A capacidade de geração de energia eólica no mercado brasileiro pode dobrar até 2026 - foto: Pixabay
A capacidade de geração de energia eólica no mercado brasileiro pode dobrar até 2026.

Radar do Futuro

A capacidade de geração de energia eólica no mercado brasileiro pode dobrar até 2026, segundo estudo da consultoria  A.T. Kearney. Responsável atualmente por 8% da matriz energética do País, com 14,7 bilhões de GW, a produção no segmento pode alcançar 25GW. Favorecido por bons ventos, principais na costa, há potencial para posicionar o País como a oitava maior potência do setor.

Uma outra pesquisa, do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, da sigla em inglês) aponta o Brasil como líder na produção do modal energético na América Latina, com 14,7 GW. Do total, 2 GW foram instalados em 2018. O Nordeste concentra 85% de toda a produção nacional. O Piauí está na liderança, seguido de Rio Grande do Norte e da Bahia, que pode se tornar líder num futuro próximo, em razão dos investimentos e de sua extensão territorial.

Em 2018, a produção conjunta das Américas somou 135 GW, carga que corresponde a 25% de toda a produção mundial. Brasil, Estados Unidos e México são os países que lideram o setor. O território americano instalou 11,9 GW no ano passado, o que significa um crescimento de 12% em relação a 2017. Calcula-se que mais 60 GW sejam instalados nos três subcontinentes até 2023.

Crescimento acelerado

A demanda global por energia renovável crescerá em um ritmo sem precedentes nas próximas décadas, assegura o relatório de projeções da BP. Segundo o documento, o crescimento de energia da China é visto em desaceleração considerável conforme sua expansão econômica também desacelera.

Ainda assim, a China deve permanecer como maior consumidora de energia do mundo por grande margem até 2040, apesar de que a Índia deva ultrapassá-la em termos de crescimento de demanda a partir da próxima década, apontou a gigante de petróleo e gás britânica em seu “Energy Outlook” de 2019.

A demanda por energia da China cresceu 5,9% nos últimos 20 anos, mas deve avançar apenas 1% até 2040, conforme sua economia muda de indústrias de energia intensiva para serviços e Pequim introduz regras mais rigorosas a respeito da poluição do ar.

Energia solar no Brasil

Atualmente, o Brasil se encontra na 12ª posição entre os países com maior número de painéis solares instalados. Mas o País tem potencial para ultrapassar países dessa lista como Itália, Holanda e Reino Unido, segundo o especialista no setor elétrico da A.T. Kearney no Brasil, Cláudio Gonçalves. Alemanha, Dinamarca, China, Estados Unidos, França e Espanha são outros que estão à frente do Brasil.

“Acredito que o Brasil vai subir no ranking. Trabalhamos com empresas otimistas em relação ao mercado de energia renovável”, declarou Gonçalves em entrevista publicada pelo jornal Valor Econômico. “Vemos o Brasil com muito potencial de penetração e condições meteorológicas favoráveis. Só vai depender da economia”. O País é considerado promissor porque não alcançou a máxima de seu potencial ainda.

Países europeus como Itália, Reino Unido e Espanha, por exemplo, já encontram seus mercados mais saturados. À Holanda, por sua vez, falta espaço para a construção de novas usinas eólicas. A solução foi apostar em parques “offshore”, ou seja, longe da costa, cuja construção é mais cara.

Fontes:
www.sunoresearch.com.br
www.valoreconomico.com.br