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Transformações do trabalho foram aceleradas e aprofundadas

Novo estudo do Banco Mundial, com foco na América Latina e no Caribe, reconhece que a pandemia impacta principalmente os trabalhadores informais e com baixos salários.

Mariana Ceratti
Banco Mundial Brasil

O Banco Mundial lançou um estudo mostrando como a Covid-19 está acelerando e aprofundando as transformações no mundo do trabalho, que já eram visíveis nas últimas décadas. O documento foca na América Latina e no Caribe. Antes da pandemia, a região já estava vivendo uma quarta revolução industrial, marcada pela rápida inovação tecnológica. E, também, pela desindustrialização prematura, que limitou o aumento do número de vagas na indústria manufatureira. A América Latina e o Caribe já vinham sofrendo com o fim da chamada década de ouro, de desenvolvimento acelerado e melhorias nos indicadores sociais, que ocorreram entre 2002 e 2013.

Com o distanciamento social causado pela Covid-19, a digitalização se tornou mais importante para apoiar as atividades econômicas. Mas ela também colocou milhares de empregos em risco na região da América Latina e do Caribe. Todos esses fenômenos impactaram principalmente os trabalhadores com baixos salários, sem educação formal e com empregos informais, que exigem contato direto com o público.

É urgente retomar o crescimento econômico e criar mais e melhores empregos, segundo o novo relatório do Banco Mundial. Para isso, o documento traz diversas recomendações. Uma delas é atualizar a legislação trabalhista a fim de incentivar o emprego e apoiar a formalização. Com mais empregos formais, será possível expandir a cobertura das políticas de proteção social.

Outra recomendação é investir em educação, saúde e nutrição, com o objetivo de melhorar o capital humano, ou seja, a capacidade produtiva dos trabalhadores. Diante das novas tecnologias de automação, a reciclagem dos profissionais da América Latina e do Caribe também será muito importante. Dessa forma, eles estarão prontos para assumir os postos de trabalho do futuro.

Finalmente, o estudo defende foco nas reformas políticas para aumentar a produtividade no setor de serviços. Ele já emprega 60% da força de trabalho da América Latina e Caribe e terá papel cada vez mais importante nos próximos anos.

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