiro -, e contou com uma exposição de pintura modernista e apresentações de música e de poesia.

Luiz Armando Bagolin, professor do IEB-USP, afirma que a Semana foi “um evento coletivo, o primeiro organizado em São Paulo, por um grupo de intelectuais e artistas com o anseio, desejo de fazer uma coisa nova, trazer o novo, na literatura, música e artes visuais”. E as ideias defendidas por esse grupo de artistas acabaram influenciando várias gerações que os sucederam.

“O Modernismo influenciou em várias áreas, como arquitetura, urbanismo, na produção cultural como um todo. O Mário entendeu, e nos ensinou, que nós precisamos investigar o Brasil profundo, porque é esse Brasil do qual nós fazemos parte, viemos”, diz Bagolin.

Regina Teixeira de Barros, doutora em História da Arte, diz que o “legado da Semana é o de pensar o Brasil, e o mundo, a sociedade, o tempo que vivemos, com olhos atuais”. Já para Bagolin, “o principal legado na minha opinião é fazer com que a gente ainda continue sonhando com a utopia de uma sociedade mais justa”. (CNN Brasil)

Economia e Finanças

Índice de Atividade Econômica do BC: O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,33% em dezembro, na comparação dessazonalizada com novembro, acumulando alta de 4,50% no ano, conforme divulgado dia 11-02-2022 pela autoridade monetária. Na média móvel trimestral, usada para captar tendências, o IBC-Br teve alta de 0,25% em relação aos três meses encerrados em novembro. (Valor)

Surpreendente Alta dos Serviços: Com alta que surpreendeu em dezembro, o setor de serviços teve taxa de crescimento recorde em 2021. O desempenho, porém, deve considerar a base baixa de comparação e a composição do crescimento. Os serviços prestados às famílias ainda estão abaixo do nível pré-pandemia. Além disso, o bom resultado ao fim do ano passado não muda as expectativas mais negativas para o setor em 2022. Perda de renda, condições financeiras domésticas mais apertadas e incerteza política estão entre os fatores que devem pesar neste ano, além da onda de ômicron nos primeiros meses. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de volume de serviços prestados no país avançou 1,4% em dezembro ante o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Assim teremos um crescimento recorde de 10,9% dos serviços, em 2021 (Valor)

Pagamento de Dívidas dos Estados: A Secretaria do Tesouro Nacional informou que a União pagou R$ 401,44 milhões em dívidas atrasadas dos estados em janeiro de 2022. Desde 2016, a União fez o pagamento de R$ 42,31 bilhões com o objetivo de honrar garantias concedidas a operações de crédito. (g1)

Relatório Focus PIB: A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2023 diminuiu de 1,55% para 1,53% no Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2022, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em alta de 0,30%. Para 2024, também não houve alteração, de avanço de 2,00%. (Valor)

Relatório Focus Inflação: No caso do ponto-médio das estimativas para o IPCA de 2023, manteve-se em alta de 3,5%. Porém, mediana das projeções dos economistas do mercado de 2022 subiu de 5,38% para 5,44%. Para 2024, permaneceu em 3,00%. (Valor)

Relatório Focus Selic: Para a taxa básica de juros (Selic), o ponto-médio das expectativas manteve-se em 11,75% para 2022, 8,00% para 2023 e 7,00% para 2024. (Valor)

Relatório Focus Câmbio: A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano foi mantida em R$ 5,60. Para 2023, o ponto-médio das projeções também ficou parado, em R$ 5,50. Para 2024, caiu R$ 5,40 para R$ 5,39. (Valor)

Déficit Comercial da Indústria de Transformação 1: Enquanto a balança comercial como um todo fechou 2021 com superávit recorde, a indústria de transformação viu seu déficit se aprofundar para US$ 53,3 bilhões, o pior resultado desde 2015. No pré-pandemia, em 2019, o saldo negativo foi de US$ 42 bilhões, segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). (Valor)

Déficit Comercial da Indústria de Transformação 2: Em outro tipo de cálculo, por classe de produtos, levantamento da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) mostra que o déficit em manufaturados chegou a US$ 111 bilhões em 2021, o pior desde 2000, pelo menos. A diferença é de quase US$ 40 bilhões em relação a 2019, quando o déficit nesse critério foi de US$ 82,7 bilhões. (Valor)

Déficit Comercial da Indústria de Transformação 3: Enquanto 72,4% das exportações da indústria de transformação são de bens de baixa e média-baixa intensidade tecnológica e menos de 30% são de alta e média-alta tecnologia, na importação acontece o inverso. Na pauta de desembarques 71,6% são bens típicos da indústria de média-alta e alta tecnologia; e o restante é de média-baixa e baixa tecnologia. (Valor)

Campeão dos Juros Altos: O Brasil é o país com a maior taxa de juros ao anodescontada a projeção de inflação, segundo o ranking mundial de juros reais compilado pelo portal MoneYou e pela gestora Infinity Asset Management. A lista tem 40 países. A marca foi alcançada após o Copom ter elevado a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, a 10,75% ao ano. (Valor)

