Segmento de análises clínicas vive momento de disrupção com avanços das tecnologias. Foto: Pixabay
Segmento de análises clínicas vive momento de disrupção com avanços das tecnologias. Foto: Pixabay

Carlos Teixeira
Radar do Futuro

O segmento de laboratórios de análises clínicas coloca os dois pés no futuro. Sinais de que as disrupturas se consolidam são identificadas com a expansão dos negócios do Hilab, um laboratório com sede em Curitiba, Paraná, que oferece serviços de exames laboratoriais remotos 24 horas para farmácias, clínicas e consultórios médicos e outros estabelecimentos de saúde em todo o Brasil.

Os países desenvolvidos já utilizam essas novas tecnologias. É um processo irreversível, mas em todos os casos existem normas para que possam ser disponibilizadas com segurança e, principalmente, com a mesma qualidade que ocorre atualmente em Laboratórios de Análises Clínicas. Nos EUA, por exemplo, a Associação Americana de Química Clínica, que cuida dos laboratórios de Análises Clínicas, oferece uma certificação para profissionais da área da saúde que pretenderem trabalhar com essa metodologia, o que, provavelmente, será obrigatório.

Testes de gravidez, glicemia, dengue, hepatite, HIV, sífilis, zika, toxoplasmose, entre outros, num total de 22 exames, podem ser feitos com um aparelhinho disponível na farmácia, por custo reduzido e resultado liberado em 15 minutos. O Hilab, lançado comercialmente em 2018 e desenvolvido pela healthtech curitibana Hi Technologies, possibilita que, com apenas algumas gotas de sangue da ponta do dedo, sejam realizados exames laboratoriais utilizando as metodologias de Imunocromatografia e Colorimetria. E graças às tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (I.A) e a parceria com a Microsoft e Intel, o Hilab consegue fazer exames em poucos minutos, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Concorrência

O segmento de análises clínicas migra para novos modelos de negócios. Os especialistas imaginam um cenário de laboratórios cada vez mais profissionalizados, buscando novos conteúdos e principalmente, na área de gestão e na área de administração. Buscando alternativas para que se tenha mais ganho econômico, crescimento, rentabilidade e eficiência. O Brasil tende a seguir modelos semelhantes ao mercado norte-americano.

A tendência de os vencedores levarem tudo deixará sua marca no segmento, que deve observar ainda consolidações de grupos grandes que reuniram vários laboratórios que compraram laboratórios, se unindo a outros grupos de laboratórios e também se unindo as vezes a algumas fontes pagadoras. Hoje, nos Estados Unidos, dois grandes grupos prevalecem. No Brasil, grandes grupos também vão dominar.

Os mais de 20 mil laboratórios no Brasil vão continuar existindo, sob novas condições e formas de atuação para atender sistemas municipais, o sistema de saúde publica, o sistema particular. Eles são necessários para a atuação local. Na visão de especialistas, vai existir um grande número de laboratórios onde os consolidados vão atuar mais nas grandes capitais, principalmente formando grandes redes e gerando cada vez mais escala, que eles precisam para sobreviver.

Mas as unidades independentes terão de lançar novos modelos de negócio para assegurar crescimento e sobrevivência. Empresários do mercado compreendem, hoje, que o laboratório não precisa ser só de analises clinicas. Ele pode incorporar outros serviços, como o de vacinas, área de imagem, eletro e qualquer outro teste. São empresas que deixam de se definir exclusivamente como laboratórios para incorporar novos conceitos em serviços de saúde. O paciente passará a encontrar um centro de saúde, onde possa fazer exame de laboratório e já ter a possibilidade de fazer exames de imagem e sua prevenção completa.

 

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