As indústrias do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosmética vão incorporar novos perfis profissionais às equipes responsáveis na criação de novos produtos para o mercado de beleza. Os times de químicos, biólogos e farmacêuticos, serão ampliados com representantes das ciências exatas. Profissionais de tecnologia da informação e engenharia de materiais estarão convivendo com especialistas das biociências cada vez mais.

Exemplo do cenário de oportunidades do mercado, a L’Oréal, líder global em produtos de cuidados com a pele, mostrou, no início do ano, um pouco das possibilidades futuras vinculadas a tecnologias vestíveis. A multinacional da beleza desenvolveu um adesivo de monitoramento de raios ultravioleta. O emplastro colante, em forma de adesivo, com pouco mais de um centímetro de tamanho e espessura inferior à de um fio de cabelo, leva em conta o tom de pele de quem usa, contém corantes fotossensíveis, que mudanm de cor quando expostos aos raios UV. Usuários podem tirar fotos do adesivo e enviar para um aplicativo, que fornecerá análise aprofundada da situação. 

Matéria publicada pelo site Smithsonian.com destaca que o produto foi  desenvolvido pela unidade de inovação da indústria de beleza. Seguindo um modelo de incubadora tecnológica, a área trabalhou com a empresa de engenharia de produtos PHC e MC10, companhia que cria produtos eletrônicos elásticos para moniorar dados de saúde.

Mais inovações no campo dos produtos vestíveis estão a caminho. Na mesma lógica pioneira, pesquisadores das Universidades de Northwestem e de Illinois desenvolveram um adesivo para pele que monitora mudanças de temparatura na superfície da pele. Essas mudanças de temperatura podem indicar alterações na taxa de fluxo de sangue, que podem dar uma visão sobre os níveis de hidratação da pele. 

O adesivo é feita de 3.600 minúsculos cristais líquidos sobre um substrato elástico. Os cristais mudam de cor, acompanhando variações de temperatura, e um algoritmo traduz os dados. Embora desenvolvido com um olho para o monitoramento da saúde cardiovascular, pesquisadores acreditam que o recurso pode ser de interesse para a indústria da beleza. 

Setor de destaque no mercado global, a indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosmética atrai novos concorrentes, como o gigante Google. Em 2015, a empresa foi premiada pela patente de um “desodorante digital”. Um pequeno equipamento vestívelo, com sensor capaz de identificar odores e emitir spray quando os cheiros emitidos pelos usuários estiverem fora dos níveis aceitáveis.  O usuário também pode ser alertado para o seu mau cheiro através da mídia social, que pode oferecer rotas GPS alternativas para evitar o encontro inconveniente com amigos. 

Fontes:

Smithsonian.com

 

Fontes:

Smithsonian.com

 

Participe das conversas sobre o futuro. Deixe a sua opinião

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.