Vendas do Varejo 2021: O volume de vendas no varejo nacional (conceito restrito) caiu 0,1% em dezembro, frente a novembro, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Com isso, o comércio teve crescimento de 1,4% em 2021, frente ao ano anterior, após alta de 1,2% em 2020. O mês de dezembro também registrou queda de 2,9% frente a igual mês de 2020. O resultado de 2021 para varejo ampliado foi de alta de 4,5% frente a 2020. (Valor)

Vestuário e Calçados: Vendas de tecidos, vestuário e calçados subiram 13,8% em 2021, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas ainda não recuperaram a perda de 22,5% em 2020, primeiro ano da pandemia. Além disso, ao fim de dezembro, o patamar de produção do segmento se encontrava 6,9% abaixo do pré-pandemia, em fevereiro de 2020. (Valor)

Produção Industrial 2021: Em 2021, a produção da indústria brasileira avançou em nove dos 15 locais monitorados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE, cuja segmentação regional. No mês de dezembro frente a novembro, houve alta em dez dos 15 locais pesquisados. A produção nacional fechou o ano passado com alta de 3,9% frente a 2020. O resultado não foi suficiente para compensar a perda de 4,5% registrada no primeiro ano da pandemia. (Valor)

Setor Serviços 1: Todas as cinco atividades de serviços avançaram em 2021, frente a 2020, segundo os dados divulgados IBGE. Na média, o setor de serviços fechou o ano com ganho de 10,9%, após perda de 7,8% em 2020. Dos 166 tipos de serviços acompanhados pelo IBGE, 74,1% tiveram taxas positivas. (Valor)

Setor Serviços 2: A maior contribuição para o crescimento veio de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,1%) e informação e comunicação (9,4%). Os demais avanços vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (7,3%); de serviços prestados às famílias (18,2%); e de outros serviços (5,0%). (Valor)

Setor Serviços 3: A expansão do volume de serviços prestados no país desacelerou para 0,4% no quarto trimestre de 2021, frente ao trimestre imediatamente anterior. É o sexto trimestre seguido de crescimento na série com ajuste sazonal da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, mas foi menor que o do terceiro trimestre, que tinha sido de 3%. No primeiro e no segundo trimestre de 2021, as taxas foram de 3,2% e 2,2%, respectivamente. (Valor)

Indústria Cultural e Pandemia: A pandemia de covid-19 afetou praticamente todos os setores da economia mundial, mas poucos sofreram tanto quanto o de cultura. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), pelo menos dez milhões de postos de trabalho na indústria cultural e criativa foram fechados em 2020. “Em todo o mundo, cinemas, museus, teatros e salas de concerto fecharam suas portas. O que já era uma situação precária para muitos artistas, se tornou insustentável”, disse Audrey Azoulay, diretora-geral da instituição. (Globo) (Meio)

Futuro da Selic: O diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra Fernandes, afirmou que o Comitê de Política Monetária (Copom) ainda fará “alguns ajustes pela frente” na Selic, e disse que a autoridade monetária deve elevar os juros em pelo menos mais duas reuniões. A meta para a inflação de 2022 é de 3,50% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo, podendo chegar até 5%. O BC prevê alta de 5,4% no período, acima do máximo permitido. (Valor)

Fusões e Aquisições: As fusões e aquisições no Brasil movimentaram US$ 66 bilhões em 2021 – cerca de R$ 347 bilhões ao câmbio de 08-02-2022, maior valor em mais de dez anos, segundo a Bain & Company. O estudo da consultoria mostra que o fenômeno foi global: em todo o mundo, o valor agregado de fusões e aquisições atingiu a maior cifra da história em 2021, de US$ 5,9 trilhões. (Valor)

Nem Trabalham, Nem Estudam 1: São 11,675 milhões de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham no Brasil, os chamados nem-nem. Quase a metade (48%, ou 5,6 milhões em números absolutos) está nas regiões Norte e Nordeste. A participação é bem maior que os 38% que essas regiões representam do contingente total de jovens nessa faixa etária no país, segundo levantamento exclusivo da IDados para o Valor feito a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do terceiro trimestre de 2021, último dado disponível para o indicador regional. Pobreza, mercado de trabalho menos dinâmico e escolas públicas mais precárias estão entre as razões apontadas por especialistas para explicar a incidência maior do fenômeno nessas regiões. (Valor)

Nem Trabalham, Nem Estudam 2: O problema também pode ser visto sob outro ângulo: a proporção de nem-nem no total dos jovens na faixa etária entre 15 e 29 anos. Nesta comparação, os nem-nem representam 23,7% desses jovens, na média brasileira. Mas esse percentual é de 30,6% no Nordeste e de 26,6% no Norte. Há Estados com índices ainda mais preocupantes, como Maranhão (36%), Amapá (34,9%), Alagoas (34,1%) e Rio Grande do Norte (30,8%). A diferença também aparece quando se compara com outras regiões brasileiras: 16,1% no Sul, 19,7% no Centro Oeste e 21,2% no Sudeste. Em Minas Gerais esse percentual de jovens chega a 19,9%. (Valor)

Cresce o Turismo: O volume de prestação de serviços ligados ao turismo no Brasil teve um crescimento acima de 21% em 2021, mas a magnitude não foi suficiente para compensar o que tinha sido perdido no primeiro ano da pandemia, quando medidas de isolamento social suspenderam planos de viagens; e o consumo de outros serviços ligados ao setor, como restaurantes. O indicador de atividades turísticas do IBGE fechou 2021 com expansão de 21,1%, após perda de 36,7% em 2020. (Valor)

