Interessados em sobrevivência devem expandir a visão sobre o mercado

Carlos Plácido Teixeira
Editor Radar do Futuro 

Para quem pretende se manter vivo no mercado, será essencial ampliar a capacidade de análise sobre indicadores do mercado, com previsões de movimentos de todos os atores, dos concorrentes aos consumidores, passando pelos influenciadores atuantes na internet. Prever, ou melhor, antecipar tendências será o mantra a ser perseguido pelos empresários e seus gestores.

A sociedade, de forma geral, deve encarar o fato de que, nos próximos dez anos, o atual comportamento da economia continuará sendo enquadrado como o “novo normal”. Não espere por mudanças substantivas na gestão da economia, em indicadores de crescimento econômico e nas perspectivas de aumento de preços. A inflação continuará alta, o PIB será entre negativo e medíocre e o desemprego permanecerá elevado. Quanto ao cenário político, poucas chances de mudanças. Continuar reclamando até poderá ser uma alternativa para empresários e trabalhadores. 

Mais que nunca, no cenário do “novo normal”, quem tem a informação, tem as melhores armas para avançar no mercado. Nesse aspecto, é essencial entender que os modelos tradicionais de pesquisa perdem espaço diante das possibilidades oferecidas pelas tecnologias. A segmentação baseada em coleta de dados sobre sexo, faixa etária, nível de renda, posse de bens, como carros e geladeiras, e local de moradia, por exemplo, deixam de ser suficientes para classificar, prever as reações e delimitar a linguagem de comunicação aplicada aos clientes. O mundo digital moldou um mercado altamente dinâmico e imprevisível.

As projeções do mercado apostam na expansão de sistemas de análise do “big data” – os “Big Data Analytics”. O grande armazém de conhecimentos armazenados nas nuvens da internet como elemento determinante para a gestão empresarial no futuro. A informação e o conhecimento, nas mãos de consumidores cada vez mais conectados em todas as cadeias de produção, influenciado e sendo influenciados pelas mídias sociais, assumem de fato, mais do que em qualquer outra época, o motor de uma sociedade de. Prever tendências do mercado é cada vez mais essencial, assim como o uso de ferramentas que acessam o “big data”.  

Indicadores

Imagine duas redes de lojas de roupas. Uma detém uma ferramenta eletrônica de alta capacidade de armazenamento e processamento de dados, capaz de reunir informações do mercado, índices macroeconômicos que interessam ao setor, manifestações dos consumidores em redes sociais, dados de CRM, entre outros dados. A solução de alta tecnologia trabalha, ainda, com algoritmos estatísticos, técnicas de aprendizagem de máquina (machine learning) e análise de sentimentos (sentiment analysis) para mostrar ao gestor o que está ocorrendo no mercado, em tempo real, além das tendências de mercado no futuro.

A outra rede lida com informações baseadas em pesquisas de campo. E análises econômicas tradicionais, com a aquisição de relatórios setoriais e monitoramento baseado no clipping de jornais. É fácil imaginar a diferença de resultados. E prever como serão os balanços dos próximos anos.

Uma loja de roupas, por exemplo, pode implementar soluções que capturem dados a partir do leitor óptico dos caixas, bem como de câmeras instaladas no estabelecimento para posterior tratamento por meio de softwares, que vão misturar esses indicativos com dados obtidos no monitoramento de mídias sociais. A organização será capazde revelar que ações provocam mudanças no comportamento do cliente, quais modificações no ponto de vendas atrairiam maior fluxo de público. E até o que deve ser observado no desenvolvimento de promoções ou lançamentos.

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