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Perícia na engenharia se adapta ao judiciário eletrônico

Setor de perícia de engenharia incorpora novos recursos tecnológicos - foto: Agência Brasil/Victor Caivano
Setor de perícia de engenharia incorpora novos recursos tecnológicos – foto: Agência Brasil/Victor Caivano

Carlos Teixeira
Jornalista I Radar do Futuro

Definida como a atividade que envolve a apuração das causas que motivaram algum evento, como a queda de um prédio, ou da disputa por direitos, a perícia de engenharia tende a ampliar o uso de tecnologias no trabalho de produção de estudos e relatórios destinados a decisões do Judiciário. Hoje, no atual estágio de desenvolvimento das inovações, os drones já são amplamente utilizados para o levantamento de informações para o esclarecimento das causas reais de acidentes.

Para o engenheiro e empresário Eduardo Vaz de Mello, presidente da seção mineira do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape), o setor vai evoluir para atender novas demandas geradas pelo processo judicial eletrônico. A tendência é de uso crescente de recursos gráficos na formatação das apresentações. “Papeis devem ser abandonados definitivamente nos próximos anos”, avalia o especialista.

Um cenário diametralmente diferente da época em que começou na engenharia, na década de 1980. “Era um trabalho braçal”, diz Vaz de Mello. Laudos eram produzidos em máquinas de escrever, desenhos e fotos, produzidas em máquinas fotográficas com filmes e posteriormente reveladas, eram coladas em papel, formando grandes volumes de documentos de apresentação de estudos.

No curtíssimo prazo, pelo menos duas tecnologias tendem a se consolidar como ferramentas de apoio à elaboração de relatórios: realidades virtual e aumentada e a impressão 3D. São recursos que dão maior vida para as apresentações. As impressoras reforçam a possibilidade de geração de protótipos enquanto a realidade virtual oferece a possibilidade de interação dos personagens com o ambiente para maior compreensão de ocorrências. A tecnologia possibilitará, por exemplo, a vistoria técnica remota e a coleta de dados à distância, poupando tempo dos profissionais.

A transformação da atividade se completa com sistemas de inteligência artificial, que tendem a ganhar relevância, especialmente com o desenvolvimento de soluções específicas, capazes de acessar dados em nuvem e cruzar o máximo de informações. Além disso, o cenário ainda terá a evolução do próprio setor, com o fortalecimento de novas atividades, como a arbitragem.

O futuro segundo Eduardo Vaz de Mello

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