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BH-TEC disponibiliza Radar de Inovação para ecossistema de C,T&I

O Radar é de preenchimento intuitivo, apresentando questões a partir de quatro eixos: estratégia de inovação, organização e cultura, gestão da inovação e equipe de projeto

Ferramenta que avalia gestão da inovação, organização e cultura tem acesso aberto para que instituições identifiquem gaps e oportunidades de atuação

A inovação aberta tem como pilar o compartilhamento de conhecimento, mecanismos e processos inovativos para fortalecimento do ecossistema de C, T&I. Pautado por esse novo posicionamento institucional, o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), em parceria com o IEBT, disponibiliza o “Radar de Inovação” para todas as instituições interessadas em conhecer sua estratégia e gestão da inovação, bem como para identificar gaps e oportunidades de melhoria.

Disponível no www.bhtec.org.br, o Radar é de preenchimento intuitivo, apresentando questões a partir de quatro eixos: estratégia de inovação, organização e cultura, gestão da inovação e equipe de projeto. “Essa ferramenta é uma das etapas do Roadmap da Inovação, atual projeto do BH-TEC com o objetivo de apoiar o desenvolvimento da estratégia de inovação das empresas e centros de tecnologias residentes no Parque Tecnológico. Devido sua funcionalidade estratégica, o BH-TEC disponibiliza o Radar para uso de empreendimentos de todo o estado de Minas Gerais que têm como pilar a busca pela inovação contínua”, contextualiza o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.

Além do resultado individual somente para o respondente, o preenchimento do Radar pelos empreendimentos do ecossistema mineiro de inovação permitirá a criação de parâmetros e a possibilidade, no segundo momento, de a empresa comparar seus indicadores a partir de dados gerados pelo compilado das respostas. Assim, será possível não somente mensurar, mas também comparar a maturidade em gestão da inovação nas organizações.

Hub para negócios inovadores

Programas de aceleração, incubação, consultorias empresariais, coworking e soft landing para instalação de empresas nacionais e internacionais visando prospecção de negócios em Minas Gerais. E, ainda, conexão com centros e empresas de base tecnológica residentes do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) e com a comunidade de ensino, pesquisa e extensão da UFMG. Assim o Hub de Inovação Multifuncional do BH-TEC, recém-inaugurado, se caracteriza como um ambiente para potencializar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e a transferência de tecnologia, transformando resultados científicos em novos produtos, processos e negócios.

O Hub também contempla o BH-TEC Lab Itinerante para prototipagem e testes de tecnologias, que poderá ser utilizado pelas empresas residentes, assim como pelos atores de ciência, tecnologia e inovação do estado e também pela sociedade. “O Parque Tecnológico tem uma nova forma de atuação baseada no trabalho próximo à comunidade, entendendo as demandas socioculturais, e na conexão de iniciativas e programas, sem replicar estruturas. O BH-TEC se posiciona como um lócus, deixando de estar na cidade e sendo a cidade”, ressalta o CEO do Parque Tecnológico de Belo Horizonte, prof. Marco Crocco.

Área de inovação

Esta diretriz dialoga com a tendência de parques tecnológicos, que se tornam Áreas de Inovação. Isso significa que os projetos desenvolvidos não contemplam apenas as necessidades de empresas e universidades de colaborar entre si, mas também de cidades, que podem ser consideradas a própria sociedade civil. “O conceito de Áreas de Inovação permite que muitos parques tecnológicos reforcem sua relevância, tornando-se líderes fundamentais no desenvolvimento de um novo tipo de cidade ou na renovação de áreas degradadas, por exemplo. Além disso, é um ambiente para se viver, divertir e trabalhar, fomentando a coexistência de negócios e pessoas. ”

Nesse sentido, o Hub é o primeiro passo para o BH-TEC se tornar uma Área de Inovação, transformando-se em um ambiente projetado e administrado para atrair pessoas de espírito empreendedor, talento qualificado, negócios e investimentos intensivos em conhecimento. “O Parque busca aprimorar, assim, o desenvolvimento econômico sustentável e a prosperidade para a sociedade.”

Coworking

A primeira frente a ser inaugurada é o coworking que, devido à pandemia, abriga neste momento iniciativas de atuação frente à Covid-19. “Apesar do distanciamento social, recebemos demandas de pesquisadores que observam sinergias para a atuação conjunta com o Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG (CT Vacinas) e com a produção da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Por isso, o coworking tem essa intencionalidade neste período, mas receberá todas as áreas do conhecimento”, acredita Crocco.

Utilização dos ambientes – todos os critérios de participação e ocupação dos espaços estão em construção e serão públicos e divulgados nas mídias digitais do BH-TEC.

CONEXÕES E OPORTUNIDADES

“A implementação do Hub representa um passo fundamental para atrair novas iniciativas e gerar mais estímulos para consolidação e fortalecimento das empresas residentes. O coworking, espaços para cocriação e demonstração de projetos são excelentes alternativas para que o Parque receba mais empreendimentos e se torne uma vitrine para geração de novos negócios”, acredita Gutenberg Dias, CEO da Treinus, plataforma para assessorias esportivas, educadores físicos e personal trainers, localizada no BH-TEC. “A inovação se dá pela interação entre diferentes atores dentro do ecossistema e o Hub será um elo para reforçar essa conexão entre startups, pesquisadores, empresas, estado, universidade e entidades de fomento à pesquisa e empreendedorismo”, completa Gutenberg.

Compartilhando a percepção, Paulo Vitor Guerra, sócio diretor do IEBT, empresa de consultoria e investimento que também é residente do Parque, reforça que o Hub traz a inserção mais ativa no cenário de inovação. “As empresas residentes contarão com mais espaços para testarem e desenvolverem seus produtos e serviços, o mercado poderá se aproximar da Universidade e do BH-TEC, e a sociedade terá oportunidades de acesso às mais modernas tecnologias e ao conhecimento científico”, reflete Paulo. “O Hub será um ambiente propício e dinâmico para experimentação tecnológica, geração e atração de negócios inovadores trazendo mais recursos, integração e desenvolvimento para o ecossistema mineiro de inovação”, conclui.

Rede parceiros

O projeto Hub de Inovação Multifuncional do BH-TEC foi contemplado na Chamada 07/2019 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) – Programa de Apoio a Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica. O Parque tem como sócios-fundadores a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Governo do Estado de Minas Gerais, a Prefeitura de Belo Horizonte, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/MG). Também conta com parceiros estratégicos, como a Fundep e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

“Temos um arcabouço institucional diferenciado, reunindo os principais atores de políticas de C,T&I de Minas Gerais. O Hub e outros projetos do novo Planejamento Estratégico do BH-TEC vão conectar estes atores com os objetivos de trabalhar em conjunto para aprimorar a competitividade de empresas, desenvolver novos negócios sustentáveis de alto impacto econômico, social e ambiental e, assim, fomentar o ecossistema mineiro de inovação”, planeja o CEO do BH-TEC, prof. Marco Crocco.

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