Transportes sobre trilhos carecem de investimentos. Foto: Pixabay.
Transportes sobre trilhos carecem de investimentos. Foto: Pixabay.

Alessandra Grisolia
Editora de Sustentabilidade & Inovação

No cenário mais otimista, traçado por visionários sobre o futuro, em 2030 a população mundial terá alcançado ou estará prestes a alcançar a meta de redução de gases do efeito estufa na atmosfera. Como a concentração da maioria das pessoas será nos centros urbanos, os governos locais estimularão a utilização de meios de transporte que acompanhem a tendência das cidades inteligentes e sustentáveis, interligadas por vias de acesso controladas por diversos dispositivos que utilizam a inteligência artificial e a internet das coisas para a manutenção de um trânsito ágil e seguro.

Em 2030, os meios de transporte priorizados serão os metrôs, os trens, as bicicletas, os patinetes, a pé e os Bus Rapid Transit (BRT’s). As linhas convencionais de ônibus terão como função principal interligar os bairros mais distantes, já que as linhas de metrô serão mais abrangentes. Drones e veículos voadores sobrevoarão as ruas, garantindo mais segurança, mobilidade e rapidez nos serviços de entrega de produtos e pessoas, respectivamente.

As ruas contarão com extensas ciclovias e ciclofaixas, além de inúmeras faixas exclusivas para os BRT’s alimentados por hidrogênio. Amplamente utilizados, metrôs e trens serão fundamentais nas metrópoles. As cidades das regiões metropolitanas não mais se isolarão das capitais, levando em conta que linhas férreas de alta velocidade cortarão diversos municípios.

Tecnologias

O monitoramento em tempo real permitirá o controle do intervalo dos semáforos, de acordo com o fluxo de trânsito, para evitar congestionamentos. As informações serão exibidas nas paradas de trens e ônibus, estacionamentos públicos, displays espalhados em diversos locais.

Os sistemas de transporte contarão com tecnologias como robótica, internet das coisas (IOT), aplicativos e sistemas de arrecadação mais modernos. Soluções ITS (Tntelligent transportation Systems) irão monitorar em tempo real tudo o que acontece no sistema de ônibus e criarão uma interface com outros modais de mobilidade urbana.

As empresas farão uso de sensores de reconhecimento facial, que irão identificar o usuário nos ônibus e automaticamente cobrar a passagem, sem necessidade de utilização de cartão ou dinheiro, pois a cobrança será efetuada em débito automático na conta do passageiro. A tecnologia, que poderá estar disponível em três ou cinco anos, envolverá big data, estatística e inteligência artificial, com a finalidade de evitar fraudes e tornar os serviços melhores, mais eficientes e personalizados.

Melhor ainda será ter na palma da mão a possibilidade de programar, ainda em casa, a utilização das diferentes modalidades de transporte, graças à evolução dos aplicativos, incluindo o famoso Sistema de Posicionamento Global (GPS).

Metrôs e trens de alta performance

O metrô será o principal meio de transporte público e permitirá significativamente a redução das emissões de gases de efeito estufa. Uma das tecnologias utilizadas por esse meio de transporte será o Hyperloop, que permitirá o deslocamento de muitas pessoas, numa grande distância, em curto espaço de tempo. Trens levitarão magneticamente em tubos sem ar ou parcialmente evacuados, atingindo velocidades de 240 mph até 720 mph, e interligarão diversos bairros das metrópoles, muitas vezes, abastecendo cidades das regiões metropolitanas.

Trens confortáveis, de velocidades rápidas serão comuns e liberarão o congestionamento nas estradas. A maioria das linhas férreas nas principais capitais mundiais serão abastecidas por energias renováveis como solar fotovoltaica e hidrogênio.

Direção automatizada

O sistema driverless, ou seja, sem motorista, estará em pleno funcionamento em 2030. Metrôs e trens (e. quem sabe, os ônibus) serão conduzidos remotamente por meio de softwares, proporcionando mais segurança, rapidez e conforto aos passageiros, uma vez que se será possível controlar a velocidade, o intervalo entre eles, e até mesmo, o tempo de abertura das portas.