Consumo nos Supermercados: O consumo nos lares brasileiros apresentou alta de 3,04% em 2021 na comparação com 2020, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Inicialmente, o setor havia projetado uma alta de 4,5% no ano passado, mas que acabou não se concretizando. Para 2022, a Abras espera um crescimento de 2,8% no consumo das famílias. (Valor)

Cesta Abrasmercado Supera Inflação: A Abrasmercado, cesta composta por 35 produtos de largo consumo nos supermercados, apresentou alta de 10,32% em 2021 na comparação com 2020, para R$ 700,53, segundo a Abras. A alta superou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de alimentos, que ficou em 7,94%, e o IPCA, com alta de 10,06%. (Valor)

Zerar Impostos Só do Diesel: Após críticas da equipe econômica do governo e até do Banco Central ao risco fiscal provocado pela ideia de zerar os impostos sobre a gasolina, a ala política do governo desistiu da proposta e decidiu focar na desoneração do óleo diesel. A mudança é uma tentativa de agradar a uma das bases eleitorais do presidente Bolsonaro, os caminhoneiros, e diminuir os custos logísticos do país. O custo é de cerca de R$ 18 bilhões.  A desoneração ampla pretendida pela ala política do governo custaria R$ 54 bilhões anuais, podendo até crescer (outra PEC, proposta no Senado, tinha medidas que custariam até R$ 100 bilhões). (Valor)

Investimento dos Brasileiros no Exterior 1: A crescente onda de investimentos brasileiros no exterior – em ativos como ações, cotas de fundos e títulos de renda fixa – passou por um freio no fim do ano passado. Após resultados expressivos, em especial no segundo trimestre, o movimento tem desacelerado e, inclusive, o saldo dos chamados investimentos em carteira foi negativo nos três últimos meses de 2021. (Valor)

Investimento dos Brasileiros no Exterior 2: O estoque em 12 meses dos investimentos brasileiros em carteira no exterior estava US$ 12 bilhões no fim de 2020, e chegou a US$ 18,4 bilhões em agosto do ano passado. Desde então, houve uma desaceleração, culminando com resultados negativos – repatriação de recursos por residentes no país – entre outubro e dezembro. Com isso, o saldo em 12 meses no fim do ano passado havia desacelerado para US$ 13,587 bilhões. (Valor)

Recados do Banco Central 1: O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central alerta, em ata divulgada no dia 08-02-2022, que “políticas fiscais que tenham efeitos baixistas sobre a inflação no curto prazo podem causar deterioração nos prêmios de risco, aumento das expectativas de inflação e, consequentemente, um efeito altista na inflação prospectiva”. (Valor)

Recados do Banco Central 2: O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmou que a alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, ainda refletindo a gradual normalização da atividade no setor. (Valor)

Vendas do Varejo: O ano começa fraco para o consumo, mesmo para os setores mais resilientes, e a perspectiva é que uma provável melhora paulatina fique mais evidente apenas após março ou abril. Apesar de janeiro ter se tornado, há anos, um período mais aquecido, com as promoções aumentando o tráfego de clientes, o comércio de eletrônicos, itens de tecnologia, moda e material de construção sentiu a desaceleração logo após a queima de estoque da primeira semana. (Valor)

Vendas de Veículos em Queda: Os dirigentes da indústria automobilística têm uma certa dificuldade para explicar os motivos do tombo na produção e na venda interna de veículos em janeiro. O volume de produção foi o mais baixo para o mês desde 2003 e o de vendas, desde 2005. Pandemia e falta de semicondutores são dois motivos importantes, mas estavam igualmente presentes em janeiro de 2021. Férias coletivas em algumas fábricas também influenciaram. No entanto, mais do que entender o que não aconteceu, a preocupação, agora, é saber como ficará a demanda daqui para frente, levando em conta que a escalada dos juros está acima do que o setor esperava. Em torno de 60% das vendas de veículos dependem de financiamento hoje. Por isso, a elevação da taxa Selic preocupa o setor. (Valor)

Dispensa de Aval: O presidente Jair Bolsonaro baixou um decreto que dispensa o Ministério da Economia de dar anuência prévia em acordos de acionistas firmados por estatais federais. Pelo decreto, publicado na edição do “Diário Oficial da União” de 11-02-2022, uma empresa pública, de capital misto ou suas subsidiárias, como Banco do Brasil ou Petrobras, por exemplo, não precisarão mais de um aval ou aprovação chancelada pela pasta de Guedes para celebrar esses acordos, renunciar aos direitos neles previstos ou firmar qualquer compromisso societário. (Valor)

Inflação

IPCA Janeiro: Puxada pelos preços dos alimentos, a inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), iniciou 2022 com taxa de 0,54% em janeiro, após alta de 0,73% em dezembro de 2021. É o maior resultado para um mês de janeiro desde 2016, quando foi 1,27%. O resultado acumulado em 12 meses atingiu a marca de 10,38%, acima dos 10,06% observados em 12 meses anteriores. As informações foram divulgadas pelo IBGE. Em janeiro de 2021, o IPCA teve inflação de 0,25%. (Valor)

