Costura: a profissão volta em cena no mercado de trabalho

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Ofício sem gênero recebe jovens, adultos e melhor idade sem preconceitos. Foto: Pixabay
Ofício sem gênero recebe jovens, adultos e melhor idade sem preconceitos. Foto: Pixabay

A máquina de costura, que era obrigatória em cada casa no século passado, deixou de ser peça de museu e volta em cena. A profissão de costureirx” está sendo resgatada por várias empresas, entre elas a Arranjos Express, rede de franquias especializada em serviços de costura, que incentiva a transformação, preza pelo reaproveitamento e aposta na sustentabilidade.

“Atualmente os produtos feitos a partir do trabalho manual são muito bem valorizados e remunerados, em detrimento da alta industrialização que massifica a qualidade. Um dos principais fatores que fez com que o interesse pela profissão costureirx fosse resgatado é uma população mais consciente em relação ao meio ambiente e com responsabilidade na geração de menos lixo.

Portanto a demanda para a reutilização de roupas, por meio da customização, aumentou gerando a necessidade de mais mão de obra de uma profissão sem gênero que recebe jovens, adultos e melhor idade”, explica Paulo Alexandre, sócio fundador da Arranjos Express.

A marca já sente essa transformação em seu grupo de funcionários. Yasmin Pereira Santos, 17 anos, é a costureira mais nova da rede. Ela cresceu em meio as linhas e agulhas, pois a mãe segue o mesmo ofício. Ela conta que gostava de ver a mãe costurando e que começou a ajudá-la aos 14 anos. “Gostava de ajudar minha mãe, mas nunca pensei em ser costureira, mas agora que trabalho com costura, penso que talvez possa seguir na profissão e estudar algo na área”, informa Santos.

Jovens interessados em costura podem se inspirar na dona Gracie, 67 anos, que costura desde os 12 anos de idade. Também modelista, ela percebe um certo interesse nos mais novos, mas acha que ainda é pouco. “São poucos os jovens dessa geração que tem interesse em costura, mas sempre há as exceções. Uma pena, pois é uma profissão que está quase extinta, mas que agora pode ser resgatada por conta da demanda pela mão de obra”.

A costureira modelista conta que sente prazer em ensinar e repassar todas as informações que aprendeu e viveu ao longo de sua trajetória profissional para as colegas mais jovens. Ela afirma também que a profissão lhe rendeu grandes experiências no mundo da moda como ir a desfiles, conhecer pessoas influentes no ramo, além da mais importante de todas: foi a profissão que deu recursos para ela criar as filhas.

A Arranjos Express também conta com costureiros entre funcionários de suas lojas, como o caso do senegalês Cheik Ka, de 31 anos, que está no Brasil desde 2014 e viu uma oportunidade de trabalho no ofício, já que no seu país de origem 95% dos homens são costureiros.

Pensando nessa valorização, a Arranjos Express, por meio da Universidade Arranjos Express, treina e requalifica a sua mão de obra, para que os profissionais de costura estejam sempre atualizados e alindados com as tendências da moda.
Para o sócio fundador da marca, a ideia é a de fortalecer o consumo consciente por meio dos consertos, customizações e reformas de roupas, por isso a reciclagem e o reconhecimento ao profissional são primordiais. “Mais do que um balcão de consertos e ajustes rápidos de roupas, como a barra da calça em apenas uma hora, nós da Arranjos Express quisemos inovar. Aliamos a estrutura de ponta com profissionais especializados e dedicados em executar tarefas que, com o modo de vida dinâmico imposto pela sociedade atual, deixaram de ser praticadas. E a Universidade Arranjos Express chegou para resgatar e valorizar a profissão oferecendo conhecimento, qualidade, especialização”, informa Alexandre.

Sobre a Arranjos Express:

Franquia especializada em serviços de costura que incentiva a transformação, preza pelo reaproveitamento e aposta na sustentabilidade. Em 2018, a marca atendeu 196 mil clientes e gerou 525 mil serviços no Brasil.

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