O futuro das roupas também será tecnológico, como tudo mais. Mas quem deve ditar a moda é a indústria criativa. Foto por Artem Beliaikin em <a href=

Carlos Teixeira
Editor I Radar do Futuro

Onde você procuraria um relógio inteligente, o smart watch que você deseja comprar? Na seção de tecnologia ou de vestuário? Hoje, não parece haver dúvidas de que os pequenos computadores de pulso, que fazem parte dos sonhos de muitos dos consumidores de inovações, devem estar em prateleiras dos produtos de informática e adjacências. Com pulseiras em cores branca ou preta ainda parecem estar longe dos conceitos da moda.

Não será assim por muito tempo. Com aceleração do poder de fogo das tecnologias, desenvolvimento de novos materiais resultantes dos avanços da nanotecnologia e biotecnologia e o surgimento de novas possibilidades de produção, a rede de produtores da moda terá de expandir o olhar para as mudanças. Mais que isso, terá de se apropriar das inovações, para que possa incorporar as novidades ao vestuário das pessoas.

Os wearables — tecnologias vestíveis — são anunciados como o futuro da tecnologia inteligente. O que costumava ser uma indústria de relógios de pulso e fones de ouvido desajeitados e óculos de realidade aumentada, em poucos padrões de cores, tende a ser centrado em tecidos inteligentes. São produtos criativos que as pessoas realmente vestem como roupas.

Na maioria das vezes, os wearables modernos ainda são um produto de nichos bastante específicos. Como os rastreadores utilizados pela população saudável que corre pelas ruas. Mas são equipamentos de tecnologias, demonstrados como tal. E que são abandonados logo que muitos desses atletas descobrem a força natural da preguiça que rege o ser humano.

O abandono dos equipamentos de fitness apenas reforça o que são: Produtos tecnológicos. Naturalmente, já há quem, no segmento da moda, tenha entendido a importância do pioneirismo, que avança sem qualquer possibilidade de reversão Entre tendências dos criativos, começam a existir camisas que podem mudar de cor com base na iluminação do ambiente ou do calor.

Essas camisas que mudam de cor tendem ase tornar bastante populares. Elas oferecem uma maneira de diferenciar a camiseta de um consumidor das outras. Essa mesma tecnologia está sendo usada para criar roupas que podem mudar de cor sob comando. E não através de estímulos passivos, como a luz ou o calor do corpo. Os primeiros protótipos para esse tipo de tecnologia já existem.

Conexão

O empresário da moda deve entender que pode absorver novos conceitos mercadológicos aos seus produtos, das matérias-primas aos produtos finais. Um confeccionista não produz mais roupa, sapato ou acessório. Também será capaz de produzir informações, com artigos conectados a sistemas de inteligência artificial. Os tais wearables.

O que são, no final das contas, os artigos de fitness e saúde, que são os principais impulsionadores da indústria de vestuário inteligente. Os dados ou benefícios que os rastreadores estão fornecendo às pessoas podem ser transferidos para as empresas para que elas tomem melhores decisões ou criem novos produtos. Ou se beneficiem, até mesmo, de novos nichos como, por exemplo, aprimoramento físico para atletas. 

Você gostaria de saber mais? Entre em contato:

[contact-form-7 404 "Not Found"]