O Brasil perdeu espaço na indústria de alta tecnologia. Participação do setor industrial no PIB recuou cedo demais quando comparada ao que ocorreu nos países desenvolvidos. Foto: Alberto Coutinho/GOVBA
Participação do setor industrial no PIB recuou cedo demais quando comparada ao que ocorreu nos países desenvolvidos. Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

Luiz Roberto Serrano I TV USP

A indústria brasileira atingiu, em 2018, seu menor patamar de participação no Produto Interno Bruto – o PIB. Apenas 11,3%. O pico dessa participação se deu em 1986, 27,3%. No mundo inteiro, a indústria diminuiu sua participação nas economias nacionais, abrindo espaço para o setor de serviços. Mas, aqui no Brasil, depois de um longo esforço que começou em meados do século passado, a indústria recuou cedo demais. Os setores mais prejudicados foram justamente os de alta tecnologia, os que apontam para o futuro.

Na série Desafios, da TV USP, o economista Paulo Morceiro analisa essa questão. Morceiro é doutor em Economia pela USP, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e graduado na Unesp, com experiência de dez anos na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. É dele a tese de doutorado A indústria brasileira no limiar do século XXI: uma análise da sua evolução estrutural, comercial e tecnológica, defendida em 2018 na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP.

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