Empresas amadoras perdem força no mundo pós-pandemia

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As novas gerações, que atualmente estão fora das escolas por causa da pandemia, têm um amplo futuro pela frente, mas, no entanto, esse futuro pode estar ofuscado pela crise que os fez pausar as rotinas escolares. Ilustração: Pixabay
Ficar de olho nas novidades tecnológicas é o que vai determinar o sucesso ou fracasso das empresas.

Rafael Dal Molin *

Vejo muita gente preocupada com o que será do mundo empresarial quando a crise do novo coronavírus passar. Estamos enfrentando um momento delicado que não tem data definida para terminar e é normal que fiquemos ansiosos por não saber o que vem pela frente. Devemos tirar o foco da pandemia e pensar que nem todos os negócios vão precisar passar por uma reformulação, mas sim acompanhar as tendências do mercado e aderir tecnologias capazes de oferecer dados concretos de todos os setores da companhia via nuvem e em tempo real.

Ficar de olho nas novidades tecnológicas é o que vai determinar o sucesso ou fracasso das empresas, diria que tão importante quanto é ter um time de funcionários engajado e comprometido, que jogue junto com os gestores e que tenha a intenção de fazer a firma crescer e se manter forte em períodos de instabilidade. A via é de mão dupla e, infelizmente, pessoas que não se empenham para atingir resultados melhores, correm grandes riscos de ficar sem emprego. O amadorismo acabou e a competitividade será mais acirrada.

Estamos quase seis meses em quarentena e aposto que diretores das mais variadas instituições só pararam para analisar a importância que tem o combo “tecnologia da informação mais uma equipe qualificada” para o seu empreendimento durante esse período. Nada mudou, mas a Covid-19 fez com que todo mundo desse conta de que é preciso ter uma organização, em níveis financeiros, ocupacionais e de administração, além de processos claros, para que o negócio vá para frente. E acho que foi nessa ferida que a crise pegou a maioria.

A digitalização já não é mais tendência! Ela é um caminho sem volta e uma necessidade para as empresas superarem as adversidades. Mais do que trazer agilidade, ganhos de produtividade e cortes de gastos, as tecnologias permitem que os empresários alcancem os resultados esperados mais rapidamente. Temos no Brasil o que existe de mais avançado em termos de informática e inovação e não é exagero dizer que pequenas e médias empresas conseguem disputar, de igual para igual, com gigantes do mercado. Ainda mais se tiverem capacitação.

A pandemia acelerou o processo de digitalização da sociedade como um todo. Se olharmos ao nosso redor, somos ou conhecemos pessoas que estão usando ferramentas que facilitam o trabalho em home office, as compras pela internet, o estudo à distância, ou até mesmo para curtir um entretenimento via streaming ou cuidar da saúde por meio da telemedicina – avanços que levariam décadas para acontecer e estão ocorrendo ativamente. É natural que os empresários estejam reflexivos nesse momento e tomar decisões faz parte do jogo.

Não perca tempo nem fique atrás da concorrência. Se firmar e conseguir reconhecimento em tempos difíceis é possível. Sabe aquele projeto de TI que sempre ficava em segundo plano? Agora virou prioridade número um por questão de sobrevivência. Tornar os processos digitais não é um bicho de sete cabeças. Aproveite a segunda chance que o coronavírus está dando para o seu negócio e faça direito a lição de casa. Você só tem a ganhar.


  • Rafael Dal Molin é Diretor da Elevor – startup gaúcha que desenvolve softwares de gestão empresarial para o segmento do agronegócio.

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