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Futuro do varejo de alimentos: por que as vendas vão crescer na internet?

Aceleração das inovações tecnológicas e mudanças do consumidor vão garantir as vendas de produtos alimentícios pela internet. Foto por John Lambeth em <a href="https://www.pexels.com/photo/assorted-vegetable-store-displays-2252584/" rel="nofollow" srcset=
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” width=”1880″ height=”1253″> Aceleração das inovações tecnológicas e mudanças do consumidor vão garantir aumento das vendas de produtos alimentícios pela internet. Foto por John Lambeth em Pexels.com

Carlos Teixeira
Radar do Futuro

“Nos próximos dois a cinco anos, tendemos a observar um aumento ainda maior das vendas online, principalmente de categorias de produtos até então com pouca participação no e-commerce, como é o caso dos alimentos”. A avaliação é do editor do site Infovarejo, Gabriel Junqueira, para quem o comércio eletrônico entra, atualmente, em um processo de ciclo virtuoso. O cenário deve receber a atenção dos varejistas que ainda não acordaram para a aceleração do ritmo de mudanças aceleradas sob o impulso de tecnologias e novos hábitos de consumo.

De fato, o avanço inovador das ferramentas facilita a experiência do usuário, que se acostuma cada vez mais com o formato de compras online. Uma coisa puxa a outra. Para Gabriel Junqueira, há atualmente uma combinação de duas forças. “A primeira é a mudança de comportamento do consumidor, que está mais familiar com as compras na internet, principalmente via smartphone, o m-commerce como chamamos” avalia. É possível levar em conta, por exemplo, que o jovem de cerca de 25 anos, sai das universidades e inicia uma nova vida sem ter praticamente tido contato com hipermercados, onde seus avós e pais faziam estoque para o mês.

A segunda força que influencia diretamente o crescimento das vendas online de alimentos são, na avaliação do especialista, os avanços tecnológicos. Desde a melhoria das bandas de acesso à internet, até a evolução dos sites e aplicativos, que facilitaram essa jornada de compra. Como resultado da mudança de comportamento e da evolução das ferramentas, as vendas online de alimentos têm crescido fortemente.

“Vale a pena pontuar que as vendas online de alimentos foram o segmento do varejo que mais cresceu, em termos percentuais, nos últimos anos”, assinala Gabriel Junqueira. A computação em nuvem, as redes de dados móveis e o desenvolvimento de equipamentos móveis com muita tecnologia embarcada, verdadeiros computadores móveis, foram as tecnologias que proporcionaram o grande impulso para todo esse ecossistema de comércio eletrônico.

Adaptações necessárias

Para o especialista, tão importante quanto a tecnologia é a mudança de comportamento dos consumidores. Nos últimos anos, foi a geração Y, também chamada de Millennials, que influenciou diretamente a adoção do novo formato de venda. Agora estamos observando a geração Z chegar ao mercado consumidor, e essa transformação será cada vez mais veloz.

Em um momento em que fornecedores de recursos tecnológicos questionam se os empresários médios têm maturidade suficiente para compreender o papel das informações na formação de estratégias de negócios e se a questão dos dados fica restrito aos grandes grupos empresariais, Gabriel Junqueira reafirma a importância dos dados, considerados o “novo petróleo. Segundo ele, de fato, ainda está distante a utilização de informações em escala pelas pequenas e médias empresas. “O que vemos é o desenvolvimento de soluções especialistas que utilizam dados para realizar sua entrega de valor, normalmente embarcada em soluções maiores.”

Na prática, o uso estratégico de dados ainda está restrito aos grandes grupos empresariais, principalmente por uma questão de investimento e cultura. Por outro lado, não está distante a hora que essas soluções baseadas em dados serão democratizadas e acessíveis ao pequeno e médio empresário. A aplicação de novas tecnologias depende diretamente do segmento de varejo e o que faz mais sentido no seu contexto.

Cenários

Uma visão sobre o segmento de supermercados, por exemplo, aponta para perspectiva de que, em 2022 teremos cada vez mais ofertas personalizadas e diferentes por cliente, inclusive com o uso de cadastrado em seu clube de descontos. Comerciantes e consumidores verão, também, mais soluções de pagamentos rápidos, como o autoatendimento.

Para Gabriel Junqueira, já em 2025 o comércio eletrônico de supermercados estará mais maduro, com aplicativos mobile de simples e fácil utilização, com opção de comprar online e buscar na loja o pedido separado, lojas que fazem entregas periódicas de produtos de reposição para sua casa – que de alguma forma esteja integrada a alguma automação na sua casa, para que ela saiba quais produtos entregar.

Todas essas tecnologias já existem e funcionam no exterior. A adoção de tecnologia passa não apenas por questões técnicas, mas pelas preferências e comportamentos do consumidor, que ditam as regras do jogo. “Por isso, fica uma grande lição. A tecnologia é ferramenta, é meio, não é fim. O fim é o consumidor. Por isso, as empresas que tem uma visão clara do seu cliente, os entenda e satisfaça seus desejos e necessidades, serão as vencedores nessa próxima década de 2020”, garante o empresário.


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