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O risco de demências pode estar em declínio

Mas os especialistas não sabem exatamente porque

Redação
Radar do Futuro

O risco de desenvolvimento de casos de demência caiu 20% por década desde o final dos anos 1970, segundo um novo estudo publicado pelo New England Journal of Medicine. A informação foi classificada pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) como uma descoberta que pode ser difícil de acreditar, diante do “tsunami de novos casos esperados para o futuro próximo”. 

Em 2025, a doença de Alzheimer vai tirar de cena 7,1 milhões de pessoas com mais de 65 anos. Elas perderão suas memórias, a capacidade de funcionar, suas próprias personalidades – um aumento de 40 por cento a partir de hoje. A Associação de Alzheimer previu que, em 2050, a doença vai custar US$ 1,1 trilhão de dólares.

A informação publicada pelo WEF reconhece que ambos os fatos merecem ser encarados com credulidade. Ou seja, o ritmo cai, mas os números são grandes. O envelhecimento da geração mais velha, os baby boomers, significa que casos de demência vão aumentar para um ponto mais alto – o grande número de pessoas idosas que vivem mais tempo significa que mesmo uma queda na incidência da doença não vai resolver esse problema, o que irá exigir enorme atenção da saúde e custo financeiro. 

Os novos dados sugerem fortemente que, ao longo das últimas décadas, o risco de desenvolver demência recuou para pessoas com pelo menos o ensino médio, elevando a esperança de que possa ser possível evitar um dos mais assustadores riscos do processo de envelhecimento. Os cientistas se perguntam se os dados podem ser melhorados. E tentam desvendar o mistério da vinculação entre incidência de casos e nível de estudos. 

 

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