Carros elétricos e movidos a hidrogênio

Provavelmente, em 2030, a produção global anual de veículos totalmente elétricos estará próxima aos 15 milhões. A GlobalData prevê que esse número chegue a mais de 19 milhões de unidades até 2033. Segundo a empresa, isso representará um aumento de 28% em relação a 2020.

A tendência é que os veículos movidos a energias renováveis fiquem mais acessíveis ao bolso dos brasileiros, com uma taxa menor de IPI, já que tais veículos serão extremamente necessários para auxiliar os governos a atingirem emissões menores de carbono e serão populares.

Veículos voadores

Veículos voadores compartilhados, totalmente elétricos e progressivamente autônomos, com capacidade de decolagem e pouso na vertical, cortarão os céus das cidades. Para isso, os topos dos prédios de empresas parceiras dos serviços de transporte pelo ar funcionarão como pontos de decolagem, pouso e abastecimento.

Bicicletas e patinetes

Pessoas utilizarão cada vez mais os patinetes elétricos compartilhados e/ou particulares, totalmente sustentáveis, como alternativa ao metrô ou ao ônibus. Os usuários seguirão normas mais rígidas de trânsito e farão parte da paisagem urbana de 2030, mais ainda que nos dias atuais.

Da mesma forma, as bicicletas compartilhadas e/ou particulares farão parte do ambiente urbano e representarão uma excelente alternativa para pequenos trajetos. As ciclovias serão mais seguras e mais extensas.

