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Inteligência artificial vai individualizar propaganda

Uma nova era da comunicação expande a sua atuação

Heraldo Leite 
Jornalista – diretor da Webmilk

Ao mesmo tempo em que estar plugado nas redes sociais significa dar adeus à privacidade e deixar dezenas de informações circulando livremente por servidores de todo o mundo, a propaganda antiga – chata, invasiva e quase inútil – também morreu. A última onda em marketing digital leva o nome (em inglês, como ainda convém) de behavioral targeting. Ou, segmentação por comportamento.

Na prática, o consumidor vai receber anúncios e ofertas somente daquilo que realmente o interessa ou pode seduzi-lo e induzi-lo à compra de um produto ou a contratação de um serviço.

Este foi um dos principais temas, discutidos e analisados quase à exaustão, durante o Fórum de Marketing Digital – Digitalks, realizado no dia 1º de dezembro, em Belo Horizonte.

A segmentação por comportamento leva em conta não só os tradicionais parâmetros do marketing tradicional – faixa etária, nível sócio-econômico e outras características e preferências – como também monitora hábitos de navegação e de consumo. Os especialistas juram de pés juntos que não há invasão de privacidade em monitorar estes hábitos, mas é inevitável que todos nós deixamos “pegadas” ao navegar na web. A grande questão é interpretar estes hábitos já que eles não estão estruturados e não é simples agrupá-los e decifrá-los.

Este é o grande desafio, fazer com que valores subjetivos e emocionais sejam interpretados, assimilados e reduzidos a estatísticas e equações matemáticas, que por sua vez vão movimentar programas e ações dentro da internet. Algo próximo à inteligência artificial, mas com aplicações bem específicas.

Neste sentido, caixas de e-mail e spam tendem a diminuir, já que as empresas acreditam em um menor envio de mensagens, mas com mais poder de convencimento, uma vez que serão segmentadas e feitas de forma individualizada. Ou marketing one to one. Em bom português, um a um.

Outras tendências, novos ricos

Cultura maker. Mais um termo em inglês e que aponta uma tendência para os próximos anos no universo dos computadores, mais especificamente na área de marketing digital – englobando aí mídias sociais, propaganda on-line e e-commerce. E cultura maker nada mais do que é velho “faça você mesmo”. Será cada vez maior o índice de customização de sites, softwares e aplicativos para dispositivos móveis.

Mais e mais pessoas estarão utilizando e criando coisas na internet com mais facilidade e simplicidade sem que seja necessário recorrer a programadores e desenvolvedores pagos a peso de ouro.

Ainda dentro das tendências para  o mercado de trabalho, os especialistas presentes ao Digitalks apostaram que os profissionais que já estão demandados pelo mercado são os grandes especialistas em Google AdWords, que aliam técnicas e os algoritmos desenvolvidos pela Google com a interpretação dos dados levantados com base no behavioral targetting, ou segmentação por coportamento.  Alguns chegaram a apontar que um profissional com este perfil, no mercado de São Paulo, esteja recebendo em torno de R$ 30 mil mensais.

 

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