Biominas mapeia startups de base biotecnológica

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Instituições iniciam o mapeamento das startups envolvidas na área de biotecnologia - foto: Pixabay
Instituições iniciam o mapeamento das startups envolvidas na área de biotecnologia

Carlos Teixeira
Radar do Futuro

A Biominas Brasil, a Abiquifi e a Apex-Brasil iniciaram um processo de mapeamento de startups de biotecnologia e ciências da vida no Brasil. As instituições pretendem identificar as empresas que trabalham com ingredientes farmacêuticos ativos químicos e biológicos, equipamentos médicos, saúde digital, produtos farmacêuticos humanos e animais, nutrição animal e biotecnologia em geral. A iniciativa tem o objetivo também de mapear os principais clusters de inovação do país nestas áreas, com a identificação do tipo de soluções sendo pesquisadas e os produtos já em fase de protótipo.

De acordo com um mapeamento da Associação Brasileira de Startup (ABStartups), existem mais de 4,2 milhões de startups no Brasil, mas ainda é difícil estimar quantas estão trabalhando com biotecnologia. Há uma carência de dados no país, reconhecidamente empreendedor. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor Brasil, em 2016 para cada 100 habitantes 36 eram empreendedores, uma taxa superior a muitos outros países da América Latina e até alguns países desenvolvidos. Isso se reflete no setor de biotecnologia, pois há muitas startups sendo criadas com foco em projetos nessa área.

Perfil empresarial

Uma pesquisa realizada pela Biominas em 2017 revelou o perfil geral das empresas brasileiras de biotecnologia. A maioria (cerca de 60%) é de pequeno porte, com até 10 funcionários, e jovem, com menos de 10 anos de idade. Quase 70% das empresas já fizeram algum tipo de cooperação internacional e todos os entrevistados demonstraram interesse em realizar futuras atividades de cooperação.

As grandes empresas também estão buscando inovação por meio de projetos de biotecnologia. De acordo com a Pesquisa de Inovação do Brasil (Pintec), o número de empresas inovadoras que usam biotecnologia cresceu 41,9% de 2011 a 2014, mostrando que ainda há espaço para o crescimento da biotecnologia no país.