Site identifica interesse crescente da população bikes - Foto: Carlos Teixeira
Site identifica interesse crescente da população bikes como alternativa de qualidade de vida

Carlos Teixeira
Jornalista I Futurista

A cada sete minutos, uma pessoa realiza uma busca por bicicletas usadas ou seminovas no site OLX, serviço online que permite que pessoas anunciem e vendam seus produtos novos ou usados. A cada minuto ocorre uma venda. Os dados do sistema de comércio eletrônico confirmam resultados consolidados da indústria do setor sobre a crescente demanda pelo meio de transporte. Os fabricantes de bikes também registram crescimento da produção nos últimos meses.

O OLX Brasil recorre a um levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) para justificar o interesse crescente. Segundo o órgão, além dos benefícios para a saúde, incluir a bicicleta como opção de mobilidade pode reduzir despesas e contribuir para mais tempo livre. Substituir o carro por bicicleta gera uma economia de aproximadamente R$ 451,00 por mês e de até 90 minutos livres a mais toda semana.

A combinação dos atributos de saúde, qualidade de vida e economia tem atraído cada vez mais a atenção das pessoas para uma mudança no estilo de vida: apenas no primeiro trimestre de 2018. Mais do que benefícios para a saúde, incluir a bicicleta como opção de mobilidade pode reduzir despesas e contribuir para mais tempo livre. Substituir o carro por bicicleta gera uma economia de aproximadamente R$ 451,00 por mês e de até 90 minutos livres a mais toda semana.

Desempenho das vendas

Os três primeiros meses do ano registraram mais de 99 mil vendedores de sucesso, um crescimento de 7,42% em relação ao mesmo período de 2017. A Caloi é a marca mais vendida, com 11,78%, ficando na frente da Monark (1,32%) e BMX (0,97%).

Dentre as principais cidades do Brasil, São Paulo – que desde dezembro de 2016 passou a ser a cidade com a maior malha cicloviária da América Latina, com 468 km de ciclovias e ciclofaixas – é a que apresenta o maior número de buscas por bikes na plataforma (18,58%). Na sequência aparecem o Rio de Janeiro (13,48%), Curitiba (9,87%), Brasília (9,13%) e Belo Horizonte (8,13%).

As buscas por bicicletas são amplas e incluem marcas, modelos e acessórios. Dentro desse contexto, a Caloi 10 é o modelo mais buscado, seguido da Monareta e da Viking X. Entre os acessórios, quadro, rodas/pneus e capacete estão entre os top-3.

Crescimento da produção

O desempenho da indústria de bicicletas tende a confirmar a tendência de mudança no cenário da mobilidade urbana. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). As indústrias de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) fecharam abril com 61.370 unidades produzidas, o que representa alta de 24,5% sobre o mesmo mês do ano passado (49.275). Já na comparação com março (60.682 unidades) o crescimento foi de 1,1%.

O bom desempenho também foi observado no acumulado dos quatro primeiros meses do ano: de janeiro a abril saíram das linhas de produção 220.069 bicicletas, expansão de 12,6% sobre as 195.372 unidades produzidas no mesmo período do ano passado.

Para João Ludgero, vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, o avanço no primeiro quadrimestre mostra que o setor de bicicletas deve seguir este movimento de crescimento sustentável. “Esta alta deve-se à recuperação da economia e, também, ao aumento da demanda por produtos de maior valor agregado, que são considerados ideais para a melhoria da mobilidade urbana e o alcance de resultados mais significativos nas práticas esportivas”, diz Ludgero. A projeção da entidade é fechar o ano com 727 mil bicicletas produzidas no PIM, o que representará um crescimento de 9% sobre as 667.363 unidades registradas em 2017.

Ainda segundo dados da Abraciclo, os volumes de bicicletas produzidas no PIM foram distribuídos nos primeiros quatro meses do ano, para comercialização, nas seguintes regiões do País: Sudeste, com 59,2% das unidades; Sul (16,3%); Nordeste (13,4%); Centro-Oeste (6,1%); e Norte, com 4,9%.

Os dados divulgados pela entidade mostram também que em abril foram produzidas 35.199 bicicletas da categoria Urbana, correspondendo a uma alta de 3,7% sobre março (33.930 unidades). Mountain Bike, MTB, contou com 25.466, recuo de 2,1% na comparação com o mês anterior (26.015 unidades). Por último, a categoria Estrada, totalizou 705 unidades, significando uma queda de 4,3% sobre março (737 unidades).

Em participação, a Urbana aparece no topo do ranking, com 57,4%, seguida de MTB, com 41,5%, e Estrada, com 1,1%. Vale destacar que o segmento MTB vem crescendo principalmente porque é um tipo de bicicleta muito utilizada para o uso urbano, apesar da sua aplicação clássica como veículo off-road.