Inflação do Aluguel: A inflação do aluguel medida pelo novo Índice de Variação de Alugueis Residenciais (Ivar), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 1,86% em janeiro de 2022. Além de ser mais intensa do que a de dezembro, apurada pelo mesmo indicador, quando avançou 0,66%, é a maior para meses de janeiro na série. (Valor)

Governo e Ambiente Político

Pesquisa Genial/Quaest 1: Pesquisa Genial/Quaest, divulgada na manhã desta quarta-feira (9), aponta que o ex-presidente Lula (PT) mantém a liderança na disputa pela Presidência da República, com 45% das preferências dos eleitores, no cenário principal, contra 23% do presidente Bolsonaro (PL). (Valor)

Pesquisa Genial/Quaest 2: O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) estão empatados com 7% das intenções de voto, assim como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o deputado federal André Janones (Avante), ambos com 2%, seguidos pela senadora Simone Tebet (MDB), com 1%, além de Rodrigo Pacheco (PSD) Felipe D’Ávila (Novo), que não pontuaram. (Valor)

Pesquisa Genial/Quaest 3: Em cinco cenários para o segundo turno, o petista venceria todos os adversários. No duelo com Bolsonaro por 54% a 30%, contra Moro por 52% a 28% e contra Ciro por 51% a 24%. (Valor)

Pesquisa Genial/Quaest 4: A preferência por Lula é inversamente proporcional à renda dos eleitores. Entre os que ganham até dois salários mínimos, o ex-presidente marca 55% a 16% contra Bolsonaro. Entre os que recebem de dois a cinco salários, o petista e o presidente ficam com 44% e 25%, respectivamente. Quando o eleitor ganha mais de cinco salários mínimos, os dois empatam em 31% das preferências. (Valor)

Federações Partidárias: As federações partidárias foram referendadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por 10 votos a 1. Apenas o ministro Nunes Marques acolheu os argumentos do PTB de que as federações violariam a Constituição por trazerem de volta as coligações proporcionais. O Supremo, porém, ficou dividido quanto ao prazo para a formação delas, estabelecido pelo Congresso em 5 de agosto. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, que havia antecipado o prazo para 1º de março, ampliou-o para 31 de maio de 2022, antes das convenções partidárias. Cinco ministros o acompanharam, enquanto três seguiram a divergência de Gilmar Mendes, que mantinha o prazo da lei. (g1) (Meio)

Orçamento Secreto: Termina no dia 9 de março o prazo dado pelo STF para que Legislativo e o Executivo estabeleçam transparência no orçamento secreto, lembra a Coluna do Estadão. O Congresso vem ignorando a determinação, e, por enquanto, entre os ministérios, só o da Defesa a respeitou. Desenvolvimento Regional promete cumprir o prazo, enquanto a Saúde mandou ao Supremo uma planilha sem os nomes dos parlamentares que patrocinam as liberações. (Estadão) (Meio)

Propaganda Eleitoral nas Igrejas: Foi aprovado na Câmara dos Deputados em setembro e avança no Senado, no bojo do novo Código Eleitoral, a permissão para que candidatos façam campanha, presencialmente ou por vídeo, em igrejas desde que não peçam voto diretamente para eles mesmos. A relatora do texto aprovado na Câmara, Margarete Coelho (PP-PI), quer que sejam aplicadas aos templos as mesmas regras das universidades, onde ocorre debate político e eleitoral. A aprovação do projeto é aguardada por partidários do presidente Jair Bolsonaro (PL) para dar início a uma campanha intensa, especialmente em igrejas evangélicas. Em 2018, esse eleitorado o apoiou em massa, mas hoje as pesquisas o mostram em ligeira desvantagem ante o ex-presidente Lula (PT) nesse segmento. Para analistas, Bolsonaro precisará mais do que a proximidade com líderes das igrejas e propaganda em templos para recuperar o voto evangélico. Mesmo aliados do presidente reconhecem que a inflação, o desemprego e a pandemia ameaçam a reeleição. (Veja) (Meio)

Migração de Eleitores: O ex-presidente Lula herdaria 1/5 dos eleitores que elegeram Bolsonaro (PL) em 2018, se as eleições fossem hoje. Os dados são da pesquisa PoderData realizada de 31 de janeiro e 1º de fevereiro. (Poder 360)

Voto Evangélico: Segundo levantamento PoderData realizado de 31 de janeiro a 1º de fevereiro, Jair Bolsonaro (PL) é o escolhido de 42% dos eleitores evangélicos – variação na margem de erro na comparação com as pesquisas de dezembro (43%) e janeiro (40%).O ex-presidente Lula (PT), que lidera com 41% nas intenções de voto geral, fica em 2º lugar entre o público evangélico, com 35%. Em dezembro, o petista tinha 26% nesse grupo. Em janeiro, mudou de patamar e cresceu para 36%. (Poder 360)

Voto Católico: Quando se consideram os eleitores católicos, o cenário se inverte e Lula sai na frente, com 42% dos votos –4 p.p. a menos que na rodada passada. Bolsonaro marca 24% nesse grupo, seguido do ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 10%, e do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 7%.(Poder 360)

