Centros urbanos “são onde a batalha climática será amplamente vencida ou perdida”, diz o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: Pixabay
Centros urbanos “são onde a batalha climática será amplamente vencida ou perdida”, diz o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: Pixabay

ONU

No Dia Mundial das Cidades, celebrado em 31 de outubro, a Organização das Nações Unidas reforça a intenção de promover os acertos e ajudar a enfrentar os desafios específicos da urbanização. De acordo com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das entidade (UN Desa), em 2018, 55% da população mundial (ou 4,2 bilhões de pessoas) viviam em centro urbanos.

Até 2050, mais 2,5 bilhões de cidadãos terão escolhido uma cidade para fixar residência. Neste ano, a cidade escolhida para concentrar as celebrações do Dia Mundial das Cidades foi Ecaterimburgo, na Rússia.

Novas cidades, novas soluções

Em mensagem sobre o dia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que “muito do que será necessário para abrigar e servir a esse mundo, cada vez mais urbano, ainda não foi construído, e até mesmo algumas novas cidades precisarão surgir”.

Para ele, “isso traz enormes oportunidades para desenvolver e implementar soluções que podem enfrentar a crise climática e abrir caminho para um futuro sustentável”. Guterres também lembrou que “as cidades consomem mais de dois terços da energia do mundo e respondem por mais de 70% das emissões globais de dióxido de carbono”.

O chefe da ONU acredita que “as escolhas que serão feitas na infraestrutura urbana nas próximas décadas, em planejamento urbano, eficiência energética, geração de energia e transporte, terão influência decisiva na curva de emissões”. Ele aponta ainda que “as cidades são onde a batalha climática será amplamente vencida ou perdida”.

Escolhido pelas Nações Unidas, o tema norteador do Dia Mundial das Cidades deste ano é “Mudando o mundo: inovações e uma vida melhor para as gerações futuras”. O intuito é aproveitar a data comemorativa para discutir como a urbanização pode ser usada para alcançar o desenvolvimento sustentável.

Os debates visam promover o interesse da comunidade internacional na implementação global da Nova Agenda Urbana, adotada em outubro de 2016, e no aprimoramento da cooperação entre os países para encontrar oportunidades e enfrentar os desafios da urbanização nas cidades.

A ONU destaca que a urbanização apresenta vários desafios de sustentabilidade relacionados à habitação, meio ambiente, mudanças climáticas, infraestrutura, serviços básicos, segurança alimentar, saúde, educação, empregos decentes, segurança e recursos naturais.

Ao mesmo tempo, ela também pode produzir grandes oportunidades, além de ser uma ferramenta crítica para o desenvolvimento sustentável, se aplicada da maneira correta. Guterres enfatizou que “as cidades geram mais de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) global e, como centros de educação e empreendedorismo, são pólos de inovação e criatividade, com os jovens muitas vezes assumindo a liderança”. O secretário-geral também lançou o seu apelo: “agora é a hora de uma ação ambiciosa”.

Celebrações nas cidades do mundo

A ONU acredita que é possível usar a urbanização para alcançar o desenvolvimento sustentável, adaptando a maneira como as cidades são planejadas, projetadas, financiadas, desenvolvidas, governadas e gerenciadas. Segundo as Nações Unidas, a inovação também pode contribuir para o fim da desigualdade e precisa ser acompanhada de políticas regulatórias econômicas e sociais apropriadas.

Desenvolvimento sustentável

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, foca na ambição de tornar cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Segundo a ONU, ​​as desigualdades nas cidades estão crescendo desde 1980. As maiores cidades do mundo também são as mais desiguais.

As maiores cidades, por número de habitante, são Tóquio com 37 milhões de pessoas. Em segundo lugar, aparece Nova Délhi com 29 milhões de habitantes. A expectativa do UNDesa é que a cidade de Nova Délhi ultrapasse Tóquio no ranking. A capital da Índia deve ser tornar a mais populosa do mundo por volta de 2028.

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