Segunda fase do sistema passa a vigorar no Brasil com open banking, com mais facilidade no acesso a créditos e financiamentos por pessoas físicas e jurídicas

O Dr. João pretendia um financiamento para a compra de novos equipamentos médicos, mas não teve seu crédito aprovado pelo banco. A Dra. Ana tinha a meta de obter um empréstimo bancário para expandir seu consultório dermatológico, contudo, segundo o gerente da instituição financeira, “o CNPJ da empresa era novo demais para isso”. E o Dr. André há anos reclama da permanência das altas taxas de juros e da maior exigência de garantias na busca por linhas de crédito. As circunstâncias narradas por João, Ana e André são bem frequentes no Brasil, mas a expectativa é que elas estejam com os dias contados.

Tudo porque passou a vigorar no país a segunda fase do Open Banking, um sistema de compartilhamento de informações, dados e serviços financeiros pelos clientes bancários em plataformas de tecnologia. Com isso, os médicos terão a garantia de acesso a melhores taxas, prazos e serviços financeiros.

Como funciona o Open Banking

ilustracao transferencia de dinheiro - pixabay

Quando estiver em pleno funcionamento, o Open Banking permitirá às instituições financeiras acesso a todo o histórico de movimentação bancária de pessoas físicas e jurídicas. Desde que consentidos pelo cliente, os dados estarão à disposição de várias plataformas e, com isso, a pessoa poderá ver quem está propenso a lhe conceder o tão almejado crédito. Com a ferramenta totalmente regulamentada pelo Banco Central, será possível avaliar também as melhores taxas de juros, os prazos para pagamentos, as opções e, posteriormente, fazer a contratação.

“Uma das grandes vantagens do Open Banking é, justamente, a de dar ao cliente a propriedade de suas informações e movimentações de forma que ele possa optar por compartilhá-las com as instituições financeiras que ele desejar”, informa a CEO da Mitfokus, Júlia Lázaro.

Principais benefícios

O Open Banking proporcionará, segundo os especialistas, um novo itinerário econômico no que diz respeito à conectividade e à competitividade na oferta de produtos e serviços bancários aos clientes, incluindo os médicos. Júlia Lázaro explica:

Júlia Lázaro – CEO da Mitfokus,

“Hoje o histórico das transações e empréstimos financeiros dos médicos pertence ao banco que ele escolheu trabalhar. Diga-se de passagem, eles têm taxa de inadimplência zero, mas, mesmo assim, têm muitas dificuldades para conseguir crédito. Com o Open Banking isso está com os dias contados: as informações passarão a ser efetivamente do cliente, que conseguirá ter, na palma das suas mãos, o histórico de seu comportamento econômico. Então, a Mitfokus terá à disposição opções de crédito, financiamentos e serviços com bem mais facilidade e agilidade, que podem fazer a diferença na hora de viabilizar, expandir um negócio, ou, por exemplo, contratar mais pessoal para a equipe”.

Expansão deverá ser via fintechs

As fintechs deverão ser a grande mola propulsora disso, acredita Albert Morales, que é diretor-geral da Belvo, principal plataforma de Open Finance na América Latina, especializada em infraestruturas que permitem conexão entre os bancos e fintechs. A empresa, que atua no México e na Colômbia desde 2019, tem apostado pesado no Brasil, justamente para apoiar empresas nesta transformação digital financeira.

“Reduzindo a burocracia, a expectativa é que haja mais processos eficientes e novos participantes no mercado, fomentando a economia e gerando melhores oportunidades financeiras a todos, além de mais empregos e renda”, afirma Morales.

É o caso da parceria da Belvo com a Mitfokus, por exemplo. Voltada à área médica, a parceria possibilitará maior automação dos processos contábeis, fiscais e econômicos, oferecendo a esses empreendedores meios confiáveis e precisos para que eles tenham oportunidade de conjecturar os processos e aferir prováveis “gargalos” operacionais, a fim de reduzir os custos e ter um melhor planejamento dos investimentos.

“E, na terceira fase de implantação do Open Banking, chamada de ‘adesão aos serviços’, proporcionaremos a inicialização de pagamentos, e os médicos poderão realizar qualquer operação fora do ambiente do banco – por meio de um aplicativo de mensagens, por exemplo”, diz Morales.

Tecnologia a favor do médico

Tendo em vista a alta e complexa carga fiscal brasileira, tem surgido cada vez mais no mercado inovações que focam em gerar praticidade, eficiência financeira e que estarão cada vez mais integradas à contabilidade da empresa com o intuito de reduzir impostos, garantirem a entrega de suas obrigações acessórias em dia e que possibilitem um crescimento efetivo através de um bom plano de gestão.

Na Mitfokus, por exemplo, é tudo integrado. Há o Mitnotas: um sistema para geração de notas fiscais que visa acabar de vez com problemas de preenchimento incorreto de dados; informações perdidas; softwares especializados; notas rejeitadas; correções; cancelamentos; e denegação de NF-e, que ocorre quando o documento não é autorizado.

Depois, essas informações vão para o Mitsystem – sistema que integra todas as partes da gestão, a partir de uma plataforma simples de serviços, como consultas tributárias, emissão de notas, livro-caixa e outros serviços, conectando e facilitando a comunicação das áreas de finança, contabilidade, recursos humanos, e agora com o Open Banking.

“A tecnologia veio para cuidar da saúde financeira e tudo que diga respeito ao fluxo de dinheiro ou de capitais, que requer controle constante. Isso permite que os médicos possam focar em sua atividade-fim, que é cuidar da saúde das pessoas, sem se preocupar com as burocracias do dia a dia”, finaliza a CEO da Mitfokus.

Saiba mais em: https://mitfokus.com.br/

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