Ruim ou Péssimo: Pesquisa PoderData realizada de 31 de janeiro a 1º de fevereiro de 2022 mostra que menos da metade (47%) dos que votaram em Jair Bolsonaro (PL) em 2018 têm uma avaliação favorável do seu trabalho. Dentre os que votaram em Bolsonaro no 2º turno, 30% o avaliam como “ruim” ou “péssimo”. (Poder 360)

Percepção Negativa de Moro: A percepção negativa sobre o pré-candidato do Podemos à Presidência, Sergio Moro, cresceu no mês de janeiro e chegou a 40,4%, de acordo com levantamento da plataforma Torabit, que acompanha a evolução das eleições presidenciais nas redes sociais e faz recortes mensais. O ex-juiz teve 32% de menções positivas em apoio à sua candidatura presidencial e 27,6% neutras. (Valor)

Menções a Lula: Em janeiro, o presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva contabilizou o maior número de menções diárias e com sentimento mais positivo entre os presidenciáveis, conforme a Torabit. O petista teve média de 9.317 menções diárias sobre sua provável candidatura e totalizou 288.816 no mês de janeiro. A maioria das menções a ele foi positiva (40,9%), sendo que foram neutras 33,5% e 25% das menções foram críticas ao ex-presidente. (Valor)

Menções a Bolsonaro: O atual presidente Jair Bolsonaro teve média de 9.043 menções diárias sobre sua candidatura, totalizando 280.347 no mês de janeiro. A maior parte das menções direcionadas a ele foi neutra (37,9%), sendo 29,8% das menções negativas e 32,4% delas, positivas, de apoiadores. (Valor)

Apologia ao Nazismo: O procurador-geral da República, Augusto Aras, mandou que fosse aberta uma investigação por apologia ao nazismo contra o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) e o youtuber Bruno Aiub, o Monark, até dia 08-02-2022 apresentador do podcast Flow. Durante uma entrevista com a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), Monark defendeu a criação de um Partido Nazista “reconhecido por lei” e o direito de ser “antijudeu”. Tabata reagiu, lembrando as atrocidades cometidas pelo nazismo. Kataguiri, que também participava da entrevista, sugeriu ter sido um erro a Alemanha criminalizar o nazismo após a Segunda Guerra. Em seu argumento, o deputado, e a declaração de Monark, provocou revolta entre patrocinadores do podcast e antigos entrevistados, além de protestos de entidades de direitos humanos. Mais tarde, Monark publicou um vídeo pedindo desculpas e admitindo que estava bêbado durante o programa. Diante das reações, ele foi excluído do podcast e da sociedade na empresa que o produz. (UOL) (Meio)

Doria Enfrenta Rebelião: Vencedor das prévias do PSDB, mas estagnado nas pesquisas eleitorais, o governador de São Paulo, João Doria, enfrenta uma rebelião de nomes tradicionais da legenda. (Estadão) (Meio)

Convite do PV para Alckmin: Com o impasse entre PT e PSB em torno da disputa pelo governo paulista, o PV convidou o ex-governador Geraldo Alckmin a se filiar à legenda e ser vice na chapa do ex-presidente Lula, conta Monica Bergamo. Além de se cacifarem na futura federação com o PT e outros partidos de esquerda, os Verdes buscam atrair aliados do ex-tucano. (Folha) (Meio)

Lula Quer Trazer o PSD: Lula teve um novo encontro com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em busca de apoio já no primeiro turno. O clima foi cordial, mas Kassab reforçou o compromisso com a candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), que a cada dia parece menos entusiasmado com a ideia. (Folha) (Meio)

União Brasil Aprovado: O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, a fusão do PSL e do DEM no União Brasil. O novo partido nasce com a maior bancada do Congresso, com 81 deputados e sete senadores, e a maior fatia do fundo eleitoral, cerca de R$ 1 bilhão. Mas esse número de parlamentares deve diminuir logo, com o êxodo, por exemplo, da ala bolsonarista do PSL. A fusão ou criação de um novo partido é um dos casos em que a Justiça Eleitoral permite a desfiliação de ocupantes de cargos proporcionais (deputados federais e estaduais e vereadores) sem perda do mandato. (CNN Brasil) (Meio)

Compartilhamento de Provas: O ministro do STF Alexandre Moraes autorizou o compartilhamento das provas obtidas pela PF na investigação sobre o vazamento pelo presidente Jair Bolsonaro, de uma investigação sigilosa com a equipe também da PF, que apura a ação de uma milícia digital contra as instituições democráticas. Caberá aos investigadores decidirem se incluem ou não o presidente no segundo inquérito. (UOL) (Meio)

Ministro Quer Legalizar Armas: O ministro da Justiça, Anderson Torres, quer que o presidente Jair Bolsonaro edite uma Medida Provisória anistiando os donos de armamento irregular, revela o Painel. Antiga reivindicação da Bancada da Bala, a MP permitiria a esses proprietários legalizar as armas sem multa ou punição. Torres argumenta que isso permitiria saber quais são e onde estão essas armas. Uma anistia semelhante foi concedida entre 2004 e 2005, mas para que as armas fossem entregues e destruídas, não legalizadas. (Folha) (Meio)