Cenário atual global

  • Hoje em dia, os veículos totalmente elétricos representam pouco mais de 2% da produção anual global de veículos, girando em torno de 2,3 mil unidades.
  • A direção automatizada é uma realidade no metrô de Paris, na França. O sistema driverless possibilitou a diminuição dos intervalos entre um trem e outro de 105 segundos para 85 segundos, permitindo o aumento da capacidade de passageiros em quase 50%. Além disso, a sincronização perfeita dos trens evita
    paradas bruscas e contribui para a redução do consumo de energia em 15%.
  • Índia e Reino Unido já utilizam trens movidos a energia solar e a Alemanha passou a contar recentemente com os primeiros comboios alimentados a hidrogênio e oxigênio. O Reino Unido tem como meta eliminar o diesel da rede ferroviária até 2040.
  • Berlim, na Alemanha conta com um sistema que cruza informações de órgãos oficiais para fazer cálculos de curto prazo e oferecer informações aos usuários sobre o trânsito. Os avisos ficam expostos em paradas de ônibus e trens, estacionamentos públicos e displays.
  • Recentemente, o 6 t, estúdio especializado em mobilidade e modos de vida, realizou uma pesquisa com 4.500 usuários das cidades francesas de Paris, Lyon e Marselha, que mostrou que somente 19% usaram um patinete para se deslocar para o trabalho ou escola. Do total dos entrevistados, 42% eram visitantes estrangeiros. Sem o equipamento, 44% teriam caminhado, 12% ido de bicicleta e 30% teria utilizado o transporte público.
  • Transportadoras e fornecedoras apostam em recursos como inteligência artificial, internet das coisas, velocidade da rede e big data com intuito de viabilizar sistemas de pagamento mais efetivos e a integração de modalidades, para que metrô e ônibus passem a ser utilizados de maneira mais ampla pela população.
  • Em diversas cidades, as pessoas estão deixando de usar as linhas de ônibus para dar preferência ao metrô, que é tido como o futuro do transporte nos centros urbanos mais populosos.
  • De acordo com a GlobalData, o mercado atual de veículos eletrificados, incluindo os híbridos e os totalmente elétricos, representa pouco mais de 6,5% de veículos leves.
  • O GPS, antes limitado a calcular a quilometragem, atualmente auxilia o motorista a conhecer as condições de tráfego da rota planejada. O Sistema está cada vez mais aprimorado e acompanha as necessidades do usuário.
  • O hidrogênio é considerado pela Agência Internacional de Energia (AIE) como o combustível do futuro e o grande desafio é a produção do hidrogênio limpo e em larga escala. Cientistas australianos da Universidade Monash estudam uma solução para a produção estável e barata do hidrogênio verde a partir dos recursos de energia renovável.
  • Um veículo voador elétrico, com capacidade de decolagem e pouso na vertical é um dos inúmeros projetos da Embraex, subsidiária para negócios disruptivos da Embraer focada em esforços colaborativos para ativar e acelerar o ecossistema da mobilidade urbana. O veículo aéreo de compartilhamento é denominado eVTOL e conta com colaboração da Uber, que pretende disponibilizar veículos voadores a partir de 2020.
  • A Bosch e a Daimler receberam aprovação das autoridades em Stuggart, na Alemanha, para o funcionamento do primeiro estacionamento autônomo sem supervisão humana. O sistema, que será utilizado diariamente na garagem do Museu da Mercedes Benz, é totalmente autônomo (SAE4) e o primeiro no mundo a ser aprovado pelas autoridades. A tecnologia é capaz de procurar a vaga e ir até o ponto de embarque de forma autônoma.
  • O transporte público corresponde por mais de 80% dos deslocamentos nas cidades brasileiras acima de 60 mil habitantes, levando e trazendo 280 milhões de passageiros por mês. As viagens sobre trilhos respondem por pouco mais de 14% dos deslocamentos.
  • As viagens nas cidades acima de 60 mil habitantes são representadas da seguinte forma: 28% utilizam transporte coletivo, 25% automóvel, 2% bicicleta, 4% motocicleta e 41% vão a pé. Nos últimos 10 anos, mesmo os usuários mais pobres trocaram o transporte público pelo individual, incentivados por motivos como superlotação coletivos e maior acesso ao crédito para compra de veículos.
  • O BRT transporta aproximadamente 500 mil pessoas por dia, em 428 veículos, em Belo Horizonte, em Minas Gerias.
  • Nos últimos 10 anos foram investidos R$ 14,2 bilhões em transporte público, o que representa apenas 9,4% dos R$ 151, 7 bilhões prometidos por gestores públicos e políticos.
  • De acordo com dados do aplicativo Moovit, que ajuda a planejar viagens de coletivos em cidades de todo o mundo, dos 20 municípios com maior tempo gasto em deslocamento no transporte, 14 são brasileiros.
  • O transporte público por ônibus perdeu 12,5 milhões de passageiros, entre abril de 2018 e abril de 2019, como consequência do crescimento dos transportes por aplicativo, da ausência de infraestrutura e da falta de financiamento.
  • O transporte público é considerado o quarto maior problema urbano para a população de 319 municípios brasileiros, ficando atrás apenas da violência, saúde e desemprego. Os dados são da pesquisa da Associação Nacional de Empresas de Transporte (CNT).
  • Empresas estudam a viabilização do transporte coletivo sob demanda, que utiliza sistema de inteligência artificial, aprendizado de máquinas, big data e internet das coisas. O objetivo é alterar o itinerário para buscar e deixar o passageiro de forma mais fácil, bastando para isso, que o usuário faça a solicitação por meio de um aplicativo que faz o levantamento e traça a rota.

