Conversas sobre o futuro: impactos da internet 5G e mais insights

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“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”.

Ariano Suassuna – Escritor

Como as redes 5G impactam o nosso futuro

Vale prestar atenção à combinação do número “5” com a letra “G”. A quinta geração da internet desembarca no mercado brasileiro. Sinaliza uma nova fase das transformações iniciadas com a informatização dos anos 1990.

Imagine que você queira abrir um filme. Basta clicar em um link e, imediatamente, ele começa a ser apresentado no seu celular ou em sua televisão inteligente. Ou pense em uma conversa pessoal com alguém do outro lado do mundo, sem interrupções.

Velocidade e instantaneidade são duas características centrais das redes 5G da internet, que começaram a ser instaladas em capitais brasileiras no final de julho. Nos próximos meses, a quinta geração será o padrão do mercado, capaz de gerar ofertas de produtos inovadores e novos hábitos de consumo.

Por que importa

De imediato, seremos todos alvos de campanhas para a migração dos planos com as operadoras de telefonia. E as redes sociais serão inundadas por ofertas de novos aparelhos, compatíveis com a conectividade de primeiro mundo. Mas as mudanças de médio a longo prazo serão mais importantes, pois tendem a afetar as rotinas pessoais de convivência, de trabalho e de consumo.

Com as redes 5G, as tecnologias alcançam “condições ideais de temperatura e pressão”, por assim dizer, para o desenvolvimento de projetos inovadores, que impactarão o futuro. Faltava apenas a altíssima velocidade de comunicação de dados para completar a infraestrutura, que inclui poder de processamento e de armazenamento de informações.

Projetos de inteligência artificial e de internet das coisas serão apressados, com a viabilização dos carros sem motorista, de cidades e casas inteligentes, de automação e de robotização.

Em resumo, as redes 5G abrem um novo capítulo da revolução digital.


Jovens também sonham com estabilidade

Um número surpreendentemente alto de jovens brasileiros pretende ingressar nas Forças Armadas ou na Polícia Militar. O sonho de uma carreira dentro de quarteis foi identificado por uma pesquisa da Universidade de Oxford (Inglaterra), em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, da USP (Universidade de São Paulo), e as universidades federais de São Carlos (UFSCar), Minas Gerais (UFMG) e Pernambuco (UFPE).

O estudo, divulgado pela BBC News Brasil, revela que 43,9% dos brasileiros entre 16 e 26 anos pensam em seguir uma carreira militar. As Forças Armadas são as que mais atraem interessados: 47,5%.

Raul Seixas, cantor e compositor do mundo alternativo dos anos 1970, dizia que o exército é o único lugar onde se trabalha sem vocação. A estatística confirma a provocação do astro baiana. Segundo o estudo a principal razão da escolha pelos jovens, em sua maioria de baixa renda, é exatamente a possibilidade de encontrar alguma estabilidade de trabalho no futuro.

Por que importa

Os dados mostram como as análises sobre perfis das gerações x, y, z, do milênio e etc são distantes da realidade da maioria da população. Os mais de 90% de brasileiros de baixa renda vão definir o ambiente da sociedade do futuro.

Ouvida pela BBC News Brasil, a antropóloga Andreza de Souza Santos, professora da Universidade de Oxford, aponta três fatores para o grande interesse dos jovens nas carreiras militares: desejo de estabilidade, desilusão generalizada com o mercado de trabalho e o elevado pragmatismo da nova geração, que elenca alimentação e salário como prioridades em vez de “felicidade e realização pessoal”.


Mundo ESG: marketing da sustentabilidade

A pressão das mudanças climáticas não é levada a sério. Há muito marketing e pouca ação“, denuncia o agrônomo Leontino Balbo que, na década de 1980, foi chamado de maluco pelos vizinhos quando anunciou que não usaria defensivos químicos ou queimaria a cana na produção da Usina São Francisco, em Sertãozinho (SP). Agora, ele e seus negócios são referência global em sustentabilidade.

“A gente precisa parar de fingir. O greenwashing [lavagem verde] está institucionalizado, no Brasil e no mundo, dentro de empresas e governos”, afirma “É decepcionante o comportamento em relação a produtos sustentáveis.” (Fonte: Yahoo!)


Insights

Modernidade gasosa

O Jornal Nacional e outras unidades da Rede Globo mostram um apartamento de 10m2 que custa R$ 250 mil, no centro de São Paulo. O lugar tem um banheiro de vidro entre a cozinha e uma sala/quarto/escritório. Assustadora é a naturalidade da mídia ao associar o empreendimento ao conceito de modernidade. Como se fosse normal morar em ambientes mínimos, vendidos por alto valor.

Política sem brigas

Ao invés de aprender a dialogar, escondemos os problemas debaixo do tapete. Dados levantados pelo Datafolha mostram que 53% dos eleitores mudaram a postura nas redes sociais para evitar atritos com amigos e familiares. Este é o percentual de entrevistados que relataram ter passado por algum tipo de problema relacionado a política em aplicativos de mensagens.

Indicadores

Oportunidade solar: Políticos e empresários do Nordeste desenvolvem projetos para que a energia renovável seja responsável pela geração de 2 milhões de novos empregos na região até 2030.

Brasil Campeão do Delivery: Segundo um relatório do Euromonitor, empresa de pesquisa de mercado global, em parceria com a Adyen, plataforma de pagamento, pedidos de comida feitos por Whatsapp, internet ou telefone são, hoje, um terço da receita dos bares e restaurantes brasileiros, colocando o Brasil em primeiro lugar do ranking dos países com maior participação do delivery nas vendas totais dos estabelecimentos. O levantamento analisou o setor em 62 países. (Valor)

Brasil da Obesidade: O Brasil caminha a passos largos para chegar a 2030 com 30% de sua população adulta obesa. Isto sem falar as crianças. A previsão faz parte do Atlas Mundial da Obesidade 2022 e, caso se confirme, levará o país ao quarto lugar no ranking mundial da obesidade. (Poder360) (Meio)

Balenciaga: 10 itens estranhos da grife de luxo
Estética destruída

Moda Lixo: Tudo é possível quando a aposta é na ausência de senso crítico. Quem comprova é a marca Balenciaga, com o lançamento de uma coleção de tênis rasgados e com aparência de sujo. Cada par sai por cerca de R$ 10 mil. O lançamento acabou virando piada nas redes sociais. Os novos calçados seguem a estética chamada de “destroyed” (destruída) e trazem consigo reflexões sobre o luxo em um cenário de guerra e de pobreza.


Tendências

Integração de negócios

O grupo J&F, controlador da rede de alimentos JBS, comprou a plataforma de informação em tempo real Bom Dia Mercado (BDM). Criada pela jornalista Rosa Riscala há 18 anos, o serviço conta com oito jornalistas e quatro funcionários, que serão mantidos em suas funções. O J&F, dono do Banco Original e da plataforma PicPay, está expandindo sua atuação no setor financeiro.

Big Techs

Google: evolução dos sistemas de busca

A Google investe fortemente no recurso ‘Multisearch’, vinculado ao Google Lens. A novidade permite encontrar itens através de imagens. Na prática, o recurso permite que o usuário buscar coisas que ele não sabe descrever. Com uma imagem, o buscador identifica um item desejado. O ‘‘Multisearch’ verifica milhões de imagens e comentários postados em páginas da web e da comunidade de colaboradores do Maps para encontrar resultados, por exemplo, sobre pontos próximos que oferecem um determinado prato.

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