Alterações na Lei Rouanet: O governo federal formalizou mudanças nas regras de financiamento a projetos culturais através de Lei Rouanet, criada em 1991. Entre outras alterações, o valor máximo que pode ser captado por empresa caiu de R$ 10 milhões para R$ 6 milhões. Esse também é o limite máximo para captação por projeto, e somente em casos especiais, como concertos sinfônicos, museus de memória e outros. Também foi reduzido de R$ 45 mil para R$ 3 mil o valor máximo de cachês por apresentação para artistas solo. Criada em 1991, a Lei Rouanet permite que, após ter o projeto aprovado pelo governo, produtores culturais captem recursos com pessoas físicas e empresas, que, em troca, têm descontos no Imposto de Renda. (g1) (Meio)

Mais Veneno à Mesa: A Câmara aprovou por 301 votos a favor, 150 contra e duas abstenções, o projeto de lei que concentra no Ministério da Agricultura o registro de agrotóxico. Defendido pelas bancadas ruralista e bolsonarista, apelidado por ambientalistas de “PL do veneno”, o projeto, entre outras mudanças, tira da Anvisa e do Ibama o poder de decisão sobre o registro — os pareceres dos dois órgãos passam a ser apenas consultivos. A Câmara agora vota os destaques. Ainda é necessária aprovação do Senado. (Poder360) (Meio)

Guilherme Amado: “O ex-presidente Lula assegurou a um grande empresário do agronegócio que Geraldo Alckmin irá se filiar ao PSD para disputar a eleição como o seu vice.” (Metrópoles) (Meio)

Moro Fora do União Brasil: A mudança do ex-ministro Sérgio Moro do Podemos para o União Brasil foi descartada, segundo fontes ligadas ao pré-candidato. Mesmo uma coligação entre os dois partidos parece cada dia mais difícil, devido a questões regionais. Em vários estados, líderes locais da nova legenda são aliados de adversários de Moro, como o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT). Além disso, alguns dos prováveis candidatos do União Brasil foram investigados pela Lava-Jato e repelem uma aliança com o antigo algoz. (UOL) (Meio)

Milícia Digital Evangélica: O ex-presidente Lula (PT) e o ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) se tornaram alvos de uma saraivada de notícias falsas e difamações nas redes sociais por parte de evangélicos bolsonaristas. O PT vem reunindo estes ataques, que incluem vídeos editados retirando do contexto falas do ex-presidente e com efeitos de áudio para dar a entender que ele está bêbado ou “possuído”. Para os petistas, os ataques se intensificaram após pesquisas indicarem ligeira vantagem de Lula sobre Bolsonaro entre os evangélicos. Já Moro foi chamado de “Judas” e “covarde” pelo pastor Silas Malafaia e de “abortista” pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). (Folha) (Meio)

Notas Técnicas Negacionistas: A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado convocou os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para explicarem notas técnicas emitidas por suas pastas vistas como tentativas de se contrapor à vacinação. A nota da Saúde questionava a eficácia das vacinas e atestava a do kit-covid. Já a do ministério de Damares criticava o passaporte vacinal e a obrigatoriedade da imunização infantil. Os senadores também pretendem cobrar de Queiroga explicações sobre a demora no início da vacinação de crianças. (Poder360) (Meio)

Ambiente Social, Emprego e Renda

Pobreza e Queimaduras: A alta do preço do gás de cozinha está deixando marcas literalmente na pele dos brasileiros. Segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), entre março e novembro de 2020 houve 700 internações por acidentes decorrentes do uso de álcool líquido para cozinhar. Em Pernambuco, houve uma alta de 40% em relação ao número habitual de queimaduras desse tipo. De acordo com o IBGE, 91% das residências têm fogões a gás, mas falta dinheiro para comprá-lo. O que fica não são apenas cicatrizes do fogo. São cicatrizes da pobreza. (Metrópoles) (Meio)

Programas de Transferência de Renda: Entre 2018 e 2021, a participação dos programas de transferência direta dentro do orçamento de assistência social passou de 34,8% para 48,3%, segundo números levantados pelo jornal Valor no Portal da Transparência. O grande impulso veio em 2020, no primeiro ano da pandemia, quando o auxílio emergencial fez com que as transferências diretas ultrapassassem os R$ 300 bilhões. Os gastos recuaram em 2021, mas ainda assim seguem em patamar bastante superior ao de antes da pandemia. (Valor)

Novo Marco Trabalhista: Mais do que uma mera revogação dos itens da reforma trabalhista feita em 2017, durante o governo Michel Temer, petistas e sindicalistas animados com o desempenho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas falam em montar um novo arcabouço legal para o mundo do trabalho em caso de vitória eleitoral. (Valor)

Proteção de Dados Pessoais: O Congresso Nacional promulgou ontem a PEC que inclui a proteção de dados pessoais entre os direitos fundamentais do cidadão. Agora parte da Constituição, o texto inclui no artigo 5º, que trata dos direitos individuais e coletivos, o trecho que diz ser “assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção de dados pessoais, inclusive nos meios digitais”. Com isso, a inclusão torna o tema cláusula pétrea, ou seja, qualquer mudança na proteção de dados terá de ser no sentido de ampliar e resguardar direitos. A proposta faz parte de um pacote de mudanças aprovadas recentemente para aprimorar o tratamento de dados no país, entre elas a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). (g1) (Meio)

