Os números não negam: há grandes desafios a serem enfrentados pela indústria e debatidos neste dia 25 de maio, data reservada a ela. Mas os dados também apontam: há saída, e uma delas pode estar justamente na tecnologia.

Os recursos tecnológicos estão cada vez mais avançados e atrelados à produtividade, ao desenvolvimento e à redução de custos das indústrias. Presentes no segmento desde que ocorreram as revoluções industriais, eles são, segundo especialistas, essenciais. “Em um cenário econômico desfavorável, se torna ainda mais importante a utilização da tecnologia para a redução dos custos de produção, bem como para o ganho de competitividade”, pontua Ricardo Aloysio Silva, gerente de tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Minas Gerais (Senai-MG).

Pablo Roberto Julião, professor do curso de Engenharia de Produção do Ibmec/MG, concorda e afirma que a atual situação do país é ideal para o planejamento a médio e a longo prazos. Segundo ele, o momento de crise é oportuno para investimentos, principalmente, em tecnologias que privilegiem a eficiência operacional e econômica.

“As empresas estão mais dispostas a negociar e a se reinventar. As tecnologias possibilitam atingir metas operacionais, financeiras e de qualidade. Permitem compartilhar sinergias, abrir novos mercados e modelos de negócios”, ressalta Julião.

“Independentemente do cenário econômico do país, o desenvolvimento tecnológico deve ser sempre um alvo dos gestores”, acrescenta Euzébio de Souza, professor de engenharia do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH).

Destaque. De acordo com Souza, entre as diversas tecnologias que atendem aos variados perfis industriais, há as que se destacam. “A tecnologia ligada aos drones tem ganhado espaço e deve permanecer dessa forma”, pontua.

“O mercado da Internet of Things (IOT), também conhecido como ‘Internet das Coisas’, está com boas previsões de crescimento para os próximos anos. Veremos diversos equipamentos sendo conectados à internet; diversas atividades rotineiras sendo realizadas de forma automática. Veremos, ao longo dos próximos anos, uma tendência para que tudo se torne inteligente e robotizado”, complementa Julião.

Pesquisa. Segundo uma pesquisa divulgada no The Boston Consulting Group, até 2025 os robôs devem aumentar a produtividade de muitas indústrias. “Inicialmente, os robôs foram utilizados principalmente para tarefas sujas, maçantes, repetitivas ou perigosas, que não exigiam alta precisão. Os robôs modernos, pelo contrário, vêm sendo utilizados em uma nova gama de aplicações de alta precisão”, ressalta Julião.

Entre os destaques dessas inovações estão, principalmente, os robôs colaborativos. “Os robôs colaborativos contam com sensores que detectam a posição do trabalhador em relação ao equipamento. Dessa forma, não existem acidentes ou riscos”, afirma Souza.

“As tendências tecnológicas para os próximos anos variam muito entre os setores industriais, mas uma que encaramos como geral é a ‘Indústria 4.0’ ou Manufatura Avançada, que nasceu na Alemanha, por volta de 2011, e consiste em englobar as principais inovações”, afirma o gerente de tecnologia do Senai-MG.

“Nossa indústria tem condições de competir no nível das de primeiro mundo, mas carece de mais investimentos, pesquisas e qualificação de mão de obra”, ressalta Anita Dedding, secretária-executiva do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos (IPDMAQ).

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