Atividade que demanda relacionamento humano, a terapia ocupacional não sofrerá impactos substanciais das mudanças do mercado de trabalho.
Atividade que demanda relacionamento humano, a terapia ocupacional não sofrerá impactos substanciais das mudanças do mercado de trabalho.
Radar do Futuro Profissão que estuda e emprega programas de trabalho e lazer no tratamento de distúrbios físicos ou mentais e de desajustes emocionais e sociais, a terapia ocupacional tem baixa probabilidade de perder relevância no ambiente de automação e de robotização dos próximos anos. Especialistas da área, tanto os bachareis quanto técnicos, se beneficiam particularmente da elevada importância atribuída à interação humana da atividade. Pelo menos no Brasil, os maiores riscos do futuro da profissão estão associados aos empregadores. Mais exatamente, à tendência de redução dos investimentos em saúde pública, o que pode ampliar os seus efeitos sobre o setor privado, incluindo hospitais e planos de saúde. Em 2016, instituições governamentais respondiam por cerca de 38,4% dos empregos gerados para a categoria, seguidas por associações de defesa dos direitos sociais e hospitais, segundo dados do site DataVivo.info, com base em informações da Relação Anual de Informações Sociais de 2016.
Desconsideradas questões conjunturais adversas,  a oferta de empregos para terapeutas ocupacionais tende a ocorrer, até meados da próxima década, de forma mais acelerada do que a média de outras ocupações. Inclusive da área de saúde. A profissão ganha relevância crescente com a demanda por tratamentos para pessoas com várias doenças e deficiências, como a doença de Alzheimer, a paralisia cerebral, o autismo ou a perda de um membro. A necessidade dos serviços dos terapeutas ocupacionais deve aumentar à medida em que a gerações nascidas antes das décadas de 1960 e 1970 começam a viver o processo de longevidade estendida. Como fenômeno global, as pessoas permanecerão ativas por mais tempo na vida, demandando apoio de especialistas.

Apoio a mudanças demográficas

Os terapeutas ocupacionais podem ajudar os idosos a manter sua independência, recomendando modificações e estratégias caseiras que facilitem as atividades diárias. Eles também desempenham um papel no tratamento de muitas condições e doenças comumente associadas ao envelhecimento, como artrite e acidente vascular cerebral. Terapeutas ocupacionais também serão necessários em uma variedade de serviços de saúde para tratar pacientes com condições crônicas, como diabetes. Os pacientes continuarão a procurar tratamento ambulatorial não invasivo para incapacidades e doenças de longo prazo, seja em suas casas ou em ambientes de cuidados residenciais. A demanda por serviços de terapia ocupacional também será proveniente de pacientes com transtorno do espectro do autismo. Os terapeutas continuarão a ser necessários nas escolas para ajudar as crianças a melhorar suas habilidades sociais e realizar uma variedade de tarefas diárias.

Perspectivas de emprego

Oportunidades de trabalho devem ser boas para terapeutas ocupacionais, particularmente em hospitais especializados, centros de reabilitação e de recuperações ortopédicas, onde idosos recebem tratamento por exemplo. Terapeutas ocupacionais com conhecimento em áreas específicas de tratamento também terão melhores perspectivas de emprego.
O mercado brasileiro carece de terapeutas ocupacionais em todas as regiões do País.

Tendências por segmento de atuação

Educação

Acompanhamento do desenvolvimento de crianças com problemas psicomotores ou de aprendizagem. Promoção da inclusão de crianças com deficiência nas escolas de ensino regular. Tendência: demanda estável, mas com redução de longo prazo, pela redução do número de crianças nas escolas e avanços da medicina preventiva.

Gerontologia

Atuação na reabilitação e na reintegração social de idosos. Tendência: demanda crescente como decorrência do processo de envelhecimento da população. E mesmo com a evolução de tratamentos de doenças da velhice.

Reabilitação funcional e profissional

Promoção do restabelecimento de vítimas de acidentes ou de doenças do trabalho e prestação de assistência a portadores de deficiência física. Promoção também da saúde do trabalhador por meio de ações de prevenção das doenças ocupacionais. Tendência: Aumento dos casos de estresse de trabalhadores por conta do aumento da competição e do maior precariedade das relações de trabalho.

Raio X: visão geral

PONTOS FORTES PONTOS FRACOS
Atividade caracterizada pelo relacionamento humano Requer decisões específicas para demandas pessoais Áreas de sombra com atividades de outras áreas como: Enfermagem Fisioterapia Terapeutas recreativos Fonoaudiólogos Assistência social
OPORTUNIDADES AMEAÇAS
Envelhecimento da população Busca por qualidade de vida Baixo número de profissionais Concorrência crescente de profissionais similares Novos tratamentos

Impacto das tecnologias

TECNOLOGIA COMO IMPACTA
Internet das coisas Desenvolvimento de novos equipamentos utilizados no tratamento para monitoramento de pacientes Programação de tratamentos a distância Acompanhamento de tratamento
Realidade virtual Realidade aumentada Apoio ao tratamento – recuperação de traumas etc Treinamento de pessoal de apoio
Nanotecnologia Biotecnologia Desenvolvimento de remédios para alzeimer, parkinson
Robótica aplicacao de uso de exoesqueletos

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