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A tecnologia vai contribuir para a eliminação das atividades burocráticas da gestão de pessoas

Rob May
HR Examiner

“Inteligência Artificial” é um termo que é quase tão mal entendido quanto “Recursos Humanos”. RH e IA foram ambos prometidos como ativos estratégicos que vão mudar o futuro do trabalho, mas a realidade dessas promessas parece nunca chegar. Ao longo dos próximos três a dez anos isso pode finalmente mudar.

Enquanto o RH sempre se viu como o meio pelo qual uma organização maximiza o valor de seu ativo mais importante, seu pessoal, muitos funcionários reais vêem o RH como “a unidade de triagem para as práticas ruins da força de trabalho”. Um colega de trabalho está causando um problema, ou há um problema com seus benefícios no emprego… é assunto do RH. Funções estratégicas nunca parecem entrar na equação de RH.

A inteligência artificial – mais especificamente uma combinação de aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural – amadureceu ao ponto que é praticamente útil em um ambiente de trabalho. Quem já pediu em voz alta para Siri, Alexa, Cortana, ou Google para pesquisar na internet, agendar um compromisso, ou encomendar um livro – e teve seu dispositivo inteligente cumprindo corretamente a ordem – entende o que esta tecnologia é capaz de fazer.

Simplificando, os softwares modernos de IA podem entender a linguagem escrita e falada melhor do que nunca, e a IA pode usar esse entendimento para agir. Nos próximos três a cinco anos, esta tecnologia será aplicada a uma série de funções administrativas comuns e repetitivas, muitas das quais normalmente são abordadas pelo RH.

Como exemplo, o megacomputador Watson da IBM foi capaz ingerir e analisar toda a Wikipedia e usá-la para responder as perguntas do programa Jeopardy! (um programa americano de conhecimentos gerais), o mesmo princípio poderia ser usado para analisar a totalidade de suas apólices de seguro de funcionários para responder perguntas comuns durante o seu período anual de inscrição. Da mesma forma, manuais de funcionários e guias de treinamento podem ser transformados em documentos de auto-atualização de perguntas frequentes com pouca ou nenhuma supervisão humana direta.

Automatizar essas tediosas tarefas liberará o RH para finalmente começar a cumprir seu papel como consultor estratégico da organização. Os aspectos burocráticos do RH irão seguir o caminho dos digitadores e operadores de painel (ironicamente, o RH terá de ser mais estratégico sobre quem contrata para funções de RH).  Isso, no entanto, é apenas o começo do potencial papel da Inteligência Artificial em Recursos Humanos.

Nos próximos 10 anos, a inteligência artificial criará a capacidade analítica que permitirá ao RH se tornar um aspecto verdadeiramente dirigido por métricas na empresa. O e-mail tem estado em uso comum há 20 anos, mensagens instantâneas e mídias sociais há 10, e plataformas de bate-papo como Slack acabaram de se tornarem convencionais – e todas elas são tesouros de comunicações de funcionários não estruturadas. A IA irá eventualmente ler e analisar esses silos de informação para determinar proativamente quais perguntas comuns precisam ser respondidas, as queixas comuns que precisam ser tratadas e as tarefas comuns que precisam de um novo funcionário em tempo integral para supervisionar.

A análise de sentimentos que a IA vai proporcional vai ainda mais longe, oferecendo ao RH um “painel emocional” para sua organização. A equipe de recursos humanos irá detectar o esgotamento de funcionários a partir de com pistas comuns e intervir antes que se torne problemático. Heróis anônimos que pastoreiam projetos e processos sem reconhecimento serão detectados por algoritmos e destinados à promoção. O verdadeiro estado de satisfação dos funcionários, e os gatilhos de comunicação de gerenciamento que realmente afetam o moral, serão qualitativamente avaliados para criar insights acionáveis.

A Inteligência Artificial está à beira de transformar todas as comunicações dos funcionários em dados e todos os padrões de comunicação em processos automatizados. Os bots responderão a perguntas comuns, completarão formulários comuns e libertarão o RH do trabalho administrativo. Liberados do limbo de cadastros de seguros e fiscalização de revisões anuais, o departamento de RH terá o tempo para aconselhar estrategicamente a organização. Habilitado com ferramentas de Inteligência Artificial, o RH será capaz de usar o tempo ganho para ajustar o desempenho dos seres humanos reais sob o sua tutela, e conduzir as empresas a novos patamares de produtividade e satisfação dos funcionários.

Autor: Rob May, co-fundador da Talla, que desenvolve assistentes inteligentes para que trabalhadores do conhecimento consigam realizar melhor seus trabalhos.

Tradução do site www.recursosehumanos.com.br

 

 

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