Como a pandemia alterou hábitos de buscas na internet

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Categorias como casa e jardim, alimentação e esporte são as que mostram maior crescimento no tráfego, com 40% a 50% em relação ao ano anterior.

Estudo revela comportamento do consumidor e os impactos da COVID-19 no setor. Bbusca por “compras online” cresce 50% globalmente.

A SEMrush , líder global em marketing digital, realizou um estudo para compreender as tendências do setor para e-commerces ainda em 2020 e os impactos da pandemia no comportamento do consumidor. Para isso, foram coletados e analisados dados recentes de mais de 2 mil dos sites de e-commerce mais acessados do mundo em várias categorias, incluindo moda, eletrônicos de consumo e saúde e beleza para determinar qual será a nova cara do marketing digital.

Entre alguns dados, a análise revela que as mudanças no cenário de e-commerce e nos padrões de compras dos consumidores já estão presentes. As pesquisas mensais para termos de “comprar online” (buy online) quase dobraram no primeiro mês da pandemia: houve mais de 27.500 consultas em março de 2020 em comparação a mais de 14.800 em fevereiro de 2020 em todas as categorias. Ao analisarmos a tendência anual geral para junho (2019 x 2020), essas pesquisas aumentaram em 50% globalmente.

No mundo inteiro, as pesquisas por serviços de entrega de comida aumentaram em média 180%, e o crescimento médio do tráfego anual de sites de e-commerce na primeira metade de 2020 foi de 30%. “Importante destacar que, apesar dos dados trazerem uma perspectiva global em relação aos e-commerces, são tendências que se refletem no mercado brasileiro também. Já apontamos em outro estudo o quanto é importante fortalecer o nome da marca e como os grandes players têm origem de tráfego direto no Brasil também”, aponta Erich Casagrande, Gerente de Marketing da SEMrush no Brasil.

Os dados reunidos pela SEMrush por meio da Análise de Tráfego mostram que o tráfego mensal médio de e-commerce global em todos os setores fica em torno de 17 bilhões. Normalmente, espera-se picos em novembro e dezembro, quando os consumidores se voltam para as lojas online devido a promoções de final de ano e a Black Friday, mas a pandemia provocou algumas mudanças inesperadas no cenário de e-commerce.

Os picos de tráfego de sites de e-commerce durante o segundo trimestre foram maiores que os picos tradicionais que encontramos normalmente durante novembro e dezembro, mas, surpreendentemente, o tráfego continuou a crescer em junho de 2020. Importante destacar que essa também foi uma tendência apontada pela pesquisa da SEMrush e WebEstratégica realizada com os 100 maiores e-commerces do Brasil – onde o tráfego direto foi predominante.

O crescimento no tráfego permaneceu consistente durante os meses da pandemia (março a junho de 2020), com a média de 36% em todas as categorias de e-commerce. Com exceção dos varejistas gerais como Amazon, Walmart e eBay, as categorias de casa e jardim, alimentação e esporte & outdoor são as que mostram maior crescimento no tráfego durante esse período, com 40% a 50% em relação ao ano anterior.

Busca por produtos

Devido ao surto do coronavírus, o interesse do consumidor em compras online aumentou em todos os setores, de necessidades diárias a compras mais robustas, como notebooks, cujas pesquisas online cresceram 123% anualmente durante o segundo trimestre.

A média de volume médio de pesquisa mensais do primeiro semestre de 2019 até o primeiro semestre de 2020 mostra mudanças interessantes. Sabonete para as mãos chegou às primeiras 5 posições dos produtos mais pesquisados no setor de saúde este ano, com a média de pesquisas mensais na primeira metade de 2020 em 638.400 em nível mundial (em comparação a 74.000 no mesmo período do ano passado). Curiosamente, os outros produtos das 5 primeiras posições de saúde continuam parecidos com a comparação anual, então essa mudança está claramente relacionada à pandemia.

Com cada vez mais pessoas trabalhando em casa, as pesquisas de webcams (3.045.00 no primeiro trimestre de 2020 x 1.000.000 em 2019) substituíram as de drones em nossa análise anual dos produtos mais pesquisados da categoria de eletrônicos de consumo.

Por fim, o setor de casa e jardim também indica algumas alterações no interesse dos consumidores em transformar lares em espaços de trabalho, com as pesquisas de cadeira para escritório (1.254.000 x 417.200) superando as de colchões. “De qualquer modo, dados como esses, ressaltam o quanto é importante analisar o mercado, a concorrência e ter ideias para aplicar. Por exemplo, com a quarentena, CTAs com apelo de “entrega no mesmo dia”, “frete grátis”, “garantia”, se tornaram mais importantes até mesmo que “descontos”, finaliza Casagrande.

Para ver o estudo completo, acesse:

http://pt.semrush.com/blog/tendencias-de-marketing-digital-para-ecommerce/

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