Tendências na saúde: você vai ouvir vozes em seu consultório. E vai conversar com elas

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Confira as tendências na saúde. A pandemia mostrou que está na hora de assistentes virtuais mostrarem o seu valor. Agora, também, no ambiente de trabalho.

Carlos Plácido Teixeira
Jornalista I Radar do Futuro

A aceleração da maturidade das tecnologias (há quanto tempo você deixou de olhar para o seu computador ou celular com irritação porque ele travou?) vai impulsionar a introdução de novos recursos no ambiente de trabalho. Do ponto de vista das “eras tecnológicas, estamos na fase adulta dos sistemas inteligentes. No contexto, uma inovação, em especial, vai ganhar espaço mais em breve como companheira dos escritórios e consultórios: assistentes virtuais.

Sim, provavelmente você já sabe o que é isso, ainda mais nestes momentos pandêmicos. Pode não parecer, ninguém falou sobre isso, mas você está em fase de treinamento. Google Assistent, e Siri, da Apple, foram os aperitivos que nos ensinaram a conversar com os nossos smartphones, para pedir para abrir um aplicativo, fazer pesquisas, descobrir receitas e itinerários ou acionar vídeos.

O hábito da interação com “coisas que conversam”, por assim dizer, está sendo acelerado neste exato momento, com a expansão das vendas de caixas de som como a Alexa, da Amazon. Elas consolidam a naturalização do uso da tecnologia que ouve pessoas, que responde. E resolve, pacificamente, seja para apresentar uma informação ou para ligar o seu forno.

No futuro, bem próximo, não carregaremos o smartphone como hoje. Com os assistentes virtuais, não será necessário, pois basta dizer “oi, casa” ou “oi, carro”, “oi consultório” para ser prontamente atendido pela voz que você programou e que está em todos os cantos, ubiquamente. E as telas também estarão em todos os cantos. A comunicação de gente com “as coisas” será por voz.

Impactos

Vistos de um ponto de vista por assim dizer histórico, os assistentes virtuais de hoje parecem um recurso pouco útil, porém interessante. Quase um brinquedo a mais. Você provavelmente dirá que a Alexa é assim, meio burrinha, limitadinha, coitada. “Quando faço perguntas mais elaboradas, ela foge do assunto”, você diz (com razão). Mas há um conceito que está evoluindo e que vai dar muito mais utilidade para a sua caixa de som futuramente inteligente. Aprendizado de máquina, uma área da inteligência artificial.

Sim, com a evolução das tecnologias, seus aparelhos vão aprender o que interessa de verdade e começar a conversar com você. Pode ser para coisas simples. Como alguém que liga para o consultório enquanto você está atendendo. Prontamente, “consultório” atende e resolve o problema. Ou, então, providencia suprimento de algo como algodão ou matéria-prima para a sua impressora 3D está acabando, sem que você precise tomar conhecimento.

Foto: Rafael Juárez por Pixabay 

Tendências em saúde

Mercado de saúde: cinco tendências até 2025

  • Maior consciência sobre a importância da saúde comportamental
  • Aceitação generalizada da telemedicina
  • Adoção expandida de IA e aprendizado de máquina na área administrativa da saúde
  • Proliferação de centros de saúde e clínicas de varejo
  • Gerenciamento da saúde da “pessoa como um todo”

Cientistas descobrem novo método para tratar cáries dentárias

Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, iniciaram em 2018 o desenvolvimento de um produto capaz de curar as cáries dentárias sem a necessidade de realizar obturações.

Os resultados do produto finalmente foram anunciados e, segundo as pesquisas, ele é capaz de estimular de maneira natural o crescimento do esmalte dos dentes. O tratamento é baseado em peptídeos, que são cadeias curtas de aminoácidos, conectadas por ligações peptídicas, que não são longas o suficiente para serem consideradas proteínas completas. Olhar digital

Geração de idosos com dentes

A odontologia vai conviver com novas gerações para quem os cuidados com a saúde bucal, assim como a estética, são absolutamente naturais. É o resultado de uma história iniciada na década de 1970, quando as companhias de saneamento passaram a ser obrigadas a aplicar flúor nas águas consumidas pelas populações. Hoje, lembra uma matéria publicada no site da Época Negócios, o Brasil está convivendo com uma primeira geração de idosos capazes de sorrir com todos os dentes na boca. Além de mudanças de foco, com a adoção de estratégias de prevenção e ensino de cuidados.

Suécia: pesquisa registra complicações com implantes dentários

Mais de quatro em cada dez pacientes que receberam implantes dentários sofreram complicações em um período de nove anos, estes são os resultados de uma tese apresentada na Universidade de Gotemburgo. Na Suécia, mais de 30.000 pacientes recebem terapia restauradora suportada por implantes (tratamento com implantes dentários para substituir dentes perdidos) anualmente. Bons resultados de longo prazo foram relatados, mas diferentes tipos de complicações podem ocorrer.

