Há uma busca intensa por novos autores e propostas de estratégias ajustadas aos tempos atuais

 Ninguém vai enterrar os livros tradicionais de administração e de marketing. Ou velhos manuais de pesquisas de mercado. Ao contrário, Peter Drucker e Michael Porter continuam com força total, ao lado de outros gurus da arte de fazer negócios e ganhar dinheiro. Mas há no horizonte uma busca intensa por novos autores e propostas de elaboração de estratégias empresariais, ajustadas aos tempos atuais.

O prazo é sempre urgente e o excesso de informações é um problema. Apressados, os novos empreendedores querem ganhar tempo. São os participantes de pitches, eventos que colocam, de um lado, executivos que têm dinheiro. Ou gente conhecedora dos caminhos que levam aos investidores. Do outro lado, donos de startups, empresas em estágio inicial, interessados em ganhar dinheiro. Muito dinheiro, de preferência. Estes criadores de ideias, presumivelmente inovadoras, têm de dez a quinze minutos para mostrar as suas propostas. Também devem ter argumentos prontos sobre os meios necessários para gerar receitas.

O ritmo apressado contribui para o aumento do interesse por novas formas de apresentação dos projetos empresariais. No lugar de planos de negócios extensos e detalhados, os candidatos a empresários querem recursos simplificados para todas as etapas da criação de novos negócios, da geração da ideia ao planejamento e implantação.

Design – “Entendeu ou quer que eu desenhe?” Brincadeira ou não, a pergunta expressa, em várias situações, a tendência de valorização crescente do uso de sínteses e de imagens no cotidiano e em rotinas de apresentação de projetos e conceitos. “O mercado busca novas formas de modelagem de produtos e serviços”, reconhece Eduardo Loureiro, sócio da filial brasileira da multinacional holandesa Design Thinkers Group. A empresa pretende expandir a aplicação das técnicas de design no desenvolvimento de inovações destinadas ao varejo, em especial. Segundo o especialista, “o design de serviços é uma área de atuação em expansão no mercado mundial”.

Na década de 1990, a Microsoft lançou o PowerPoint, sistema que vigora como padrão nos ambientes corporativos. Foi o símbolo de uma tendência. Hoje, novos recursos facilitam a integração entre ideias e imagens. É natural o crescimento do interesse por soluções tecnológicas ou de interação humana que facilitem a transformação de ideias e propostas em produtos ou serviços, com a utilização de esquemas, fluxogramas e imagens.

Empreendedorismo – Ferramentas simplificadoras para o processo criativo atendem a um mercado com crescimento exponencial. Cinco em cada dez brasileiros de até 30 anos sonham em ter um negócio próprio. A maioria dos candidatos deseja ser empresário por vontade própria. E não por necessidade, ao contrário do que ocorria em outros momentos da história brasileira. Com tanta gente interessada em ampliar o batalhão de 27 milhões de micro e pequenas empresas existentes hoje no Brasil, segundo dados do Sebrae, a inovação também tende a ganhar maior importância nos próximos anos, para que pretende assegurar a sobrevivência em mercados cada vez mais concorridos.

A importância atribuída à criação de novos produtos e serviços é confirmada pela Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep). A instituição de fomento do governo federal tem um crédito de R$ 8 bilhões para o financiamento de empresas com foco em inovação. Em outra ponta, a multinacional Cisco destina R$ 6 milhões para iniciativas geradoras de produtos tecnológicos. Exemplos distintos em valores, mas que demonstram a disposição de organizações privadas e públicas em criar um ambiente favorável para projetos capazes de gerar oportunidades de negócios.

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