Problemas no Brasil

  • Levando em conta que o motorista brasileiro opta pelo transporte motorizado individual, diversos problemas de mobilidade urbana ocorrem no país como: espaços sobrecarregados, com tráfego intenso ou trânsito congestionado; aumento do índice de acidentes, tendo como consequência mortes ou mutilações, sobrecarregando o Sistema Único de Saúde e a Previdência Social; pequena oferta alternativa de mobilidade para atender o excesso de passageiros que dependem do transporte público; poluição ambiental.
  • Os transportes por aplicativo têm se tornado um grande diferencial no cenário atual, uma vez que, o custo-benefício das viagens é maior, em comparação às filas de espera, paradas e congestionamentos.
  • Por sua vez, os transportes por táxi estão fadados à constante adaptação diante do avanço dos transportes por aplicativo. Perante a concorrência, alguns taxistas oferecem descontos de até 30% nas viagens.
  • No Brasil, um dos maiores entraves para aquisição de veículos elétricos é o IPI. Outro entrave que se apresenta é a falta de infraestrutura para abastecimento desses modelos.
  • A maioria das capitais brasileiras carece de políticas públicas direcionadas à mobilidade urbana. Faltam investimentos por parte dos governos para aumentar a oferta e interligação dos diferentes meios de transporte. Os coletivos precisam ser rápidos, eficientes e sustentáveis, permitindo o deslocamento de grande quantidade de passageiros em curto espaço de tempo.
  • Em Belo Horizonte, por exemplo, o que se verifica é o acúmulo de funções dos motoristas em algumas linhas de ônibus. A ausência de cobradores deixa os condutores sobrecarregados e estressados, tornando as viagens mais demoradas.
  • Em São Paulo, o metrô realmente funciona e conta com 85 estações, mas sempre com vagões superlotados nos horários de pico, pois o sistema ainda é insuficiente para absorver o grande fluxo de usuários.
  • O aumento da poluição sonora e dos níveis de gases nocivos à saúde e ao meio ambiente é incentivado pela crescente quantidade de carros que circulam diariamente nas ruas de todo o país. Além disso, milhares de produtos como pneus e peças de carro em desuso são jogados em qualquer lugar, poluindo rios e áreas de preservação ambiental.
  • O aumento dos níveis de gás carbônico na atmosfera é visível nas grandes cidades, devido à utilização de combustíveis fósseis em veículos particulares e públicos.
  • Ausência de legislação rigorosa, fiscalização ineficiente e falta de educação tornam o trânsito no Brasil um dos mais perigosos do mundo. A maioria das mortes em decorrência dos acidentes de trânsito é enquadrada como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, com exceção dos casos onde os motoristas dirigem embriagados, deixando claro o quanto as leis de trânsito são frouxas.

Principais desafios no Brasil

  • Ampliar a implantação de veículos sobre trilhos, como metrôs e trens de superfície.
  • Criar uma infraestrutura adequada com a finalidade de integrar os diferentes meios de transporte público, para aliviar o tráfego, diminuir custos e beneficiar passageiros.
  • Ampliar os postos físicos venda de bilhetes únicos e complementares, incentivando a compra dos mesmos por aplicativos que permitam o pagamento via cartões de crédito e/ou débito, boletos bancários e QR Code.
  • Fornecer incentivos fiscais a montadoras de veículos elétricos, diminuir taxas de importação para estimular a aquisição dos mesmos.
  • Desenvolver a mobilidade urbana sustentável com incentivo aos transportes que utilizam energias alternativas aos combustíveis fósseis, como hidrogênio e energia solar fotovoltaica.
  • Aumentar o número e a extensão de ciclovias e ciclofaixas para incentivar os cidadãos a utilizar patinetes elétricos e bicicletas nos pequenos e médios deslocamentos.

Soluções

  • Baratear as tarifas e melhorar os transportes públicos.
  • Ampliar os investimentos em metrô e linhas férreas.
  • Diversificar e integrar os modais nas maiores cidades das regiões metropolitanas.
  • Utilizar BRT’s biarticulados, que podem retirar das ruas 125 automóveis, reduzindo congestionamento e poluição.
  • Investir em Veículos Leves sobre Trilhos.
  • Incentivar os deslocamentos a pé e garantir acessibilidade a todos os cidadãos, incluindo idosos, crianças, cadeirantes, pessoas com dificuldades visuais, etc. Para tornar isso possível, é necessária a manutenção constante das calçadas e ruas, além de maior garantia de segurança nesses espaços, por meio de dispositivos inteligentes que auxiliem a fiscalizar os espaços urbanos.
  • Implantar esteiras rolantes, teleféricos e elevadores em cidades não planas, como formas de deslocamento que não poluem o meio ambiente.
  • Incentivar o uso de carros e patinetes elétricos, e de bicicletas para deslocamentos menores.

Conclusão

Em um futuro não muito distante já será possível utilizar amplamente os recursos da inteligência artificial, do big data, da internet das coisas, da robótica para viabilizar as políticas públicas de transporte e mobilidade urbana, com objetivo de promover deslocamentos de longa distância em curto espaço de tempo, com absorção de elevado número de passageiros. Como consequência, não haverá excesso de veículos individuais nas ruas e o trânsito fluirá de forma mais satisfatória.

