
Para atenuar os danos dos efeitos das mudanças climáticas, Santa Mônica, localizada a Oeste da Região Metropolitana de Los Angeles, Califórnia, decidiu apostar mais alto, ao se tornar a primeira cidade a aprovar um Código Zero de Energia Líquida para construções residenciais. O sonho californiano é ambicioso: fazer com que todas as novas casas utilizem somente energia que puderem produzir.
Na Califórnia, até 2020 todos os novos telhados terão de ter, obrigatoriamente, painéis solares, ideia incorporada desde 2016 por Santa Mônica, que tem mais uma meta até 2030: o desperdício zero. O estado californiano assumiu o compromisso de liderar a luta contra as mudanças climáticas, ao querer tornar todos os edifícios zero carbono até 2050, e ao votar em favor de 100% de energia limpa até 2045.
Santa Mônica pretende tornar-se autossuficiente em água até 2020, sendo que atualmente produz 70% desse recurso natural. A meta da cidade poderá ser alcançada pela combinação de gerenciamento da demanda e uso inteligente por meio de reciclagem, coleta de escoamento urbano e tratamento de águas subterrâneas. Já para o sul da Califórnia isso se torna mais difícil, pois a região importa a maior parte da água do norte do estado e do rio Colorado.
A mudança climática causa danos consideráveis na Califórnia. Todos os anos, o local sofre com forte calor e queimadas, ilhas de calor e inundações, além de severas condições de seca. A quinta maior economia mundial está ficando cada vez mais quente e, de acordo com recente relatório, as chances de incêndios florestais podem atingir o índice alarmante de 77% até 2100, caso as emissões globais de carbono não forem reduzidas.
Diante de tantas ameaças, o governo californiano estipula que a adaptação às mudanças climáticas esteja integrada a planos de políticas mais amplas e está comprometido na redução das emissões de gases do efeito nocivos ao meio ambiente.
O maior desafio fica por conta das emissões de carbono, geradas pelos veículos movidos a combustíveis fósseis. Para resolver o problema, as casas terão de produzir energia suficiente para carregar carros elétricos, porém, apesar de a tecnologia ter uso comercial viável, seu uso ainda está longe do convencional.
Fonte: WWF-Brasil
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