Belo Horizonte sedia seminário que debate as implicações da Inteligência Articial no mundo do trabalho.

Brasil, Suíça, Uruguai, França, Bélgica e Alemanha se unem para discutir os
impactos da implantação de tecnologias de inteligência artificial no mundo do trabalho,
no Seminário Internacional de Inteligência Artificial (SIIA) e suas implicações no mundo
do trabalho. Organizado pelo Sindicato de Engenheiros (Senge-MG), o evento acontece
nos dias 10 e 11 de julho, na sede do Crea-MG.

A ideia de se realizar o seminário, segundo o presidente do Senge-MG, Raul Otávio da Silva Pereira, tem o intuito de pensar e propor soluções para essa realidade em que a inclusão da tecnologia de Inteligência Artificial (I.A) afeta não somente os engenheiros, mas à humanidade em geral. “Trata-se de oportunidade única de debater e discutir a Indústria 4.0 e as tecnologias de Inteligência Artificial por um viés diferenciado, que não privilegie apenas as vantagens materiais objetivas e imediatas dessas tecnologias, mas que proponha colocar no centro do debate a participação do ser humano (enquanto profissional) como agente e não objeto do processo”, explica
Raul Otávio.

Para o presidente do Senge,  o assunto tem sido discutido sob a ótica da “novidade”, da “modernidade” e do “avanço tecnológico”. E pouca ou quase nenhuma atenção tem sido dada ao papel da força de trabalho humana nesse novo cenário. “Será totalmente ou parcialmente substituída? Passará a ser obsoleta? Existe espaço para coexistência entre máquinas e humanos, cada qual com suas tarefas específicas?”, questiona.

Palestrantes

O seminário terá a participação de palestrantes europeus, como o francês François Vatin, que é professor na Universidade de Paris Oeste Nanterre La Défense, onde dirige os cursos de Ciências Econômicas e Sociais. O cientista da Informação alemão, Thomas Hagenhofer, também é um dos palestrantes. Segundo Thomas, haverá mudanças drásticas por trás dessa nova tecnologia da automação. Ele dará exemplos dos efeitos que esta nova realidade trará nas condições de trabalho, nos trabalhadores, nos sindicatos e nas profissões industriais.

O fato de a discussão social estar mais adiantada nos países europeus levou o Senge-
MG a convidar os palestrantes dessa região para ao Seminário. O intuito é que haja interação com pensadores representantes de universidades brasileiras renomadas, tais como UFMG, PUC Minas e UFRJ, juntamente com profissionais da Engenharia.
SIIA.

São esperadas cerca de 600 pessoas no seminário, que além de pensar os
efeitos da I.A no trabalho, também reunirá grandes entidades ligadas à engenharia, uma
vez que estão confirmadas as presenças dos presidentes e de representantes do Confea,
Crea Minas Gerais, Mútua e Fisenge .

Além de palestras e painéis de debate, a programação do seminário contará com
workshops, concurso entre estudantes, além de atrações como o robô Meccano, que interagirá com o público.

Programação

 

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