Virdentopsia: autópsia dentária virtual e remota

Virdentopsia é o novo serviço oferecido pelo Laboratório de Identificação Pessoal e Odontologia Forense da Universidade de Torino, Itália. Será oferecido também como uma ferramenta pro bono para odontologia forense humanitária.
A autópsia dentária de restos mortais humanos não identificados envolve um ou mais odontologistas forenses que realizam a inspeção das mandíbulas e dos dentes e coletam todos os dados dentais disponíveis post mortem. Uma equipe forense da Universidade de Torino, Itália, está tentando tornar esse procedimento digital e remoto, desenvolvendo uma autópsia dentária digital sem toque chamada virdentopsia (nome registrado).

‘Acidente feliz’ pode render arma de imunidade contra bactérias resistentes a antibióticos

Artigo publicado na revista Science Translational Medicine, relata que pesquisadores da Johns Hopkins Medicine anunciaram um tratamento acidentalmente descoberto e potencialmente revolucionário – um que pode um dia fornecer uma solução alternativa baseada no sistema imunológico para o perigo de bactérias resistentes a infecções causadas por antibióticos. EurekAlert

Registros

Dançar com música pode interromper a maioria dos sintomas debilitantes da doença de Parkinson

Um novo estudo mostra que pacientes com doença de Parkinson (DP) leve a moderada podem retardar o progresso da doença participando de um treinamento de dança com música por uma hora e um quarto por semana. Ao longo de três anos, constatou-se que essa atividade reduziu problemas motores diários, como os relacionados ao equilíbrio e à fala, que muitas vezes levam ao isolamento social. EurekAlert

Em entrevista, especialista alerta sobre riscos de piercing na boca

O podcast Momento Odontologia desta semana recebeu a professora Mariana Minatel Braga Fraga da Faculdade de Odontologia (FO) da USP para falar sobre o uso de piercing na região da boca, como dentes, lábios e língua, e os possíveis prejuízos que eles podem causar para a região bucal, principalmente, se não receberem cuidado adequado. Por isso, em alguns países, como os Estados Unidos, o uso de piercing nesta região é contraindicado.

Hospitais não estão preparados adequadamente para a próxima pandemia

À medida que a pandemia COVID-19 diminui nos EUA, um novo estudo da Escola de Medicina da Universidade de Maryland (UMSOM) e do Centro Médico da Universidade de Maryland (UMMC) concluiu que os hospitais em todo o país podem não estar adequadamente preparados para a próxima pandemia. EurekAlert

Colômbia elimina restrições para turismo da saúde

A Colômbia está totalmente aberta para turistas médicos, sem testes ou quarentena . Isso se aplica a viajantes vacinados e não vacinados. A Colômbia se tornou um dos apenas seis países do mundo a reabrir totalmente para quase todos os turistas, exceto a Índia, sem testes ou quarentena . Isso se aplica a viajantes vacinados e não vacinados.

Inovação

Pesquisa questiona vantagens de cirurgias com robôs

Estudo da Universidade do Texas sugere que não há vantagens claras em cirurgias assistidas por robôs, que geralmente têm “custos extremos”. Após a revisão de 50 ensaios clínicos publicados em plataformas científicas, pesquisadores chegaram à conclusão de que não há vantagem clara em cirurgias operadas por robôs — na verdade, elas são mais caras, mais demoradas e não são mais seguras do que as convencionais.

A pesquisa afirma que apesar do conceito de robótica ser amplamente discutido e utilizado na medicina, inclusive para cirurgias assistidas, ele é, na verdade, um nome impróprio, já que ainda não há de fato a automação desses robôs. Os cientistas da Universidade do Texas explicam que os “robôs” usados atualmente em cirurgias ainda são plenamente controlados por cirurgiões.

Segundo dados de uma reportagem publicada pelo ZDNet, atualmente, cerca de 40% das cirurgias nos EUA são são feitas de forma invasiva (cirurgia aberta), 50% delas são por laparoscopia (menos invasivas, mas mais difíceis para o cirurgião) e entre 3% e 5% estão sendo feitas roboticamente.

O estudo na íntegra: Annals of Internal Medicine

Mais

IA reduz sobrecarga no sistema de saúde em cidades brasileiras

Plataforma de telemedicina usa chatbot para diagnosticar casos graves, moderados e leves da Covid-19. Mais 24 mil pacientes foram diagnósticos, segundo um estudo conduzido por grupos de pesquisadores do Instituto Laura Fressatto (Curitiba), da PUCPR, e da Fundação Getúlio Vargas (FGV EASP).


Tendências em saúde

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