Crianças Que Não Sabem Ler: O número de crianças de seis e sete anos que não sabem ler cresceu 65% durante a pandemia, aponta estudo divulgado pela ONG Todos Pela Educação, passando de 1,429 milhão em 2019 (25,1% das crianças nessa faixa etária) para 2,367 milhões (40,8%) em 2021. A distribuição, como sempre, é desigual: 47,4% entre crianças pretas, 44,5% entre pardas e 35,1% entre brancas. Especialistas temem que isso provoque um aumento na evasão escolar no futuro. (g1) (Meio)

Estudo Sobre Atingidos por Grandes Obras: A construção de grandes obras como rodovias e barragens, costuma exigir a transferência de centenas ou milhares pessoas para dar lugar aos empreendimentos. Um estudo elaborado pela FGV mostrou que esses deslocamentos compulsórios têm sido feitos violando direitos humanos desses moradores locais. A pesquisa também apresenta recomendações para aprimorar o trabalho de reassentamento das famílias. O estudo baseou-se no histórico de construção de barragens das usinas hidrelétricas de Aimorés, Canabrava, Emboque, Foz do Chapecó, Fumaça, Tucuruí, Itá e Belo Monte, além da usina hidrelétrica de Chixoy, na Guatemala. O deslocamento compulsório, que é a remoção de pessoas de suas casas sem oferecer meios de proteção legal, nem permitir o acesso à proteção, é internacionalmente reconhecido como grave violação de direitos humanos pela Comissão de Direitos Humanos da ONU. (Valor)

Salário Mínimo Ideal: O salário mínimo ideal deveria ter sido de R$ 5.997,14 em janeiro de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada dia 07-02-2022 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE. O valor corresponde a 4,95 vezes o piso nacional vigente, que subiu para R$1.212,00 em 2022, o que representou mais um ano sem ganho real. (g1) 

Insegurança Alimentar no Brasil: O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), divulgado em 2021, indicou que 55,2% dos lares brasileiros vivenciavam um cenário de insegurança alimentar — um aumento de 54% em relação a 2018, quando esse percentual era de 36,7%. 116,8 milhões de brasileiros não têm acesso pleno e permanente a comida. (Carta Capital)

Endividamento das Famílias 1: O endividamento das famílias deve continuar elevado e acima dos 70%, apesar de janeiro ter registrado o primeiro recuo após 13 altas e se esperar alguma redução na margem nos próximos meses. A avaliação é de Ízis Ferreira, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). (Valor)

Endividamento das Famílias 2: Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), a parcela das famílias endividadas ficou aos 76,1% em janeiro, nível 0,2% inferior a dezembro 76,3%), mês que havia registrado o maior patamar na série histórica, iniciada em janeiro de 2010. (Valor)

Inadimplência das Famílias: O percentual de famílias inadimplentes atingiu 26,4% em janeiro, ante 26,2% em dezembro, maior taxa desde agosto de 2020 e para o primeiro mês do ano na série histórica. O índice considera famílias que relataram ter dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa). (Valor)

Meio Ambiente e Energia

Os Elevados Custos com a Bandeira Tarifária 1: O total arrecadado pelo setor elétrico com as bandeiras tarifárias, entre setembro e dezembro de 2021, chegou a R$ 12,9 bilhões. O valor pago pelos consumidores é 4 vezes o do último quadrimestre de 2019, ano anterior à pandemia do coronavírus, e 16 vezes o do mesmo período de 2020. (Poder 360)

Os Elevados Custos com a Bandeira Tarifária 2: O montante também representa mais de 5 vezes o bônus pago aos consumidores que economizaram energia no mesmo período e é quase 20% acima do limite de empréstimo previsto ao setor elétrico neste ano, para cobrir o rombo financeiro causado pela crise hídrica, no ano passado. (Poder 360)

Fundo Amazônia Paralisado: O governo brasileiro descumpriu as regras do Fundo Amazônia e é o responsável pelo travamento de R$ 2,9 bilhões em recursos que estariam sendo usados para ajudar a combater o desmatamento na floresta. A conclusão é de um dos principais idealizadores do fundo, o engenheiro florestal Tasso Azevedo. Azevedo ainda criticou o afrouxamento na fiscalização e nas penalizações, já que o Ibama reduziu em 80% o volume de multas, fato celebrado pelo presidente Jair Bolsonaro e visto com naturalidade pelo ministro do Meio Ambiente. “98% dos desmatamentos em 2020 tinham algum indício de ilegalidade. (Valor)

Ambiente Empresarial e Tecnológico

Crimes Cibernéticos e Pequenos Negócios: Crimes cibernéticos também atingem pequenos negócios de qualquer segmento, que muitas vezes não adotam medidas de prevenção mais efetivas e tornam-se mais vulneráveis aos ataques. De olho nas brechas do setor, cibercriminosos têm interesse nos mais diversos tipos de informação, desde dados de clientes e funcionários até registros de transações comerciais e bancárias. (Meio)

