Racionalizar, superficializar e supersimplificar são modos habituais de pôr tudo em termos binários e, assim, tentar ignorar as nuanças da realidade da qual somos parte

Quando somos assoberbados com experiências e informações que excedem a nossa capacidade de cognição e gestão, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos, nossa tendência é negar a complexidade do mundo real. Fazer de conta de que a complexidade não existe. Os meios mais comuns para isso são a racionalização, a superficialização e a supersimplificação. 

Racionalizar, superficializar e supersimplificar são modos habituais de pôr tudo em termos binários e, assim, tentar ignorar as nuanças da realidade da qual somos parte. É o que diz o escritor Marcos Vargas Llosa, quando escreve que a eliminação de nuanças proporciona desculpas para que não lidemos de modo adequado com pessoas, situações políticas e problemas sociais e culturais. Essa é também, diz ele, “a melhor maneira de substituir as ideias por estereótipos … e de, tragicamente, compreender mal o mundo em que vivemos”. O modo de pensar que privilegia o raciocínio binário é a principál causa de nosa dificuldade de compreender o mundo real.

E as coisas tendem a continuar assim, se não conseguirmos pensar diferente.

Para o Nobel de Literatura T. S. Eliot, “o ser humano não suporta muita realidade”

 Trecho do livro “Pensando Diferente”, de Humberto Mariotti 

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