A tendência é que haja integração dos diferentes tipos de transporte nas principais capitais brasileiras, com a utilização de um cartão único para todas as modalidades e possibilidade de pagamento de passagens por meio de cartão de crédito ou boleto bancário. O sistema já está em funcionamento em algumas cidades, como, por exemplo, Belo Horizonte, em Minas Gerais.

No futuro haverá a amplificação dos veículos alimentados por energias renováveis e a utilização dos elétricos voadores compartilhados, que já estão em fase de testes, prometendo aliviar o tráfego das ruas e avenidas mais movimentadas.

A automação dos meios de transporte é inevitável. Provavelmente em 2030 já não existirão cobradores e motoristas em ônibus e trens. Os veículos coletivos serão coordenados à distância, por meio de softwares, com utilização das tecnologias que se aprimoram constantemente, tornando-se novas a cada dia.

Entre os pontos negativos dos transportes no Brasil está a precariedade do sistema público de transporte, que apresenta superlotação, insegurança e preços elevados. Na maioria das cidades ainda não há integração 100% entre os diferentes tipos de transporte coletivo. As passagens têm custo alto, fazendo valer mais à pena os deslocamentos com motorizados individuais ou de outras formas, como a pé ou com utilização de bicicletas e patinetes, em casos de pequenos deslocamentos.

No final da tarde, na famosa hora do rush, as paradas centrais de ônibus ficam lotadas de pessoas querendo voltar para casa depois de um dia exaustivo de trabalho. O gasto de tempo com deslocamento às vezes chega a duas horas ou mais.

Outra situação desfavorável é a falta de fiscalização nas rodovias, permitindo que caminhões com cargas superiores às estabelecidas trafeguem nas estradas, o que gera impacto nas construções e provoca acidentes.

O país também carece de investimentos em linhas férreas para transporte de passageiros. Atualmente, a maioria delas serve ao transporte de cargas pesadas, representando apenas 20% em todo o país em detrimento dos 60% do sistema rodoviário.

Entre as soluções para melhorar a mobilidade nos principais centros urbanos estão a ampliação do número de veículos sobre trilhos, como metrôs, trens e monotrilhos, o investimento em BRT’s e VLT’s, o incentivo a meios de transporte alternativos como bicicletas, patinetes e a pé, para pequenos deslocamentos.

Talvez a tecnologia permita, em curto espaço, que os ônibus voltem a ser meios de transporte atrativos, caso existam dispositivos capazes de detectar o trajeto individual de cada passageiro, a fim de que o usuário pague apenas pelo que consumiu, ou seja, pelo deslocamento realizado, o que permitiria descontos nas passagens.

O que se verifica é que o Brasil está aquém de diversos países no que se refere a transportes e mobilidade urbana. A falta de investimentos em meios de transporte coletivo, os altos impostos que engessam a aquisição de veículos abastecidos por combustíveis alternativos e a inércia dos governantes e políticos nos deixam à mercê de congestionamentos, atrasos e acidentes.

Outro fator que deve ser ressaltado é que os transportes aquáticos (fluvial, lacustre e marítimo) têm pouca representatividade no Brasil (13%), sendo o fluvial o mais frequente e mais utilizado na região Norte para transporte de mercadorias e de pessoas. O meio de transporte, que leva e traz pessoas que residem em locais mais distantes ou isolados, fica ameaçado com as secas e assoreamento que impedem a passagem de grandes embarcações (muitas delas precárias e inseguras).

Resumindo, entre os principais desafios no país estão a melhoria dos deslocamentos das pessoas pelas diferentes cidades, a integração e aprimoramento dos diversos meios de transporte, o estabelecimento de tarifas acessíveis aos passageiros e o aumento dos investimentos em infraestrutura.

Fontes: Forbes/Hackermoom/Toda Matéria/NTU/The Verge/Global Data/ Agência Internacional de Energia/ Embraer/ Estúdio ABC/BRT Brasil/ Radar do Futuro/Embraer/Toda Matéria/Revista PB (Problemas Brasileiros Ano 56, AGO/SET 2019, #453/Toda Matéria.

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