Com o impulso das tecnologias e mudanças de hábitos dos consumidores a alternativa tende a ocupar o espaço do varejo tradicional. Foto por Negative Space em <a href="https://www.pexels.com/photo/working-macbook-computer-keyboard-34577/" rel="nofollow">Pexels.com</a>
Com o impulso das tecnologias e mudanças de hábitos dos consumidores a alternativa tende a ocupar o espaço do varejo tradicional. Foto por Negative Space em Pexels.com

Carlos Teixeira
Editor I Radar do Futuro

O comércio digital tem um ambiente favorável para dar saltos de crescimento expressivos nos próximos anos. E o processo pode ser acelerado especialmente em 2020, como resultado da implantação de uma nova infra-estrutura da internet. A velocidade de acesso 5G, que pode ser 100 vezes maior do que a atual, tende a ser somada ao poder exponencial da capacidade de processamento e de armazenamento das informações.

Hoje, no cenário global do varejo, o e-commerce já detém 14,1% de participação nas vendas, de acordo com o Statist, site especializado em dados de mercado. Com o impulso das tecnologias e mudanças de hábitos dos consumidores, que adotam as facilidades de compras sem deslocamentos, a alternativa tende a inverter a posição em relação ao varejo tradicional, ocupando a liderança nas preferências da população, principalmente dos segmentos de renda média alta e alta, que de fato são os principais responsáveis pelas compras on line.

O comércio eletrônico hoje já se tornou mainstream, um padrão, especialmente para segmentos como eletrônicos, equipamentos de informática e livros. Com a alta competitividade do setor, os varejistas virtuais precisam estar atentos a todos os dados para não perderem a atenção dos clientes e não ficar para trás da concorrência. E estratégias criativas são necessárias para superar o processo de concentração, que faz com que a Amazon seja responsável por 50% dos negócios gerados nos Estados Unidos.

Os avanços já puderam ser comprovados neste ano de 2019. O uso recorrente e a infraestrutura asseguram a credibilidade para a adoção em massas das vendas a distância. Segundo um estuda da National Retail Federation, a entidade que representa varejistas nos Estados Unidos, 63% dos consumidores acreditam que as atualizações nas tecnologias de varejo para dispositivos móveis melhoraram suas experiências de compra on line.

Não é só a tecnologia que garante os avanços. É, também, a credibilidade e o poder da experiência acumulada pelos consumidores. E as novas ações incorporadas pelos principais grupos econômicos, que fornecem vantagens — e confortos — adicionais aos compradores. Segundo os estudos “2019 Shopper Insights Survey” e “Pulse of the Online Shopper Report” 36% dos compradores gastam mais, adicionando mais itens no carrinho de compras, para ter o benefício de frete grátis, por exemplo. Além disso, 62% dos clientes consideraram o frete grátis o melhor diferencial das lojas online.

Poder de negociação

Consumidores parecem compreender que, no futuro do comércio, seus dados são uma moeda de troca importante para obter benefícios. Que são ainda mais importantes em tempos de baixo crescimento econômico e alto desemprego. Noventa por cento dos clientes de lojas optam por compartilhar dados pessoais com as lojas, como -email ou celular para cadastro, para receber descontos em produtos, diz o site SmarterHQ.

Dados disponíveis em pesquisas mostram ainda que 73% dos consumidores julgam que a possibilidade de devolução dos produtos influencia suas decisões de compra. Trinta e seis por cento dos clientes de e-commerce devolveram ao menos algum item três meses após a compra. Quarenta e nove por cento dos consumidores da Geração Z consideraram que a capacidade de encontrar rapidamente um produto em uma loja online foi a razão mais importante para terem fechado uma compra.

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