A Copa no Catar, em 2022, será repleta de novidades, especialmente as tecnológicas - foto: divulgação
A Copa no Catar, em 2022, será repleta de novidades, especialmente as tecnológicas

Radar do Futuro

Em 2022, no Catar, a Copa do Mundo de Futebol terá algumas diferenças consideráveis em relação à competições anteriores. Além do período do ano, em novembro e dezembro, ao invés de julho, o evento ocorrerá em um espaço compacto. O país tem o tamanho da cidade de Manaus e é a metade do estado de Sergipe. A maior distância entre os oito estádios que receberão jogos será de 55 quilômetros. Todos os trajetos das equipes serão feitos por ônibus.

Além das questões da estrutura, um dos fatores de diferenciação será a tecnologia disponível. Em 2022, a previsão é de que a velocidade para a transmissão de dados seja ainda maior do que a disponível atualmente. O que favorece algumas tecnologias, como realidade virtual (VR). Aliás, poderá ser possível assistir usando óculos especiais e se sentir dentro do jogo, no estádio. A estimativa é que esse tipo de tecnologia seja mais acessível e garanta que a família toda veja toda a partida dessa forma.

Pense como seria: todos se veem sentados nos melhores lugares do estádio. Você enxerga a torcida a seu lado em tempo real, o campo de jogo, exatamente como se estivesse lá. Imagem perfeita, todas as emoções e sensações, menos cheiros e vento. Ah, mais um detalhe: você poderá olhar os replays no telão do estádio, como se estivesse lá. Pois prepare-se, já que provavelmente será uma realidade durante no Qatar.

O VAR vai estar de volta

Na última edição, grandes inovações tecnológicas aperfeiçoaram as transmissões de TV.  Aliás, foram instaladas câmeras de altíssima definição em todos os estádios. Dentre elas, 33 eram apenas destinadas para o VAR – Video Assistant Referee, ou árbitro assistente de vídeo. A tecnologia gerou polêmica durante a competição, pois contribuiu para a anulação e marcação de pênaltis em jogos decisivos. E promete voltar em 2022.

Aliás, o índice de acerto que os árbitros alcançaram chegou a altíssimos 99,3% (os acertos costumam ser de 95,73%).  No Catar, o VAR ganhará muitas inovações tecnológicas – mais câmeras, maior precisão. E estará disseminado pelos campeonatos nacionais de todos os países. No Brasil, começará a ser usado em 2019.

Jogos no final do ano

Desde 1930, todas as edições foram disputadas em junho e julho, que marca o início do verão no Hemisfério Norte. Ou início do inverno, quando a competição ocorreu no Hemisfério Sul.

Mas no Catar, no Oriente Médio, o verão tem temperaturas tão elevadas (até 50 graus Celsius) que é impossível jogar futebol. Então, a competição de 2022 acontecerá de 21 de novembro a 18 de dezembro, no dia da independência do país. Em pleno inverno, mas ainda assim pode ser muito quente lá.

Localização do Catar, país do Oriente Médio (Google Maps)

Menos dias de torneio

Até agora as competições duraram 31 dia. No entanto, a próxima vai ter só 28. Por quê? Os motivos ainda não foram divulgados. Especula-se que poderá estrear, já no Catar, um novo modelo da competição. Isso significa que deve haver 48 seleções em vez das tradicionais 32.

Afinal, como o torneio pode ser mais curto se haverá mais equipes? Na fase de grupos, tínhamos 8 grupos de 4 seleções jogando entre si, num total de seis jogos. Porém, com 48 seleções serão 16 grupos de 3 seleções jogando entre si. Dessa forma, serão apenas 3 partidas. Ou seja, o período cai pela metade. Só o vencedor de cada grupo se classificará para as oitavas de final. E, dessa fase em diante, será tudo como foi em  2018.

Estádios tecnológicos

Outra novidade no Catar: haverá menos estádios envolvidos, apenas 8. Tanto no Brasil quanto na Rússia foram 12. No entanto, o país é muito pequeno, com menos da metade da área de Sergipe, que é o menor estado brasileiro. Por isso, não consegue comportar 12 estádios.

Hoje, só há um estádio no país, o Khalifa International. Os outros 7 estão sendo construídos em ritmo aceleradíssimo. A promessa é de que haverá um show de tecnologia em cada um deles. Aliás, todos serão climatizados para evitar o desconforto com o calor. E um deles, o Lusail Iconic Stadium, foi necessário iniciara a construção de uma cidade novinha em folha ao seu redor. E olha que por ali só havia areia!

Projeção arquitetônica de um dos estádios do Catar

Já o Ras Abu Aboud, à beira-mar em Doha, capital do Qatar, é outra maravilha. Construído com contêineres, será desmontado após a competição. E o material será usado em outras obras.

Sete dos oito estádios serão interligados por uma nova e exclusiva linha de metrô. Aliás, eles são pertinho um do outro já (é possível ir andando). A maior distância entre um estádio e outro é de 55 quilômetros.

2026, um Mundial em 3 países

Para onde vai a competição depois Catar? Lá vem novidade de novo! Ela será disputada em 2026 nos 3 países da América do Norte: Canadá, Estados Unidos e México. Enquanto no Catar ainda não se tem certeza, já é garantido que jogarão 48 seleções. Serão 16 estádios, escolhidos entre estes 23 opções diferentes.

O estádio Azteca está entre as opções disponíveis

Canadá e México terão 3 estádios cada. Porém, os Estados Unidos terão de escolher 10 entre os 17 pré-selecionados. Eles já estão prontos e apenas passarão por reformas para modernização.

E o que vamos ver de novas tecnologias na competição das três nações? É impossível fazer qualquer projeção para um futuro oito anos adiante. Ninguém consegue prever os rumos da tecnologia, ainda mais para um ano, 2026, em que a humanidade já poderá ter pisado em Marte.

A sobreposição do 4G frente ao seu antecessor 3G acontecerá no próximo ano, segundo a consultoria GlobalData. A virada também marcará uma aceleração da migração da tecnologia de dados móveis. Já em 2022, 65% das conexões móveis serão 4G, incentivado principalmente pela expansão da cobertura dessas redes, informa a consultoria.

De acordo com estudos feitos pela empresa, o principal país da América Latina a entregou mais espectro para o funcionamento da 2G, 3G e 4G de forma agregada foi o Brasil, e apenas supera os 600 MHz. A consultoria observa que estamos bastante distantes da quantidade de espectro radioelétrico que devem ser entregues para as operadoras.

De acordo com a GlobalData, as assinaturas móveis na América Latina chegarão a 804 milhões no ano de 2022. “O principal fator para este aumento será o crescimento de smartphones que, se considerarmos os próximos quatro anos, nossas projeções irão somar 135 milhões de novas assinaturas”, explicou Agión.

Sobre a evolução das tecnologias móveis, o especialista apontou: nossa visão é que a 5G chegará na América Latina em média em 2021, com suas primeiras ofertas comerciais nos principais países da região. As operadoras, segundo vemos, ainda estarão focadas em aumentar a área de cobertura da 4G e em monetizar seus investimentos nesta tecnologia. Por isso, apesar do fato de que muitos testes estão sendo feitos em vários países, não acreditamos que a 5G chegue antes disso.

Por fim, a consultoria calcula que a comunicação máquina-máquina (M2M) dobrará no período de previsão, ultrapassando os 70 milhões de assinaturas no ano de 2022. As principais aplicações neste período serão: gestão de frotas, cidades inteligentes e carros conectados.

Com informações da Vivo