Como boa secretária, Amy toma notas de encontros, prepara relatórios, marca e desmarca reuniões, fala idiomas, busca os visitantes na portaria e os acompanha até a sala de conferências. Ela ainda monitora o ar-condicionado, sabe se a impressora está funcionando e manda fazer cópias. Pode até mudar de voz, se o patrão preferir um secretário. Amy é um dos modelos de robôs produzidos pela Hangzhou Amy Robotics, start-up que abriu as portas há dois anos, na onda da automação chinesa.

Também são da empresa os robôs que recebem pagamento e dão instruções aos consumidores no maior shopping center da China, o Intimes, da cidade de Hangzhou. “Modelos semelhantes podem ser usados em hospitais e serviços de home care. Também temos os robôs para uso doméstico”, conta a diretora de vendas da Hangzhou Amy Robotics, Aline Wang.

É mais um sinal da “revolução dos robôs” mencionada pelo presidente Xi Jinping há dois anos, em discurso na Academia Chinesa de Ciências. Os robôs de longos braços articulados já se espalham pelas fábricas: a China é o maior comprador de robôs industriais do mundo há três anos e, até dezembro, deve se tornar o primeiro operador, segundo dados da Federação Internacional de Robótica.

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