Consumidor utiliza smartphone para realizar compra- foto: Pixabay
Em 2020, houve crescimento de 5,3% das vendas no varejo ampliado; tecnologia pode amparar crescimento do setor

Radar do Futuro

O avanço da tecnologia durante o ano de 2020 fez com que os varejistas procurassem novas ferramentas que pudessem agregar no dia a dia e digitalizar os negócios. Mesmo com o impacto econômico da pandemia, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimou crescimento de 5,3% das vendas no varejo ampliado, em 2020. Já no varejo restrito, que exclui os ramos automotivo e de materiais construção, o indicativo é de alta de 3,5%. Para que o setor continue crescendo é essencial ver a tecnologia como aliada, por isso, listamos seis tecnologias que podem fazer a diferença no dia a dia do comércio, confira:

Plataforma de gestão para centrais de negócios

Quando a tecnologia é aliada aos processos de gestão, os benefícios vão além da redução de custos. O ponto chave é a capacidade de analisar o todo, identificando carências e propondo melhorias que podem otimizar recursos, além de auxiliar na tomada de decisões. No caso das centrais de negócios — grupos de empresários que se unem para ganhar escala e obter melhores preços e maior competitividade nas compras — utilizar uma plataforma de gestão que concentre todos os dados dos associados, das compras e dos fornecedores é um grande diferencial. “Esse tipo de tecnologia pode concentrar todas as informações da central, como: o monitoramento das compras integradas (passando pelo processo de cotação, negociação com fornecedores e entrega), análise do financeiro, comunicação e engajamento dos associados. Também é possível minimizar os erros, aumentar a produtividade e permitir a mensuração dos resultados — através do cruzamento feito com dados salvos, gerando informações estratégicas para decisões assertivas”, comenta Jonatan da Costa, CEO da Área Central.

Automação para vender para o Governo

Por conta da crise econômica, muitas empresas diminuíram suas vendas, porém o mercado de compras públicas aumentou ainda mais pela necessidade de insumos para o combate à pandemia. O Governo é o maior comprador do país, e se tornar um fornecedor público é uma alternativa que ajudou muitas empresas a manterem seus negócios. Por vezes, participar de licitações pode parecer complexo e demorado, porém existem ferramentas tecnológicas no mercado que facilitam a vida dos licitantes.

Com a plataforma da Effecti, é possível automatizar todas as fases do processo, desde encontrar as licitações adequada para cada empresa; cadastrar automaticamente as propostas; automatizar o envio de lances aumentando a competitividade; e, por fim, monitorar as mensagens nos diversos portais de compras do governo para não perder nenhum prazo ou sofrer penalizações. “Capturamos cerca de 3 milhões de novas oportunidades de negócio por mês. É um volume muito grande para uma pessoa só monitorar, por isso ferramentas de automação ajudam. Com uma boa ferramenta é possível aplicar filtros conforme o negócio e receber uma notificação sempre que uma licitação da área escolhida for aberta”, explica Fernando Salla, CEO da Effecti.

Gestão de pequenos comércios pelo celular

Se antes da pandemia o celular já tinha um papel importante em nossas vidas, o isolamento social e todas as mudanças trazidas pela Covid-19 ampliaram ainda mais o seu potencial. Hoje, mais de 67% da população mundial usa smartphones, de acordo com a pesquisa Digital 2020 October Global Statshot Report. Não é à toa que o celular tem se transformado em uma ferramenta essencial de vendas para grande parte dos comerciantes, que oferecem seus produtos em plataformas online e integrações com redes sociais.

No entanto, o papel do mobile pode ir além: com apoio da tecnologia, todo controle de vendas, estoque e créditos e débitos de clientes pode ser feito diretamente pelo celular. “Os aplicativos de gestão oferecem muita praticidade, permitindo que o comerciante tenha o comando do seu negócio em mãos, em qualquer hora e qualquer lugar, seja para vendas físicas, online ou híbridas”, comenta Guilherme Hernandez, CEO da Kyte, startup que oferece um aplicativo de vendas e gestão para autônomos e pequenos comerciantes.

Gestão eletrônica de documentos

Por muito tempo a única opção das empresas era manter os registros do negócio em papel, o que não só ocupava espaço físico nos escritórios como também dificultava a organização e integração das informações. Hoje, com o avanço da tecnologia, não faz mais sentido manter esses dados em formato físico. Uma das opções para digitalizar e gerenciar os documentos da empresa são as soluções GED (gestão eletrônica de documentos), um sistema que gerencia e integra as informações de todas as áreas da empresa, de forma rápida e segura. “Esse tipo de solução auxilia muito na administração das informações da empresa, reduzindo os custos com arquivamento e trazendo um ganho de produtividade e agilidade nos processos. Também traz muita segurança, porque os documentos são criptografados e só podem ser acessados por usuários autorizados no sistema”, comenta Lucas Bernardes, Analista de Negócios da WK Sistemas, empresa referência em ERP (softwares de gestão empresarial).

Reconhecimento facial para pagamentos

Depois do surgimento do coronavírus, a preocupação com a saúde continua crescendo em todos os setores. As lojas que se reinventarem para garantir o bem-estar dos consumidores serão as que terão os resultados mais positivos nos próximos anos. Para isso, um dos caminhos é investir em tecnologias de pagamento touchless, aquelas que não exigem contato humano ou quando ele é muito pequeno, como a solução da startup Payface.

A ferramenta usa reconhecimento facial para conectar o rosto do usuário com o meio de pagamento associado, oferecendo uma compra rápida, segura e sem toque. Sem precisar mostrar o cartão, a tecnologia diminui filas e ainda permite que os estabelecimentos armazenem o registro de consumo dos usuários no local, colaborando para tomada de decisão. “A implementação da biometria facial vem para acabar de vez com estabelecimentos que oferecem uma experiência de compra dissociada da jornada do consumidor”, explica Eládio Isoppo, CEO da startup.

Gerenciamento para micro e pequenos empreendedores

Apesar de mostrar avanço nos últimos anos, os dados sobre gestão digital em micro e pequenos negócios no Brasil mostram que a maioria ainda recorre a sistemas manuais para gerir suas empresas. Segundo levantamento do Sebrae, 43% dos empreendedores ainda fazem a gestão financeira em cadernos ou folhas de papel. Para Wagner Müller, CEO Compufour, empresa que oferece soluções para o gerenciamento de micro e pequenos negócios, muitas pessoas não conhecem, têm medo ou até mesmo optam por não usarem sistemas de gestão.

“Quando se está começando, é ainda mais importante o uso de tecnologias que otimizem o tempo e os gastos em qualquer área do negócio. Há soluções que abrangem um gerenciamento completo, com controle de dados, financeiro, estoque e emissão de notas fiscais”, explica.

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