
Carlos Teixeira
Radar do Futuro
Em tempos de transformações exponenciais, a Teoria U, metodologia de trabalho criativo em grupo, oferece recursos para ajudar a implementação de mudanças em organizações. Seus praticantes, como a mineira Raissa Sales, profissional de Relações Públicas, defendem a tese de que envolver profundamente as pessoas impactadas no processo de mudança é a melhor maneira de gerar melhores resultados na criação de projetos que antecipem e preparem as instituições para os desafios do futuro.
Conceitualmente, a Teoria U é uma metodologia para fazer uma equipe inteira aprender algo novo. É, como reitera Raissa Sales, o estímulo à capacidade de olhar para as transformações do ambiente onde profissionais e cidadãos atuam ou vivem, para gerar inovações. As propostas, desenvolvidas na Holanda por Otto Scharmer, economista americano e professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), envolvem um roteiro com sete etapas definidas: suspender; redirecionar; deixar ir; estar presente; deixar vir; decretar a lei e incorporar.
Todas as etapas fazem parte de uma jornada com começo, meio e fim, que completa o formato de um “U”, daí o nome. Na primeira ponta da letra, fica o início do processo, em que a equipe precisa começar a entender e questionar o que já pensa e faz, como a organização funciona. Depois vem o aprofundamento, a jornada em direção ao fundo do “U”. Tudo que não é realmente importante deve ser deixado de lado.
O método propõe a conexão da equipe com ela mesma e com seu trabalho. “Cada um deve entender exatamente quem é e o que faz”, assinala Raissa. Ou seja, há uma nova conjunção que favorece a identificação de propósitos, o que envolve o olhar da produção cotidiana associada a motivações. Na origem, a teoria tem o peso de pesquisas pedagógicas e estudos desenvolvidos em parceria com Peter Senge.
Visão sistêmica
Um dos maiores experts em questões organizacionais e autor do livro “A Quinta Disciplina, Senge diz que “as organizações que aprendem são aquelas nas quais as pessoas aprimoram continuamente suas capacidades para criar o futuro que realmente gostariam de ver surgir”. A principal ideia da combinação entre os autores do MIT envolvia olhar para o todo em vez de dividir as questões em partes isoladas, o chamado pensamento sistêmico.
Há muitos aspectos em comum entre a Teoria U e as diversas abordagens de estudo sobre o futuro. A começar pelo interesse em desenvolver ações, serviços e produtos a partir de uma identificação de tendências. Ou seja, construir oportunidades, ao invés da paralisia diante da velocidade das transformações. Como salienta Raissa Sales, a metodologia auxilia profundamente o processo de olhar.
No final das contas, há um processo de captação de sinais. E a organização de atividades a partir da análise da identificação da realidade e do cenário futuro, em um processo de estímulo à criatividade. Desenvolvemos mais a nossa capacidade, uma habilidade necessária diante de uma sociedade onde pessoas têm muito desejo de falar e baixa capacidade de ouvir. “A teoria ajuda a ver a partir da percepção do outro”, reforça Raissa.
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Confira a entrevista: Teoria U, segundo Raissa Sales
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