Rastreamento de Dados dos Usuários: Um estudo publicado pela empresa de marketing URL Genius apontou que o YouTube e o TikTok são os aplicativos de mídia social que mais rastreia dados pessoais dos usuários. No caso do YouTube, a plataforma coleta dados principalmente para si — informações como rastrear seu histórico de pesquisa online ou localização. Mas o TikTok permite principalmente que rastreadores de terceiros coletem seus dados — e não se sabe o que acontece com eles. Para o estudo, a empresa usou o recurso Record App Activity do iOS da Apple. (CNBC) (Meio)

Reduzindo Desperdícios: Um aplicativo lançado em agosto de 2021 quer diminuir o desperdício de alimentos ao levar clientes a consumirem produtos de estabelecimentos com sobra de comida. Com descontos de, no mínimo, 70%, o Refood é inspirado em um modelo contra desperdício consolidado na Europa e permite a compra de alimentos próximos do prazo de validade em restaurantes, padarias e supermercados. A meta da startup é estar em toda a capital paulista até o final de 2022 e chegar a capitais como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Fortaleza em 2023. (UOL) (Meio)

Veículos Elétricos 1: A eletrificação dos veículos avança no Brasil. Em janeiro, foram vendidos 2,5 mil veículos híbridos ou elétricos. Isso representa, ainda, uma fatia pequena do mercado de carros. Apenas 2,2%. Equivale, no entanto, a um aumento de 93% na comparação com janeiro de 2021. Híbridos representam a maior parte. Só 368 unidades licenciadas em janeiro foram modelos 100% elétricos. Ainda assim, é mais do que o dobro do que um ano atrás. (Valor)

Veículos Elétricos 2: O segmento de caminhões e ônibus merece destaque porque o uso de energias limpas, gás e eletricidade, também começa a aparecer nos registros da Anfavea, a associação que representa as montadoras. Segundo a entidade, 0,1% e 0,6% das vendas em janeiro, foram, respectivamente, de veículos comerciais a gás e elétricos. O diesel ficou, ainda, com 99,4% do mercado. Mas os modelos a gás e elétricos sequer apareciam nos registros da Anfavea há um ano. (Valor)

Lucro da Usiminas: A Usiminas reportou no quarto trimestre de 2021 um lucro líquido atribuído aos acionistas da companhia de R$ 2,41 bilhões. O resultado ficou 54% acima do que foi registrado no mesmo intervalo de 2020. A Usiminas encerrou 2021 com lucro líquido atribuído aos acionistas da companhia de R$ 9,07 bilhões, ante R$ 672,8 milhões alcançados em 2020. (Valor)

Ambiente Internacional

Reação ao Banimento de Livros: Em vários estados dos EUA os conservadores participantes em conselhos escolares estão agindo para banir das salas de aula livros que consideram “impróprios”, em particular sobre gênero e racismo. Mas há um grupo interessado que começa a reagir: os jovens leitores. Adolescentes de todo o país estão organizando grupos como o Clube dos Livros Banidos de Kutztown, na Pensilvânia, para compartilhar obras que os conservadores não querem lidas. “Eu amo ler, o que me deixa frustrada com esses banimentos. Ninguém pede aos adolescentes sua opinião sobre esses livros”, diz Joselyn Diffenbaugh, de 14 anos, fundadora do clube. (Guardian) (Meio)

Déficit Comercial dos EUA: O déficit comercial dos Estados Unidos atingiu níveis recordes em 2021, com um crescimento de 27% em relação ao ano anterior, e atingindo o montante de US$ 859 bilhões. O movimento ocorre uma vez que os americanos continuam consumindo fortemente produtos produzidos no exterior – movimento que se consolidou na pandemia. No ano, as exportações aumentaram US$ 394,1 bilhões ou 18,5%, para US$ 2,52 trilhões, enquanto as importações cresceram US$ 576 bilhões ou 20,5%, para US$ 3,38 trilhões. (Valor)

Banco Central da Rússia Eleva Juros: O Banco Central da Rússia elevou nesta sexta-feira (11) sua principal taxa de juros, em resposta a um aumento mais forte do que o esperado na inflação, à medida que a economia se recupera dos efeitos da pandemia da covid-19. Em comunicado, o BC russo elevou a taxa básica de juros de 8,5% para 9,5%, dando continuidade ao ciclo de aperto monetário iniciado em março, quando a taxa básica estava em 4,25%. Em janeiro, o índice oficial de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Rússia subiu 8,7%, em base anual. (Valor)

Economia do Reino Unido: O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu no ritmo mais rápido desde a Segunda Guerra Mundial em 2021, depois de desacelerar menos do que o esperado no último trimestre do ano passado. A expansão de 7,5% foi a maior desde 1941 e fez o Reino Unido ter o crescimento mais forte entre as economias avançadas. No entanto, a economia britânica continuou menor no quarto trimestre do que o nível observado no quarto trimestre de 2019, anterior à pandemia — um patamar já superado por outros países, como EUA e França. (Valor)


Notas Econômicas: fontes

Jornal Valor, Globo, Folha, Estadão, Canal Meio Newsletter, Carta Capital, Época Negócios, Poder 360, Mercado & Consumo, Veja, Jornal Nacional, CNN Brasil, Metrópoles, Guardian, CNBC e g1.

u

Participe das conversas sobre o futuro. Deixe a sua opinião

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.