internet das coisas residenciaisTecnologia das coisas: o futuro por meio da conectividade

Internet das coisas é o assunto do momento. Todos os blogs e sites especializados em tecnologia falam intensamente sobre o tema e as mais renomadas consultorias do mundo apontam como a próxima grande onda tecnológica.

Segundo Hudson Carvalho, CEO da CH Tecnologia – uma das maiores empresas do segmento de TI do Brasil, com foco em segurança, identificação e acesso-, internet das coisas é uma expressão que surgiu nos últimos 16 anos, mas, ganhou notoriedade nos quatro últimos. “Em linhas gerais é a possibilidade dos objetos do dia-a-dia serem capazes de estabelecer comunicação entre si por meio da rede mundial de computadores”, explica.

O termo ganhou maior evidência em 2014, quando os grandes players do mercado de tecnologia decidiram investir pesado no assunto. Google, Apple, Samsung e Microsoft já investiram em produtos ou aquisição de startups relacionadas ao desenvolvimento com base no conceito de Internet das Coisas, mas, em sua grande maioria, com foco na experiência doméstica. São produtos que deixam o termostato, as lâmpadas ou seus veículos mais inteligentes.

No mundo corporativo

De acordo com Hudson, outras grandes empresas estão apostando nesses mesmos mecanismos para melhorar a produtividade no campo industrial. A esses esforços tem se dado o nome de Industrial Internet of Things, ou Indústria 4.0.

“Com esse novo conceito, máquinas e equipamentos que compõem o chão de fábrica terão capacidade de comunicação entre si. Essa comunicação M2M (Machine to Machine) vai possibilitar a redução de mão obra, economia de energia, ganhos de produtividade e outros incontáveis benefícios, conforme o arranjo de cada planta”, fala o CEO.

Para se ter uma ideia do tamanho dessa revolução, consultorias especializadas citam um mercado de US$ 1,9 trilhões até 2019, chegando a US$ 14,2 trilhões em 2030. “Aqui no Brasil, as iniciativas ainda são poucas nesse sentido, mas, é importante que empresários e demais líderes fiquem atentos às oportunidades que esse conceito pode agregar às companhias, tais como inovação para fomentar novas receitas, maior dinamismo na utilização de ativos, ampliação significativa de eficiência na cadeia de abastecimento e logística, aprimoramento da produtividade dos funcionários e a viabilização de experiências mais avançadas a clientes em praticamente todos os segmentos, entre outros”, aponta Hudson.

Internet das coisas na Segurança do Trabalho

Além de melhorar a segurança patrimonial e potencializar o uso de vários objetos do dia-a-dia facilitando nossas experiências, a Tecnologia das coisas pode ser utilizada para garantir a segurança ou prevenir acidentes nos ambientes de trabalho.

No Brasil, a CH Tecnologia comercializa e customiza uma solução chamada de Beacon, que pode monitorar em tempo real os funcionários em ambientes fechados e abertos, sabendo exatamente em qual área da empresa eles estão, além de registrar dados importantes, como: nome, informações de contato, tipo sanguíneo etc.

Para entender melhor, o Beacon é um dispositivo de baixíssimo consumo de energia que usa transmissão via Bluetooth para enviar ou receber informações a antenas de um perímetro, conectadas a uma central inteligente de processamento capaz de produzir os mais diferentes gráficos analíticos.

“Essa solução pode ser muito útil para negócios em áreas de risco, como uma mineradora. Minas são ambientes onde todo o cuidado é necessário, pois uma instabilidade mínima pode causar grandes acidentes e muitas vidas podem ser perdidas. Mas, usando a tecnologia, uma equipe de mineradores pode ter o conforto de se sentir mais protegida”, garante o Hudson Carvalho.

O dispositivo funciona de forma tão completa que o próprio funcionário pode receber mensagens SMS em seu celular com alertas de documentação vencida, de evasão em caso de acidentes, ou um aviso instantâneo de que está tentando entrar em uma zona não autorizada.

“A tecnologia pode e deve ser usada ao nosso favor. Não só para melhorar desempenho e eficiência no trabalho, mas, também para salvar e preservar vidas”, conclui o empresário.