As tendências do mercado imobiliário em 2021

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visão geral de são paulo, capital. Foto: Pixabay
Para conquistar investidores, os empreendimentos devem ter foco nos diferentes grupos de pessoas e na tecnologia, mas sobretudo prezar pelo respeito ao meio ambiente

As discussões que permeiam a sociedade do século XXI, como o respeito à diversidade e a natureza e a importância da tecnologia na vida das pessoas, chegou ao mercado imobiliário e serão primordiais para conquistar compradores. É a conclusão do estudo 21 Tendências para o mercado imobiliário em 2021 desenvolvido pela Datastore.

De acordo com o CEO da Datastore, Marcus Araujo, a pandemia do novo coronavírus trouxe algumas novidades para o cenário atual do segmento, como, por exemplo, a busca por imóveis onde as pessoas possam viver melhor e com baixo risco de contaminação, bem como aqueles que possibilitem a junção perfeita entre moradia confortável e trabalho através de ferramentas digitais.

“Também entre as tendências que se identificam neste ano que se inicia é, por exemplo, ofertar empreendimentos com foco nas mulheres, nas diferentes formas de família e em pessoas com mais de 60 anos, bem como oferecer tecnologia capaz de facilitar a vida dos moradores e, claro, tudo isso sempre respeitando o meio ambiente”, afirma Marcus Araujo.

O estudo, desenvolvido a partir da análise de dados e do conhecimento e expertise da Datastore, aponta que um empreendimento para ter sucesso precisa se adequar às necessidades dos seus moradores. “Sem isso, os lançamentos não terão sucesso. Agora, mais do que nunca, é hora de ouvir e observar as necessidades reais dos clientes e entregar o que, de fato, eles querem e esperam”, conclui o CEO da Datastore.

As 21 tendências para o mercado imobiliário em 2021:

1 Não há nada mais humano que o imóvel: tudo foi feito nos últimos cinco anos para fazer a velocidade de vendas dos imóveis decolar e isso só aconteceu a partir de uma crise gerada por um vírus, aliado a alguns fatores econômicos. E por quê? Porque o imóvel voltou a sua função original, a de proteger a vida.

2 A segurança biológica é uma nova demanda: as pessoas vão preferir empreendimentos que ofereçam algum tipo de segurança biológica, um projeto que permita um menor risco de contágio em casos de epidemias ou pandemias.

3 Os líderes estão no front das empresas: os líderes de incorporadoras, imobiliárias, e de equipes, estarão na frente, liderando suas equipes. A situação da pandemia exige isso.

4 Fusão do mercado imobiliário com o mercado pet: os pets fazem parte das famílias. Quem ainda não entendeu isso, perderá uma fatia cada vez maior de clientes nesta nova década.

5 As locações voltarão com tudo em 2021: parte das novas gerações que chegarão ao mercado imobiliário nos próximos 10 anos são desprovidas da sensação de posse do imóvel. Viver em imóveis alugados talvez seja uma opção para sempre!

6 A maioria dos novos investidores querem ganhar com locações de imóveis e não com revenda: uma nova geração de investidores chegará a cada ano ao mercado imobiliário. São pessoas com 35 anos hoje e que terão 45 anos no final da década, muitos ainda moram com os pais e só vão se casar mais tarde.

7 Os novos empreendimentos precisam estar obrigatoriamente conectados com as entregas de alimentos: durante a pandemia, a entrega ganhou um grande valor agregado, agora ela faz parte da vida de todas as gerações.

8 O “2 quartos” (sem ou com suíte ou com 2 suítes) é o chassi imobiliário do Brasil em 2021: por uma mudança de comportamento, o tamanho das famílias está diminuindo de forma acelerada desde 2013/14.

9 Os novos grupos de demanda para 2021 não compram o que consideram excessos nos imóveis: em 2021, as pessoas comprarão aquilo que é essencial para elas. Lembrando que a maior demanda do século não é por espaço ou m2, mas sim por tempo, atenção, felicidade, experiências e gigabytes de dados, todos estes itens são imateriais.

10 Já existe a “entre-demanda”: moradia, trabalho e lazer no mesmo imóvel, só a conexão com internet importa: as pessoas que ganham dinheiro no ambiente digital se posicionaram de forma veemente e só atendem e agem pelo meio digital. Este fato, acelerado pela pandemia, muda profundamente a relação com os imóveis.

11 As mulheres revolucionarão as funções no mercado imobiliário em 2021: em 2020, as mulheres fizeram, venderam, compraram e investiram em imóveis. Elas são engenheiras, arquitetas, corretoras de imóveis, diretoras comerciais, CEOs. A cadeia imobiliária está repleta delas e isto é muito saudável!

12 As equipes que fazem o mercado imobiliário terão mais presença de grupos, antes considerados minorias, inclusive em cargos de liderança: em 2021, o mercado imobiliário será também um lugar de diversidade onde todas as sensibilidades se somarão para criar imóveis onde pessoas felizes vão morar. Quer atender bem a diversidade nos clientes que vão comprar imóveis? Então respeite e tenha uma equipe também com diversidade.

13 Chega de gramados, as pessoas querem paisagismo adulto e sustentabilidade que gera economia no bolso: os novos compradores de imóveis não querem só gramados nos empreendimentos, eles querem árvores, de preferência preservadas. Ou seja, áreas de matas permanentes. Isto valerá mais que qualquer outra coisa em um empreendimento imobiliário nos próximos anos.

14 Em 2021, os novos empreendimentos estarão conectados com aplicativos para facilitar as entregas de tudo, principalmente dos serviços: os imóveis não estão prontos para pessoas que querem se deslocar o mínimo possível, mas terão que se adaptar. Isso é uma forte tendência para a década e não importam as idades.

15 As parcerias moldarão o novo ano e a nova década: não há outro caminho para crescer que não seja compartilhando ideias e construindo parcerias com as pessoas que não são do seu ciclo familiar.

16 A longevidade é a busca do século, imóveis para quem tem mais de 60 anos também: completar 60 anos a partir de 2021 significa ter mais dinheiro, poupança, viver bem e fazer muitos investimentos, de preferência, investimentos imobiliários.

17 Em 2021, os brasileiros que moram fora do país comprarão mais imóveis aqui no Brasil: Para isso, as empresas brasileiras devem ter alcance na internet para esses brasileiros que moram fora, e ainda mais preparo no atendimento.

18 As pessoas que não moram em lugar algum ou em qualquer lugar estão chegando ao mercado imobiliário: essa demanda não compra imóveis, só aluga e obrigatoriamente por aplicativos e por períodos curtos. São como nômades: há sempre um apartamento bem decorado que está sempre esperando em algum lugar interessante.

19 Já temos o maior patamar de famílias interessadas em comprar imóveis do século 21: após o sucesso das vendas dos imóveis em 2020, o Brasil acaba de atingir o maior patamar de famílias interessadas em comprar imóveis desde o início do século 21 com impressionantes 13,42 milhões de famílias em todo o país.

20 A geração dos Centennials carrega consigo a centelha do futuro do mercado imobiliário: os jovens com menos de 20 anos trazem uma revolução dentro de si: eles protegem a natureza, adoram os animais, muitos são filhos únicos, tem poucos primos, não querem ter ou vão ter pouquíssimos filhos, vivem dentro do quarto, mas nunca sozinhos e sim conectados a muitos outros através da internet.

21 Em 2021 invista em você, invista em conhecimento, é o bem imaterial que mais valorizará na década: em todos os tempos, nunca houve tanto conhecimento, tanta informação e tantos dados disponíveis. Quando você absorve e internaliza este conhecimento, coisas maravilhosas podem acontece

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